José Sócrates discursou uns 50 minutos, ao final da tarde de abertura do congresso do PS. Pelo meio, lá estava a defesa dos investimentos públicos que o governo deve fazer, num rol em que incluiu barragens, telecomunicações, etc., o que me deixou perplexo: essas áreas não são de investimento privado (EDP, PT, etc.)?
O discurso estava escrito, foi pensado. Se o primeiro-ministro fala abertamente de actos de gestão dessas empresas — que, por muito públicas, são em rigor privadas — por que razão é que o governo se escusa a falar dos negócios da Caixa, escudado no que chama actos de gestão, na qual é o único accionista? O governo anda a fazer caixinha e isso é mau sinal, muito mau.

E o homem até já está no Twitter 009/02/socrates-ja-esta-no-twitter.html
http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2
O verdadeiro partido “oportunista”
não está à esquerda, nem à direita,
e esta caixinha “socialista”
que jamais se endireita!
O mexilhão delatado,
neste “socialismo” não confia,
sente-se completamente entalado
com esta política que desfia!
João quanto à sua questão, sobre o investimento ser privado ou não:
O dinheiro para o investimento é do estado.
No caso das novas 10 barragens que estão previstas, o estado abriu um concurso para a sua concessão.
As barragens do rio Tâmega foram ganhas pela IBERDROLA (empresa energia espanhola).
As restantes barragens foram ganhas pela EDP.
Agora a IBERDROLA e a EDP irão lançar os concursos públicos para quem fôr fazer as barragens (construção civil e equipamentos mecânicos-eléctricos).
A EDP e a PT são empresas semi-estatais, logo o dinheiro retorna.
Como o próprio nome indica isto é um investimento que o governo faz.
No caso das barragens, enquanto as máquinas estiverem a trabalhar vão produzindo KW/h (medida de energia).
Por cada KW/h a EDP vai lucrando e por sua vez o estado também.
O que tem de ser convenientemente avaliado e isto sim é verdareimente importante, é se o investimento feito será rentável.
Por exemplo : investe-se 10 milhões e uma barragem dura 50 anos a produzir energia, se ao fim dos 50 anos forem ganhos 100 milhões, então o investimento foi lucrativo.
Como deve calcular, isso é do conhecimento público. A rentabilidade é obviamente importante. Mas, no caso em apreço, o que me trouxe foi o primeiro-ministro falar de empresas privadas de capitais públicos e o governo continuar sem explicar os negócios da CGD (como deve ter lido no ‘post’). Só isso, sem desvios de tema. Outros temas serão para outros ‘posts’.
Do conhecimento público? Tudo o que referi? Lamento, mas não me parece, só se de um momento para o outro todos nós passamos a ser entendidos em hídricas. O que não será tão improvável assim ou até caso de espanto, já que é apanágio dos portugueses falarem acerca de tudo e de nada.
Agora do conhecimento público será de certeza, as constantes não explicações do PM e do seu governo.
E sim, li o seu post e também o entendi; o seu parêntesis foi desnecessário.
E não, não penso que me tenha desviado.
Dois pesos, duas medidas, um discurso.
Ou talvez: um peso, duas medidas, um discurso.
Sócrates não pode falar do assunto durante o discurso por questão de tempo, o pessoal tava a ficar farto de o ouvir e de ter obrigatoriamente de bater palmas.
Ah!…
Fazer caixinha é mau, sem dúvida, mas fazer uma “Caixa” destas é muito bom, excelente até! É claro que estamos a falar daquela caixa cheia de segredos e de negócios magníficos, que quando se for a abrir, vai ser mais deslumbrante que uma caixa de Pandora.
Só para quem for Fino…