Europeias (22)


Patrícia Reis,

  

 

CAMBADA DE INCOMPETENTES

 

O Partido Operário de Unidade Socialista apresenta, como medida mais emblemática do seu manifesto eleitoral, a proibição de todos os despedimentos por decreto irrevogável, garantindo assim o emprego vitalício a cada trabalhador português. Correlativa a esta, surge naturalmente outra medida originalíssima: a proibição da falência de todas as empresas – grandes, médias, pequenas e micro. Medidas que merecem desde já o meu firme apoio e o meu caloroso aplauso, em nome de todo o bom povo português. E vou mais longe: proponho desde já que a camarada Carmelinda Pereira, cabeça de lista do POUS, seja candidata ao Prémio Nobel da Economia deste ano. Acho extraordinário que nenhum economista, nacional ou estrangeiro, se tenha lembrado até agora daquelas medidas verdadeiramente inovadoras. Cambada de incompetentes.

14 comentários em “Europeias (22)”

    1. E um decreto que nacionalize os partidos com menos de 50 militantes? Lá ficava o POUS ao nível de uma direcção-geral, sustentado pelo erário público. Seria uma forma de combater o desemprego político.
      Fica a proposta, à consideração da camarada Carmelinda, para integrar em futuros manifestos eleitorais.

  1. Sei que os ventos estão bons para o populismo de esquerda, mas pedir uma economia planificada (no fundo, é essa a proposta do POUS) é um bocadinho demais.

    Proibir as falências e manter o emprego vitalício seria um prémio à incompetência de gestores e empregados e uma forma de os bons profissionais se porem, de vez, a andar daqui para fora. Mas isso são detalhes, pequenos detalhes…

      1. Bem, depois da amostra junta, não há efectivamente impossíveis. A kamarada Karmelinda pode pedir o que quiser, até o sol e a lua!, quanto mais aquelas ninharias de que falou na TV…
        «”Avance” camarada, “avance”!…»

  2. A bem dizer, avaliando algumas políticas de recuperação económica apresentadas por alguns economistas que leio por aí, esta não é totalmente esquisita. Pertencem todas ao reino da quinta dimensão. E não têm uma kamarada tão jeitosa a alindar o cabeçalho.

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