(créditos: Eloi Carvalho/Ponto Final)
“Os trabalhadores estão a laborar durante mais horas, mas a receber menos ao fim do mês. É o que mostram os dados divulgados no site da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) sobre o inquérito ao emprego durante o segundo trimestre deste ano. Os números oficiais mostram que, no geral, as medianas do rendimento mensal do emprego da população empregada (17.800 patacas) e dos residentes empregados (20.000 patacas) desceram 1.000 e 1.500 patacas, respectivamente, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, enquanto a mediana de horas trabalhadas semanalmente aumentou das 45,7 para 45,9.
Na área do jogo, a mediana do rendimento mensal do emprego no primeiro trimestre de 2025 era de 23 mil patacas, recuando para 21 mil no segundo trimestre do ano. Em sentido contrário, a mediana de horas trabalhadas semanalmente pelos trabalhadores do sector do jogo aumentou de 46,5 para 46,6.
No comércio a retalho, acontece o mesmo. A mediana do rendimento mensal do emprego baixou de 15 mil para 14.300 patacas, ao passo que o número de horas trabalhadas por semana subiu de 45,7 para 46,1. No sector das actividades imobiliárias e serviços prestados a empresas, os salários caíram das 11.100 para 10.300 patacas. Ao mesmo tempo, o número de horas semanais de trabalho aumentou das 46 para 46,3.
No caso dos hotéis, os salários caíram das 16 mil para 15 mil patacas por mês, sendo que, neste caso, a mediana das horas de trabalho semanal se manteve nas 46,5. Já os salários da construção mantiveram-se nas 15 mil patacas por mês, porém, o número de horas de trabalho aumentou 0,2.
Na área dos transportes, armazenagem e comunicações, os salários encolheram 4,1%, das 17 mil patacas para 16.300, e a mediana de horas trabalhadas por semana cresceu das 45,4 para 45,7. Na restauração, a mediana do rendimento mensal do emprego aumentou dos 10 mil para 10.500, sendo que o número de horas de trabalho aumentou ligeiramente das 46,9 para 47.
O ramo das actividades financeiras viu a mediana do rendimento mensal do emprego baixar das 23 mil patacas para 22 mil patacas. Contudo, o número de horas semanais de trabalho caiu ligeiramente das 42,7 para 42,6.
Segundo a DSEC, a proporção da população empregada que trabalhou 50 ou mais horas por semana (14% do total) e a que trabalhou entre 45 e 49 horas por semana (49%) aumentaram 1,5 e 0,5 pontos percentuais, respectivamente, face ao primeiro trimestre de 2025. Porém, a proporção da população empregada que trabalhou entre 40 e 44 horas por semana (22,1%) diminuiu 2,1 pontos percentuais.
Além disso, os dados divulgados pelo organismo no seu site mostram que o número de trabalhadores a tempo inteiro, ou seja, que trabalharam 35 ou mais horas por semana, foi de 321.500, menos 2.000 pessoas, face ao primeiro trimestre de 2025. A mediana do rendimento mensal do emprego dos trabalhadores a tempo completo fixou-se em 18.000 patacas, menos 2.000 em termos trimestrais, “devido principalmente a alguns ramos de actividade económica terem atribuído o 13.º mês de salário e as participações nos lucros no primeiro trimestre de 2025”, justifica a DSEC.
Excluindo-se o 13.º mês de salário e as participações nos lucros, a mediana do rendimento mensal do emprego dos trabalhadores a tempo completo (18.000 patacas) diminuiu 600 patacas (-3,2%), em relação ao primeiro trimestre do corrente ano.” – Ponto Final, 11/08/2025
Com alguns dias de atraso, aqui fica a notícia. Seria bom que não passasse despercebida.
E espero, sinceramente, que os partidos políticos portugueses, as associações de amizade, as câmaras de comércio, as principais centrais sindicais, os trabalhadores em geral, o candidato presidencial António Filipe, o PCP, e todos os que se preocupam com a melhoria das condições laborais manifestem o seu internacionalismo, solidariedade e apreço pelos progressos verificados.
Só em Portugal, e nos países mais atrasados, é que trabalhar mais e receber menos, sem direito a fazer greve, não é o sonho de qualquer trabalhador.

Macau…
Um euro vale quantas patacas?
P. S.: 1999, a devolução. 2000 a 2050, a absorção. 2050, a completa integração.
P. S.: Em 2050, a China ainda será comunista?
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Creio que ontem o câmbio médio era de 9,36 Patacas para 1 Euro.
O comunismo é a via larga para a miséria da maior parte dos trabalhadores.
O enriquecimento só é possível para dirigentes do partido, para militares (oficiais),
para empresários (com cartão partidário).
Felizmente, em Portugal o comunismo foi travado em 25 de Novembro de 1975.
Como seria um Portugal à chinesa, à coreana nortista, à cubana ou à soviética?
Quanto ao militante comunista que não conseguiu ser eleito…
Referir o nome desse tipo de gente, é estar a dar-lhes uma importância que não têm.
P. S.: Escravatura remunerada…
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT