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Um ex-jornalista a detestar a expressão “comunicação social”…
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Qual é o espanto? Dói-lhe alguma coisa?
Com a vasta experiência que tem
como jornalista em Macau e em Portugal,
com os conhecimentos pessoais que tem
(jornalistas e outras pessoas), devia considerar
criar um jornal digital.
Exemplo: Observador.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Só prova que não é burro, ao contrário dos colegas de profissão.
Barros parece ter ficado perturbado, sem que eu perceba porquê.
O que quer que isso seja (com o devido respeito pelos profissionais que assim são nomeados),
Nunca me revi nesta expressão.
Informação é informação. Não é “comunicação social”.
Comunicação social não inclui somente informação. Inclui comunicação com outros objetivos (de entretenimento, etc).
Não quer dizer nada de concreto.
Um vendedor de banha da cobra que anda a correr as feiras também faz “comunicação social”.
E o Borda d’Água.
A tríade da ilusão humana: E-R-M.
Emissor (o ser que atira sobre tudo e nada, sem sequer saber ‘o que é’, ‘quem é’; logo, nem ‘o que quer dizer’) — Receptor (o destino imaginário para onde se projecta a intenção e o desejo) — Mensagem (a coisa em si).
Prefiro R.E.M.
Banda do meu tempo.
Um bom exemplo da «tríade da ilusão humana».
Se a mensagem enviada por um emissor, para ele, for E-R-M. E se a mensagem recebida por um receptor, para ele, for REM. Então, poder-se-á afirmar que houve ‘informação’? E, neste caso, poder-se-á afirmar que houve ‘comunicação’?
A mensagem enviada por cada um dos dois interlocutores não é a mesma. Essa discrepância impede a ‘comunicação’ ou a ‘informação’? Se não impedir, afinal, o que estavam a dizer um ao outro? Logo, onde está o ‘social’ neste exemplo?
A ‘informação’ e a ‘comunicação’ são «coisas», ou são «relações»? Se não são «coisas», onde está a coisa/substância de que são feitas?
Se nem neste simples exemplo os interlocutores sabem se estão a ‘informar’ ou a ‘comunicar’, então, a um nível muito maior, seja a escala Política ou a Mediática, como hão-de os ‘humanos’ se entender?
Razão pela qual o Impronuncialismo afirma que quem pronuncia não sabe o que está a fazer nem a dizer. Os seres-humanos não têm voto nesta matéria. São impelidos e obrigados pela Natureza a assassinarem o ruído, e a colapsarem o som, com as suas codificações abstractas e ilusórias. Grunhem ou roncam, chilreiam ou trinam, tal como os outros seres-vivos que a Natureza criou.
Em suma, confirma-se que aquilo que os seres-humanos designam por ‘informação’ e ‘comunicação’ são ipses, no sentido da ‘tarefa 12’ executada pelo «robot Impronuncia».
Em alternativa, como designar o conjunto: Imprensa escrita (papel/online), Canais Televisivos e Rádio? Ou de outra forma: todos aqueles locais onde trabalham jornalistas a fazer jornalismo.
???
Ui, que problema. Caso para perguntar: o que faria Kant?
Talvez se enfiasse uma semana em casa a escrever a “Crítica da Razão Pura”.
Programação Social, é o que basicamente é.
Porque é que os repórteres passaram intitular-se jornalistas? está uma parte dos problemas na resposta a esta pergunta.
Qual é o espanto?
Um repórter é jornalista. Pratica, aliás, a disciplina mais nobre do jornalismo.
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consul torio/perguntas/comunicacao-socialcomuni cacao-de-massas/10624#
«Comunicação social – Processo de comunicação de carácter indireto e mediato, estabelecido no seio da sociedade, por meio de jornal, revista, teatro, rádio, cinema, propaganda, etc»
Que caldeirada, misturar jornalismo com teatro, cinema – e propaganda.
Expressão a evitar, portanto. Só confirma aquilo que escrevi.
Exactamente: é aí mesmo, na “caldeirada”, que está o pecado original da moderna “informação”, que não passa sem espectáculo e manipulações mais ou menos subliminares (cada vez menos, convenhamos, que os “receptores” nem esse respeito já merecem).
