A discussão à volta do casamento entre pessoas do mesmo sexo trouxe-me à memória um comentário de Jorges Luís Borges sobre Madame Bachelier, a quem acusava de ter feito publicar um catálogo sobre a obra de Pierre Menard “cheio de imperdoáveis omissões e acrescentos”.
Acontece que o referido catálogo foi publicado num jornal de tendência protestante, o que acicatou a ironia de Borges, que ao facto se refere como “uma desconsideração inflingida (pelo jornal) aos seus deploráveis leitores – embora estes sejam poucos e calvinistas, quando não maçons e circuncisados”.

Segundo o post do João Carvalho, Sócrates vai fazer marcha atrás, salvo seja, sobre o assunto e estou um bocado chateado, então andei eu a dar o meu melhor quando escrevi isto, para quê? tml#comentarios
http://vilaforte.blogs.sapo.pt/118977.h
Salvo seja, sim. Atenção à marcha-atrás…
nesta casa é impressivo o uso de alegorias motoras a propósito do casamento.
aqui é o “marcha atrás”, lá mais para cima é o “rouba carros” …
não será uma psíquica fuga em frente?
não querem poisar no assunto?
ele escalda assim tanto?