
Finalmente recebemos a visita dos irreverentes invencíveis mais famosos do mundo, por Toutatis!
Como não gostar?

Está muito bem conseguido, embora acredite que se perdeu bastante na tradução.
Mas nada tão terrível que faça com que o céu nos caia na cabeça.
Adorei sobretudo o preciosismo nos “actores” secundários, que são do melhor que Portugal tem. 😉


Com a omnipresente Calçada Portuguesa, os Pastéis de Nata e o Vinho do Porto compõe-se o ramalhete do que de melhor representa Portugal no mundo. Também tem intriga política e falsidade, mas é tão normal que se tornou um não-assunto no mundo inteiro.
Boa, leve e alegre leitura, mesmo para quem não é amante de BD.

A BD (agora chama-se novela gráfica
) é a leitura do povo e como diria o MCMLXXIV: “O povo instruído jamais será vencido) 
Mas acredite que por vezes é mais difícil de perceber do que um livro ” sério” ou um livro técnico. Para tudo se quer gosto…
Sim, é verdade, Dulce.
Alguma BD implica um segundo e um terceiro nível de leitura, por exemplo, alguns Lucky Luke remetem para cenas ou personagens de filmes, os Astérix também. Neste Astérix na Lusitânia as subtilezas serão apreendidas com mais facilidade por pessoas da “nossa” idade do que por miúdos com 12 anos sejam eles portugueses ou polacos (a Polónia é dos países onde se vendem mais Astérix). O que saberá um miúdo polaco sobre o 25 de Abril de 1974?
É isso mesmo, Pedro. Infelizmente do mesmo modo que os pequenos polacos não perceberão o 25 de Abril, muitos dos nossos por cá não estarão tão interessados nos factos históricos de outros países, tão subtilmente relatados, como na pancadaria que é acção e linguagem universal.
Finalmente, diz muito bem, por Belenos!
Assim à primeira vista parece-me que estamos um bocadinho “olissipizados” em excesso, muito Tejo, eléctricos e pastéis de nata… mas há que ler, há que ler para tirar as teimas. Vou gostar de certeza!
O livro é de leitura fácil e muito engraçada, boa para dissipar as más energias e as azias. Abusam dos “Ó pá”, que pessoalmente penso que trocado por “É pá” seria mais fiel à realidade, mas está bem recriado. O Fabcaro não é o Goscinny , mas safa-se bem. Até se fica com a Saudade na ideia, Zebra. Boa leitura.
Obrigada!
Pudicamente, vou tentar não olhar para os pelos no peito do Obélix, nem percebo de onde vieram, ele sempre andou só de calças e não se via nada daquilo, era uma pelezinha de bebé.
Depilar-se-ia? E pronto, bastou vir aqui à saloiada para se deixar logo abandalhar… Talvez o excesso de pastéis de nata tenha o mesmo efeito do bagaço quente, que dizem que até faz crescer os pelos do peito! Ou quiçá seja uma “alcatifa” peitoral falsa, como o bigode…?
P.s.: Aposto que a prezada Maria Dulce gostou do “depilar-se-ia”? Não é bem o “pichá-lo” brasileiro, mas também fica no ouvido pela elegância sonora, não acha?
Onde é que já se viu um bom macho Lusitano sem pelos no peito? O Obélix deixou que a Locutorina lhe aplicasse um postiço peitoral para entrar bem no personagem Lusitano. Lembrei-me agora que nem reparei na unha do mindinho dos ancestrais compatriotas. Tenho de ir ver.Se eu fosse o Obélix, depilar-me-ia a laser de díodo, que não há nada mais reles do que excrescências pilosas nos sítios mais expostos a olhares curiosos que dão ganas de pichar. Mas com elegância, claro.
E o Ideiafix também pontua nesta aventura pela Lusitânia!
As Aventuras não são a dois, são sempre a três.😊
Pelos vistos é só clichés… E em possivelmente em acordês.
Não me conformo com estas coisas. Não quero ser conhecido pela Amália e pela “canção nacional” que António Ferro inventou. Nem por pastelinhos e coisinhas picturescas.
Então não é muito melhor ser conhecido pelos consecutivos governos que têm exercido políticas extraordinárias e elevado o país a grande potência mundial ? Isso sim, passe o cliché, é que é de valor.
Os portugueses não são tristes, não. São apenas miudinhos.
Então estamos de acordo. O nosso tamanho tem a ver com as pedrinhas todas tortas da calçada.
