VELHO CONTINENTE
Um modelo em crise numa Europa em crise: em 1980 havia no espaço europeu mais 36 milhões de crianças do que reformados, hoje existem mais seis milhões de reformados do que crianças. Não há sistema de segurança social que resista à implacável dureza desta demografia em declínio – por algum motivo lhe chamamos Velho Continente. Alguém já ouviu uma palavra sobre isto na pré-campanha em curso? Eu também não.


É o que eu digo. Em vez de darem Magalhães, deviam dar embalagens de Viagra para eles e para elas.
Isto era obviamente a brincar, que o assunto é sério.
É mesmo dos mais sérios que deixaremos a quem cá ficar. E, desculpem se isto é xenofobia, mas não são os imigrantes que vivem na nossa Europa que deixam de ter filhos. O caldo de cultura que está no horizonte não é nada de entusiasmar.
Apesar de tudo, Anónimo, serão eles os responsáveis por alguma renovação e pela inversão destas estatísticas assustadoras. Cada vez se vive até mais tarde, cada vez se nasce menos. Os nativos da Velha Europa não querem ter filhos, a verdade é essa, e esse facto aumenta dia a dia o desnível entre a população activa e aquela que quer usufruir de regalias sociais. O problema é gravíssimo.
Estou de acordo com o que diz «apesar de tudo». Mas que os nossos filhos e netos sejam minoritários, daqui a uns anos, nos seus países, é uma ideia que me perturba, que quer?
A mim não perturba nada, confesso. Sou pela miscigenação de culturas e acredito que é aí que está o futuro, quer o queiramos quer não. Se não for assim, a Europa caminha a passos largos para se tornar numa espécie de museu do mundo.
E em última análise, a culpa é nossa… façamos mais filhos, que quer? 🙂
Acho que, se calhar, está a pensar na miscinegenação quando ela é viável.
No entanto, em vários países europeus (que não tanto em Portugal), há comunidades, e numerosas, que não pretendem de maneira nenhuma integrar-se, mas antes alardear usos e costumes que nada têm que ver com a cultura “europeia”…
É verdade, e esse é um problema sério. Mas há culpas de parte a parte na má integração. Não podemos esquecer que muitos deles já nasceram nos países europeus e têm a nacionalidade desses países. De qualquer maneira, parece-me que esta tendência para diluir fronteiras é irreversível. Teremos de viver com ela e adaptarmo-nos aos “estranhos” (e eles a nós, claro) ou acabaremos todos numa guerra sangrenta e inútil.
Velho continente, sem dúvida, Pedro… Como se sente isso ao chegar da Ásia!
Percebo isso tão bem, Joana. Vivi dez anos no Oriente. Cada vez que cá vinha, de férias, ficava impressionado por ver cada vez menos crianças e ainda menos bebés.
bom, vital da falou da “excitação infantil” de rangel. talvez seja um princípio de conversa sobre o tema…
Será? Não me parece. Mesmo nada.