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Com tantos clubes de futebol em Portugal, com certeza que um futebolista tem que custar muitos milhões.
O Porto deu um exemplo que devia ser seguido por todo o país, era reduzir o número de clubes existente.
Eliminou-se o Salgueiros e Boavista ficou o FCP e chega´ bem.
São menos 22 jogadores necessários, numa cidade tão pequena, representa alguns milhões.
Um misto de mercado de escravos e feira do gado.
Bem-vindos ao verdadeiro Mercado Desportivo.
🐟 A Peixaria “Gestifute”
Aqui, os super-empresários gritam a plenos pulmões enquanto atiram fatias de contratos para cima de balanças viciadas.
“Olhó brasileiro fresquinho, acabadinho de aterrar! É levar, freguês!”
Nesta banca, ninguém leva um peixe inteiro. O adepto acha que comprou um ponta-de-lança, mas o clube só tem 15% do pé direito. O pé esquerdo pertence a um fundo de investimento uruguaio obscuro, o tronco está penhorado por um banco no Luxemburgo e a cabeça foi dada como colateral para pagar a remodelação da piscina do presidente.
🍎 A Banca da Fruta “O Apito”
A banca mais antiga do mercado. Tem fruta para todos os gostos: fruta para dormir, fruta para acordar e fruta para garantir que o penálti aos 89 minutos cai para o lado certo.
Por baixo do balcão, escondido entre as caixas de pêssegos e café com leite, está o livro de contactos do Conselho de Arbitragem. Se reclamares que a fruta está podre, um segurança de dois metros e pescoço taurino acompanha-te cordialmente até à saída do campeonato.
🥩 O Talho da “Estrutura”
Aqui não se vende carne. Vende-se a logística invisível que faz o futebol português girar.
Monitores VAR Recondicionados: Vêm todos equipados de fábrica com um “ponto cego” cirúrgico para foras-de-jogo milimétricos.
Acessórios de Arbitragem: Palas para os olhos, tampões para os ouvidos e óculos com lentes opacas modelo Critério Largo. Tudo patrocinado pela clínica oftalmológica do primo do presidente da Liga.
Sacos Azuis de Lona (Promoção): Muito resistentes. Na compra de três, oferecem um saco de fruta da época para enviar aos árbitros.
📺 O Cantinho das Tripas “Os Comentadores”
Junto aos caixotes do lixo, estão três marmanjos de fato e gravata, vermelhos, azuis e verdes, a gritar uns com os outros. Eles não vendem nada de útil. Pegam nas tripas e nas cartilagens que sobram do mercado, espremem aquilo até deitar sangue e servem-no todas as noites aos portugueses às 23h00 em canal aberto. As pessoas queixam-se que cheira mal, mas ficam ali quatro horas a olhar para eles.
No fim da feira o adepto é o desgraçado que paga o bilhete, leva com o peixe podre e embalado para casa, engole a espinha e ainda vai para as redes sociais, jurando a pés juntos que este ano é que o clube foi ao mercado fazer “grandes contratações”.
E os respectivos corolários.
O Mercado de Verão e o Mercado de Inverno lá para Janeiro.
Ainda por cima acompanhados pelo “Fulano VENDIDO por…. Milhões de Euros.”
Com tanto wokismo, até me admira não aparecer ninguém a proibir o uso destas expressões.
Para não falar do respectivo mercado negro, gerido sordidamente pelas casas de apostas online…