E no meio da mixórdia, onde fica o jornalismo?
Pendo compreender perfeitamente o ponto de vista do Pedro.
informar, transmitir, comunicar
O ‘modelo telegráfico’ de transmissão de mensagens do ‘estruturalismo linguístico’ e da ‘teoria matemática da comunicação’ (Saussure, Norbert Wiener, Claude Shanon, et alli)?
Ou o ‘modelo orquestral’ do “Interacionismo comunicacional de Palo Alto” (Scheflen, Watzlawick, Goffman, Hall, Bateson, et alli)?
“A comunicação pode, em suma, ser definida como um comportamento integrado, calibrado, e normalizado que torna possível e constrói as relações entre os seres-humanos. Por consequência, a comunicação funciona como um processo da própria organização social. E a transmissão de informação, como um mecanismo do comportamento comunicativo” (Yves Winkin/G. Bateson, 1981, “A Nova Comunicação”, ed. Seuil, p.157)
Em 2004, a Presidência do Conselho de Ministros (SEJD) convidou o Impronuncialismo para proferir uma palestra na designada “Conferência Internacional da IASI (International Association for Sport Information)”. O convite derivou do Impronuncialismo ter, em 2003, apresentado um Documento sobre “O futuro da gestão documental e patrimonial na Administração Pública”.
Em 14 de abril de 2004, lá foi o Impronuncialismo pronunciá-la. Intitulou a palestra de “Informação: transmitir ou comunicar?”.
Numa certa altura, o adjectivo social servia para quase tudo.
Estado social, equipamento social, assistência social, segurança social, comunicação social…
Banalizou-se e esvaziou-se a tal ponto que passou a significar coisa nenhuma.
O maior paradoxo é chamar “rede social” a algo que de social nada tem – excepto se chamarmos sociedade a um arquipélago de microtribos.
Concordo.
😤 Corrosão Ortográfica
O uso da expressão “Comunicação Social” é um atentado à Sintaxe e à Semântica, um crime que merece ser flagelado com o chicote do rigor.
Para já “Comunicação Social” não tem trema, mas devia ter, só para dar aquele ar de coisa antiga e desnecessária.
Depois é um pleonasmo de preguiça! Se é “Comunicação”, já é social. Vai comunicar com quem, com os macacos?
É a redundância tautológica da boa e velha estirpe jornalística: é uma expressão inchada que diz o mesmo que a única palavra que lhe é relevante: Imprensa.
Nunca pensei na nomenclatura. Odeio bem mais “redes sociais”, parece que andam à pesca.
Haverá outro dia para essa.
Há uma miríade de opiniões…
Por exemplo:
— “Informação é qualquer diferença que faça uma diferença” (G. Bateson, 1987, “Natureza e Cultura”, pub. Dom Quixote, Lisboa, p.199)
— “A Informação, como fundação da acção, da comunicação e da decisão … A Informação não depende de quaisquer dados, por mais vastos e detalhados que sejam; mas, antes, dos objectivos que o ser humano concreto persegue, do tipo de possibilidade de ser que ele, para ele próprio, apropriou.” (F. Ilharco, 2003, “Filosofia da Informação”, Universidade Católica, p.185)
— Informar é trazer para diante, no sentido etimológico da palavra latina “informare” do verbo “in-formo”, como Cícero (106-43 b.C) a usava?
— Informação é desocultar, no sentido de Merleau-Ponty (“Fenomenologia da percepção”, 1962)?
Etc.
Bem vista coisa, será mesmo uma expressão a detestar. Seja pela acção (activismo), seja pela injustiça de representar/englobar quem verdadeiramente faz comunicação social.
No passado certamente também seria, mas hoje em dia é demais. A comunicação social não passa de um braço armado político e intelectulaóide contra a sociedade e os cidadãos.
por isso ” eles ” são todos comunicadores ; deixaram de ser jornalistas
Comunicador nada tem a ver com jornalismo.
O barbeiro do bairro, a porteira do prédio, o taxista de praça podem ser grandes comunicadores. E ninguém negará que praticam “comunicação social”.