
A cena teve uma triste simbologia, demonstrando aos incautos que também os partidos políticos podem morrer: bastaram poucos segundos para desaparafusar a placa que identificava o espaço reservado ao Centro Democrático Social na Assembleia da República. Uma força partidária que chegou a eleger 42 deputados, nas legislativas de 1976, e teve como líderes Diogo Freitas do Amaral, Francisco Lucas Pires e Adriano Moreira nos 15 anos iniciais parece hoje condenada ao eclipse total. Até o PAN e o Livre, etiquetas passageiras sem qualquer implantação no país, ultrapassaram o histórico CDS nas recentes legislativas. É um sinal dos tempos – em consequência da acumulação de erros primários numa agremiação que andou em busca da pureza identitária, fracturada por ódios tribais, característicos das claques de futebol.
Apesar de tudo, ainda lhe restarão hipóteses de sobrevivência? Nada mais natural que um partido de inspiração católica alimente a fé na ressurreição. Por agora, na vetusta sede do Largo Adelino Amaro da Costa – baptizado em homenagem ao malogrado co-fundador do CDS, um dos mais brilhantes oradores da história parlamentar portuguesa – os dias são de Quaresma antecipada. Com mortificação da carne e expiação dos pecados. Mas já um profeta se recorta no horizonte: João Nuno Lacerda Teixeira de Melo, 55 anos, advogado de profissão e político por paixão, há quase três décadas associado ao partido em que se inscreveu na idade adulta, sem cumprir qualquer peregrinação prévia pelas estruturas juvenis.
Ele anuncia que o CDS renascerá das cinzas, esperando ainda mobilizar uma militância quase extinta. Vai formalizar a candidatura à presidência neste sábado, fazendo-o com dupla legitimidade. Porque é o último deputado democrata-cristão que resta – não em São Bento, mas no Parlamento Europeu, onde tem assento desde 2009. E porque já manifestara essa intenção em Outubro, quando desafiou Francisco Rodrigues dos Santos a convocar de imediato um congresso electivo em que ambos seriam submetidos ao escrutínio das bases, anterior à corrida eleitoral no país. Desafio que lhe foi negado, com as consequências que sabemos.
Nuno Melo, minhoto nascido por acaso no Porto, diz-se «um combatente da direita moderada que luta pelas suas ideias» e não esconde que Paulo Portas é a sua «grande referência política em Portugal». Podia ter sido ele o sucessor de Portas, em 2016, mas optou por apoiar Assunção Cristas sem se envolver nas minudências políticas em Lisboa. Avança agora, no pior momento. Parte com um bom lema: «O CDS faz falta a Portugal.» E revela um desígnio louvável: chegou o «tempo de reconstruir.»
É fácil prever que será eleito por quem se dignar comparecer no congresso. Mais difícil é vaticinar-lhe sucesso nesta missão de nadador-salvador já tão fora de pé e tão longe da praia. Certamente leitor de Maquiavel, o eurodeputado não ignora este aforismo do mestre florentino: «A natureza criou-nos com a faculdade de tudo desejar e a impotência de tudo obter.»
Texto publicado no semanário Novo

Honra para os que não se limitam a correr para os braços dos vencedores, não renegando as próprias convicções e princípios.
Dos que mudam de camisa ao sabor da moda que passa está o mundo cheio.
Não virá muito a propósito lembrar a existência de uma lei eleitoral retrógrada que em beneficio dos grandes centros urbanos penaliza os votos dispersos pelo conjunto do país.
Dispenso-me contudo de demonstrar aqui essa contabilidade de secretaria que vai ao arrepio da valorização do interior que tanto dizem defender.
Por este andar a propagandeada regionalização servirá antes do mais para criar coutadas como filiais a trote do insaciável poder central.
branco ou ex-tinto
É mais um copinho de leite da teta de uma vaquinha
E porque não mais um a chupar nas vastas mamas da porca do Estado.
Até pode ser branco sujo ou tinto à martelo.
Vinho verde também?
Vinho verde sim. Nuno Melo é minhoto, deve apreciar.
uma lei eleitoral retrógrada que em beneficio dos grandes centros urbanos penaliza os votos dispersos pelo conjunto do país
Quase todos os países (creio que a Holanda é uma exceção) têm leis eleitorais que, de alguma forma, suprimem os partidos mais pequenos.
Há duas alternativas: ou a divisão do país em círculos eleitorais que cada qual elege poucos deputados, ou o estabelecimento de uma percentagem mínima de votos para se eleger.
