Europeias (36)


Patrícia Reis,

 

MEP: MAIS ‘SUSTENTABILIDADE’

 

Li o programa do Movimento Esperança Portugal às eleições europeias.

 

Principais propostas:

– Convergência entre desenvolvimento económico e coesão social

– Transformar a UE numa entidade política com verdadeira influência e poder à escala mundial

– Aprofundar a dimensão humana do projecto europeu

– Reforçar o financiamento de programas que contribuam para a cidadania europeia

– Reforçar o orçamento comunitário

– Política europeia de integração de imigrantes e seus descendentes

– Política agrícola e política de pescas mais viradas para o mercado e menos subsidiadas

– Redução da dependência energética da UE face ao exterior

– Modernização da rede ferroviária europeia

– Construção de uma Europa solidária e interdependente com o resto do mundo.

– Alargamento da UE aos países balcânicos e à Turquia

– Reforço da cooperação da UE com os EUA

– Respeito pela esfera de soberania própria de cada país membro.

 

Comentários:

– Enfim, um programa digno desse nome.

– Aquele verde fica-lhes bem.

– O MEP é a primeira força política portuguesa nestas europeias, que eu tenha reparado, a citar Jean Monnet, o homem que sonhou ver a Europa unida e lançou os alicerces deste projecto.

– Fala-se – e muito bem – no drama da pobreza, "limitadora dos direitos de exercício pleno da cidadania".

– Gosto do slogan "Por uma Europa de rosto humano".

– Este documento não evita as fórmulas vazias e redundantes, do género "o MEP quer contribuir para a construção de um projecto de proximidade, de uma Europa das pessoas".

– Detesto a palavra ‘sustentabilidade’, de que se usa e abusa neste programa. ‘Implementar’ e ‘governabilidade’ também eram dispensáveis.

– Para partido estreante não está mal.

14 comentários em “Europeias (36)”

  1. Curiosamente, fiz o questionário do EU Profiler (http://www.euprofiler.eu/) há alguns dias e o resultado obtido aproxima-me do MEP:

    http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php?action=dlattach;topic=20881.0;attach=17514;image

    Nem sequer conhecia as propostas eleitorais deste partido, agora já tenho uma ideia mais concreta graças ao de trabalho “de sapa” do Pedro Correia na análise dos diversos programas eleitorais. E de facto, não sei como fui parar próximo deste partido 🙂

  2. A frase “Por uma Europa de rosto humano” lembra-me, inevitavelmente, a célebre: “O rosto com que fita é Portugal”. Não sei se terá sido propositado, mas o efeito é garantido no aumento da auto-estima nacional e no possível papel que podemos ter na Europa.

    Obrigada por mais este trabalho de casa que fazes por nós. Pouquíssimos terão paciência para ler os programas partidários, e eu confesso que não sou um deles.

  3. É o primeiro trabalho em que se empenham e é também um esforço interessante. Concordo que era escusada a terminologia da moda, bem como as abstracções. Mas reconheça-se-lhes a diferença que marcaram ao lado dos ‘habitués’.

  4. Alargamento à Turquia é má ideia.
    Integração de imigrantes muçulmanos está condenado ao insucesso devido a profundas diferenças culturais.

    GP

  5. “Transformar a UE numa entidade política com verdadeira influência e poder à escala mundial”
    Isto só pode ser feito à custa da perda de soberania das nações da União. Ideia, no mínimo, parafederalista.
    Contraria a última proposta.

    “Reforçar o orçamento comunitário”
    Isto só pode ser feito à custa do aumento da carga fiscal, se não da nossa da de outros povos europeus.
    Em todo o caso, levará a um aumento do peso político da União, o que é indesejável.

    “Alargamento da UE aos países balcânicos e à Turquia”
    A adesão de países que não partilham da base cultural e civilizacional comum aos estados ocidentais, nomeadamente a que se nutre das raízes judaico-cristãs, é suicídio colectivo.

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