Também usei miudinho com segunda intenção. Mais de metade das pessoas que conheço e que já leram o livro, não olharam com atenção o ” miudinho” que joga uma bola e tem o n⁰VII na túnica(?)
Na nossa meninice, o que eu e o meu irmão gozávamos a espiolhar os “detalhes” dos astérix! Havia sempre alguma coisa ou coisinha que nos tinha escapado…
Os álbuns do Astérix foram, sem exagero, uma escola do humor para nós, além de nos proporcionarem momentos de pura alegria e diversão, talvez dos melhores que partilhámos.
E a “caça ao pormenor” era a alma da festa.
E o que eu adorava traduzir os latinismos! E repetíamos muitas ” tiradas”, principalmente nas patuscadas. Do ” Escudo de Arverne” então… o Abraracourcix ( que agora é Matasétix não sei porquê) que foi fazer uma “cura de águas” e tratou-se lindamente de tudo excepto da dieta. Muita saudade, Zebra.
Um dos meus favoritos sempre foi o “Astérix na Hispânia”. Aquele miúdo temperamental a ameaçar suster a respiração à mínima contrariedade, os machos latinos com os seus chapéus de chavelhos desirmanados, ou o não poderem nem estalar os dedos que não desatasse tudo a dançar flamenco, são do mais piadético.
E as brigas na aldeia, com o peixeiro Ordalfabétix aflitíssimo porque lhe iam à banca do pescado buscar “munições” – até ao dia em que teve a luminosa ideia de passar a alugar os peixes para a cacetada! As brigas da aldeia eram das mais abundantes em “detalhes” picarescos… e piscícolas, eheheh.
E os piratas, prezada Maria Dulce? Sempre fadados ao naufrágio, o núbio beiçolas cicioso, a cena final sempre com os infelizes a boiar, agarrados a um destroço – e o mais velhote a proferir tiradas filosóficas em latim, “sic gloria transit mundi” e quejandas…
Saudades, pois é.
Neste livro a saudade é uma personagem que acompanha sempre a acção mesmo estando pouco presente. É como connosco no dia a dia, em centenas de pequenas que nos trazem lembranças e com elas a saudade.
Cara Maria Dulce. Adoro o que escreve, mas aqui penso que falta uma referência merecida ao jornalista/escritor Frederico Duarte Carvalho. Bem haja.
Quem dera que estas Aventuras entre os Luzitanos, fossem de Goscinny e Uderzo, João. De qualquer modo é uma observação muitíssimo pertinente. O livro de Frederico Duarte Carvalho é um livro que imagino divertido e que planeio ler em breve.
Obrigado pela sua gentiliza.
Parece-me que o livro
(1) é um chorrilho de lugares-comuns sobre Portugal,
(2) confunde Portugal com Lisboa.
(1) É normal escrever-se sobre o que se conheceu melhor de tudo o que se experienciou quando se visitou um país.
(2) Nos outros livros, mesmo nos escritos e desenhados pelos autores originais e passados “entre” outros povos da antiguidade, não é costume fazer-se um circuito turístico. Há imensas referências a outras terras e lugares de Portugal. É preciso ler, sabe?
Os “Asterixes” sempre tiveram base nos estereótipos internacionalizados. Na Lusitânia haverá referência a sardinhas e não a rojões, a natas e não a barrigas de freira.
As estradas têm menos buracos que na Hispânia?
Evidenciar as particularidades mais particulares ( p.o p.) de cada país, pode ser estereótipo, mas é o que desperta interesse e é esse afinal o mais relevante e castiço atributo de todos as nações: as idiossincrasias que os tornam famosos “lá fora”.
Não era uma crítica, apenas uma constatação.
Mesmo assim nem todas as piadas são perceptíveis para quem desconhece certas zonas.
Nesse ponto tem toda a razão. Numa entrevista , Fabcaro afirma que os tradutores não iriam ter a vida facilitada e é por isso que (depois de ler), quando escrevi o texto referi que se perde muito na tradução.
Finalmente os irreduivéis gauleses chegam à Lusitânia. A banda desenhada criada por Goscinny e Uderzo, apesar dos seus geniais autores jé terem partido, conseguiu permanecer bem viva mantendo o traço e o humor que sempre os caracterizaram, o que é raro na banda desenhada do século XXI. A 9ª Arte está de parabéns!
E muito justamente!