Portugal tem o primeiro sistema, o qual mesmo assim é pouco penalizador; os países anglossaxónicos, com os seus círculos uninominais, são muito mais penalizadores dos partidos pequenos.
A segunda alternativa existe, por exemplo, em Israel: há um só círculo eleitoral, mas tem que se ter no mínimo 3% dos votos para eleger deputados. Num tal sistema o CDS continuaria a não eleger.
Só em muito poucos países, se é que alguns, um partido tão pequeno quanto o CDS conseguiria eleger deputado(s).
O CDS teve mais votos que o PAN e o Livre.
O CDS teve mais votos que o PAN e o Livre.
É verdade. Os sistemas eleitorais em que os países são divididos em círculos eleitorais têm esse problema: a proporção de deputados pode ser substancialmente diferente da proporção de votos. Por exemplo, no Reino Unido, nas últimas três eleições, a percentagem de votos do partido Conservador variou sempre de forma substancialmente diferente da percentagem de deputados por ele eleitos. Por exemplo, Boris Johnson obteve menos percentagem de votos, mas mais deputados, do que Theresa May. Nesses sistemas eleitorais, compensa sempre ter os votos mais concentrados nalguns círculos eleitorais, do que tê-los dispersos por todos os círculos.
Obrigado
Afinal Balio é um alto graduado em crenças fixas.
É graduado em Tudologia. A coisa mais próxima de tudólogo que temos por aqui.
Mas só exerce de segunda a sexta, das 9 às 17 (com intervalo para almoço e sesta). Horário da função pública.
pode começar a visitar as feiras de
‘ar tusa nato’
penso que ele não tem fé , tem um problema : como seguir com a sua “carreira profissional” sem um partido que o leve nas listas a concorrer a cargos ? ainda é novo para ficar em casa , mas já é velho para aprender uma profissão.
Carreiras profissionais na politica, onde é que tal coisa já se viu? E aparece agora este pioneiro a desbravar terreno!
a impotência de tudo obter
Não seria melhor “incapacidade” em vez de “impotência”?
Ainda por cima, a segunda palavra tem conotações menos agradáveis.
Diga isso ao Maquiavel. Mas não espere resposta.
Não digo isso a Maquiavel, digo isso ao tradutor de Maquiavel.
Ele até deve tremer perante essa investida.
Coitado do Maquiavel, já passaram 500 anos e ainda falam da sua impotência.
Pior que isso. Passados estes séculos tem o “balio” a traduzi-lo. As coisas a que um finado se sujeita.
A traduzir sem o ler, decerto. Que aquilo, pelo que ele paternalmente nos revela dos seus graníticos e inabaláveis critérios, só pode ser um calhamaço, donde uma pedra de tempo, insuportável.
A “geração mais bem preparada de sempre” tem a felicidade de ter mestres destes, enfim.
O exterminador de consoantes quer passar à posteridade como intérprete autêntico de Maquiavel.
Tenho visto coisas bem mais esquisitas.
Lamento muito que Francisco Rodrigues dos Santos não tenha aceitado a mudança de regras para defrontar Nuno Melo. Até acredito que, qualquer que fosse o resultado, o CDS teria eleito um ou mesmo dois deputados.
Mas igualmente lamento que Nuno Melo, não tenha avançado após a demissão de Cristas, quando tinha imensos apoios, incluindo todo o grupo parlamentar.. É que fica a suspeita que receou um confronto com Rodrigues dos Santos, então em ascensão, para só ganhar coragem depois de o ver já derrotado nas sondagens.
Rodrigues tem um futuro promissor. Como executivo da Servilusa. Especialista em funerais.
O que a vida tem de maravilhoso é o facto de todos os dias eu aprender alguma coisa. Nietzsche criou um terrível problema quando em sua desesperança criou a “morte de Deus”. Com esta morte criada procurou construir uma esperança baseada nos valores construídos pelo ser humano.
E a merda toda reside aqui: estes valores não satisfazem as necessidades do ser humano.
O que é a esperança? Eu diria que a esperança é saber que todos acabaremos ou num crematório, ou enterrados ou ainda, de forma sustentável, compostados.
Não obstante, com Nietzsche surgiram todas as formas de terapias para combater a desesperança, note-se, baseada nos valores não alcançados que o ser humano cria e que não produzem resultados.
Em função disto a maneira mais saudável e alegre de viver será cultivar a desesperança. A desesperança é a maneira mais natural, prática, científica e existencial de viver-se, uma vez que apontando ela para um fim consagrado saberemos valorizá-la compreendendo que a partir desta a devoção está aí somente para exacerbar a importância dos valores criados pelo ser humano que realmente não importam e não preenchem.
Assim, é a desesperança que deve ser cultivada, pois os valores não se criam: eles existem em cada um de nós. São centelhas de luz submersas pelos valores humanos que necessitam ser descobertos e desentulhados. E aqui chegados tudo pode ser feito, porque a coragem foi descoberta e a morte foi vencida.
Já agora, existem mais vivos ou mortos? Eu direi vivos, porque os mortos não existem. Se existissem mortos Deus não seria o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Tampouco seria o Deus de Jesus e em Jesus. Pois Deus é Deus dos que vivem e não dos mortos.
Porém, baseados nos valores construídos, permanecemos como mortos que enterram mortos.
Que se fodam os partidos.
Agora não está a ser lógico. Se o Chicão ganhou futuro na Servilusa, então é porque pegou num partido já cadáver.
Mas se o Chicão ajudou o CDS a morrer, então o futuro dele é no SNS como assistente de eutanásias.
Rodrigues é pró-activo. Extingue o partido e prepara-lhe o funeral. Dois em um.
Culpa dos militantes, que elegeram um chefe de claque sem qualquer experiência política como presidente do partido e confundiram um congresso com uma RGA.
O odiozinho tribal, intramuros, falou mais alto.
O resultado está à vista. E é irreversível, por mais que tentem agora engatar a marcha-atrás.
Lamento muito que Francisco Rodrigues dos Santos não tenha aceitado a mudança de regras para defrontar Nuno Melo. Até acredito que, qualquer que fosse o resultado, o CDS teria eleito um ou mesmo dois deputados.
Exacto. O momento para não deixar morrer o partido teria sido esse, mas nenhum deles mostrou inteligência política para colocar essa questão em cima da mesa. Há pessoas que teimam que os grupos no CDS estão ligados a divisões de clubes de futebol (eu não acredito) e isso seria ainda mais lamentável. Porque se é mau que se politize o futebol, é perfeitamente imbecil que se futebolize a política e os partidos.
Seja como for não sei se NM tem o carisma e o tempo útil necessário para reanimar o partido. A mim sempre me pareceu um tipo um bocado agressivo. E mesmo sendo um bocado “tio”, o que à partida estaria a dar com a agremiação, não sei se tem o carisma positivo que seria necessário agora. Vamos ver.
Rodrigues teria feito bem melhor em manter-se como vogal da Direcção do Sporting.
Para o Sporting, de qualquer modo, foi óptimo: desde que o derrotado no CDS saiu, tem sido sempre a vencer.
O CDS/PP está a viver uma profunda crise resultante da clarificação ideológica recente dentro da dita “direita”. Durante toda a sua existência, este partido foi visto como refúgio de um eleitorado muito díspar: saudosos da “Velha Senhora” enquistados em ideias anti-democráticas; liberais com desejos de reduzir o peso de Estado; e democratas cristãos autênticos, com princípios sólidos norteados pela Doutrina Social da Igreja.
Agora que os primeiros encontraram o seu espaço no “Chega!” e que os segundos se vêem representados pela “Iniciativa Liberal”, o CDS/PP pode ser autenticamente o que os fundadores reclamaram que fosse: a expressão poiltico-partidária dos portugueses patriotas sem lamechice nem nacionalismos atávicos; dos portugueses solidários com todos os povos que partilharam connosco 500 anos de História, sem idiotices neo-coloniais; dos portugueses trabalhadores e esforçados, pequenos empresários, pequenos agricultores, classe média tantas vezes sufocada por políticas fiscais estapafúrdias; portugueses com noção dos valores da família, da dignidade vida humana; portugueses que querem construir uma Europa de Paz ; portugueses que não se recusam a contribuir para uma sociedade mais justa e atenta aos mais vulneráveis, sem “igualitarismos” mas também sem liberalismos selvagens…
Há espaço para a Direita Conservadora, Europeísta, Solidária, Cristã – por isso há espaço para o CDS/PP.
Venha quem vier a liderar o CDS/PP, que venha por bem, com as ideias no sítio. Porque Portugal precisa do CDS/PP. Esta é a minha esperança…
Excelente comentário, Maria José. É isso mesmo.
Eu não sou ideologicamente afim do CDS, por isso não estou de forma nenhuma interessado em apoiá-lo. Mas parece-me que a descrição da Maria José da crise do CDS, e da possibilidade de futuro desse partido, está totalmente correta.
E não creio que o CDS esteja quase extinto, como o título deste post diz. Está apenas afetado pela crise pela qual está a passar. Mas tem todas as hipóteses de, uma vez bem definido ideologicamente – e Chicão já o fez nesta campanha eleitoral – crescer.
Agora que o CDS tem zero deputados, multiplicam-se os aduladores do CDS.
Nada mais português. Este país viciou-se em elogios fúnebres.
Caro Pedro,
pelo me toca, não estou agora a “elogiar o morto”. Estou filiada no CDS/PP desde 2000, já fui autarca por este partido…Tenho feito tudo o que está ao meu modesto alcance para intervir pela positiva, porque entendo que a política é sobretudo “serviço” em prol do bem comum. Não fui apoiante do Francisco, porque sempre me pareceu que lhe faltava experiência e maturidade… mas permaneci leal ao CDS/PP porque as instituições devem ser sempre maiores do que as pessoas. Estou neste partido por convicção ideológica personalista e democrata cristã. Os líderes passam – espero que os valores fiquem… Não me parece que o CDS esteja morto. Se estiver, há-de “levantar-se ao 3º dia” (Sou mesmo crente na Ressurreição!! 🙂 )
…ESTOU “BANZADA”!!!!
O que lhe aconteceu? Saiu-lhe o Euromilhões?
Obrigada. Foi simpático da sua parte, este comentário…

Não sei se o “Chicão” fez uma boa clarificação ideológica nesta campanha. Fiquei sempre com a sensação que a mensagem estava bolorenta, bafienta… Falta-lhe carisma, positividade,….É novo de idade mas falta-lhe o entusiasmo da juventude! E aqueles cartazes da “direita que pode mesmo governar” fizeram-me urticária: se o CDS estivesse bem clarificado ideologicamente, as ideias a passar não seriam prioritariamente “alcançar o Poder”. Na minha opinião falta mostrar o CDS como um Partido de CAUSAS: defesa da Família (travar a queda da natalidade; políticas ativas de proteção da parentalidade…) qualidade de vida dos idosos (envelhecimento ativo, benefícios fiscais ás famílias com idosos a cargo, mais articulação com o “terceiro setor”…); defesa da dignidade da Vida Humana (reforço da rede de cuidados continuados; atenção redobrada à saúde mental…); atenção ao real tecido económico nacional (revisão do IRC das pequenas empresas; crédito fiscal para alívio da tesouraria…)
Os Partidos mais pequenos ganham vida com a defesa de valores – basta ver o crescimento que o Bloco conseguiu enquanto “partido das questões fraturantes”. O CDS deveria retomar um discurso de Valores e Causas, e deixar a “governabilidade” ao “centrão”. Porque sempre que nos “chegamos ao Poder” pagamos caro nos resultados eleitorais subsequentes.
Mas isto sou só eu a pensar…E quem sou eu???
Maria José:
Eu não comentei o seu comentário, limitei-me a questionar a pessoa que apareceu aqui aos gritos confessando estar “banzada” (seria ganzada?).
Vejo, de qualquer modo, que é pessoa com fé – algo que muito respeito, até por eu a ter também.
Só não tenho fezada neste assunto muito concreto. Muito menos depois dos estragos feitos durante dois anos por Chiquinho no CDS, partido que já existia 14 anos ante de ele ter nascido.
Obrigada por esta sua atenção. Eu perceberá que as suas palavras me eram dirigidas. Também não compreendi o comentário “banzado”…
Apesar de intimamente recear que tenha razão, e que o CDS esteja moribundo, não sou pessoa para desistir. A quanto possa, vou dar luta! Se tiver de ser, faço suporte básico de vida político…😉
Mas acredito demasiado nos valores tradicionalmente representados pelo CDS para o deixar enterrar. Parece que até nisto sou contra a eutanásia!!!
Bom sucesso nessa empreitada, Maria José.
É um bom comentário, de facto. Mas então em nome da tal clarificação o CDS devia deixar cair o PP (uma deriva saloia e populista de Manuel Monteiro) e passar a PC: partido conservador.
PC já existe. É o PCP, de longe o mais conservador dos partidos portugueses.
Sem dúvida, mas o conceito “conservador” é o último rótulo aceitável de direita disponível no espaço ideológico. O CDS é um partido de conservadores — embora os conservadores portugueses tenham mais de labregos do que de aristocratas e conservem muito pouco quando chega a hora de conservar — e no fundo não passam de um bando de oportunistas que herdaram quintas no norte, monopólios de empresas e apelidos de chefes militares. Mas se não agarrar esse espaço identitário arrisca-se a que um dia destes apareça um “Partido Conservador”. Como a IL fez com o rótulo “liberal” que o PSD não soube aproveitar. Tudo muito pouco cosmopolita.
Isto é tudo malta de vistas curtas. Lembremos que esta gente conservadora, quando tiveram em sua posse o Cutty Sark, estiveram prontos para afundá-lo e foi o governo inglês que apareceu para salvar a embarcação e a transformou num pedaço de história rentável.
Conservador é uma expressão ambígua, que hoje se confunde em larga medida com imobilismo e profunda desconfiança face a tudo quanto seja novidade. A elite teocrática do Irão, por exemplo, é profundamente conservadora – e ferozmente anti-ocidental, em simultâneo. O PCP é visceralmente conservador: vive ancorado em meados do século XX, falando a todo o momento sobre um mundo que já não existe.
“Até o PAN e o Livre, etiquetas passageiras sem qualquer implantação no país, ultrapassaram o histórico CDS nas recentes legislativas.”
Na verdade, só em número de deputado(s). Quer um quer outro tiveram menos votos que o CDS…
O que interessa é precisamente o número de deputados.
Recordo que esta foi uma eleição para preencher os 230 assentos na Assembleia da República.
Quando o CDS elegia 42 deputados nunca vi nenhum simpatizante ou votante deste partido contestar o sistema eleitoral – precisamente o mesmo que hoje vigora.
o final do post tem um brilhantismo excepcional.
(mas insiste na tecla de que o resultado é culpa do sentido de responsabilidade do Xico, quando todos sabemos que o partido ja estava meio morto nas eleiçoes havidas e dado como morto para as eleiçoes seguintes, que por acaso foram antecipadas.)
Se um partido que elege cinco deputados na AR (foi que aconteceu ao CDS em 2019) está “meio morto”, como você diz, então é tempo de se preparar o funeral do BE, que elegeu esse mesmo número de parlamentares a 30 de Janeiro. E, já agora, também do PCP, que elegeu seis.
Nem se fala então do PAN e do Livre, com apenas um assento em São Bento.
Carissimo, todo o (seu) direito a fazer humor propositadamente.
Mas alem de nao perceber nada desta resposta, porque raio nao vai diretamente ao assunto e escreve quantos o cds tinha antes da reduçao para esses 5 em 2019 ?
Sabemos e sabe perfeitissimamente que ainda antes da crise no cds as sondagens já o davam morto. Carago, nao foi a crise que mudou as sondagens.
Ao humor o que é humor.
Fora isso interessa o rigor !!!
Humor nenhum: apenas aritmética.
Se um partido que consegue 21% de votos em Lisboa nas autárquicas de 2017 e elege cinco deputados nas legislativas de 2019 está “meio morto”, o que diremos hoje do BE, que acaba de perder oito dos 12 vereadores municipais que tinha em todo o País e 14 dos 19 deputados que tinha na AR?
É preparar-lhe já o funeral, pela mesma lógica. E fazer o mesmo ao PCP, que acaba de ver reduzido para metade o seu grupo parlamentar: tem agora seis deputados.
ok, tá virado para a brincadeira.
Vá lá, vai ver que nao custa nada…o cds antes dos 5 deputados tinha ????????????????????????????
nao é que o Pedro precise, mas enfim, dei-me ao trabalho
Eleiçoes de 2011 : cds 24 deputados…psd 108
eleiçoes de 2015: cds e psd juntos : 102 deputados.
Muito obrigado.
ou seja, foi eleito o xico, mas outro tivesse sido, a missao era a mesma entao : salvar o afundamento do cds.
Falta-lhe o til. Veja lá esse teclado.
Nuno Melo terá imensos defeitos, mas pelo menos demonstra coragem e amor à “camisola”. A situação do CDS é estranha: parece um corpo sem cabeça. Tem câmaras municipais, faz parte da maioria em Lisboa e Porto e está no governo da Madeira e dos Açores, tem um eurodeputado, mas ficou sem representação parlamentar. Ou seja, não está extinto mas precisa mesmo de se levantar (ia dizer erguer-se mas ainda confundiam com uma agremiação lá para o canto da direita).
Melo ainda terá de levar com os órfãos do Chiquinho, alguns dos quais pululam nesta caixa de comentários.
Não lhe invejo a sorte.
Mas merece a minha simpatia, claro. Também por isso.