Paulo Rangel não se lembra se chegou a ser militante do CDS-PP. A memória prega-nos destas partidas. José Pacheco Pereira, no Abrupto e em declarações ao Expresso, irá seguramente tecer considerações sobre o carácter de Paulo Rangel.
Fenomenologia da Memória
Paulo Gorjão,

A este post tambem se poderia chamar a Fenomologia do Ego…
Caro Paulo:
Por acaso, também me lembro, de um tal José Sócrates, que pertenceu á JSD, nos idos de 1974, ou isso agora também já foi limpo do curriculum do dito?
Falemos, de coisas importantes, meus srs, gostaria de saber, qual a importância, para o país, do Sr Dr P. Rangel não se lembrar se foi militante do CDS?
É, com estes “fait-divers”, que se desviam, as atenções, das situações graves e bem mais importantes para o País.
Caro Carlos, por acaso os fait-divers de José Pacheco Pereira na altura também lhe mereceram a chamada de atenção para que se preocupasse com o big picture? Não me recordo de ter lido qualquer observação da sua parte nesse sentido aqui na caixa de comentário.
P.S. — Não me lembro de José Sócrates ter renegado ou esquecido essa parte do seu passado, pelo que não vejo a pertinência da sua comparação.
Se José Pacheco Pereira fosse um comentador político a sério, em absoluta coerência consigo próprio consideraria o lapso de Paulo Rangel grave e indesculpável, princípio que já aplicou a outros correligionários, mas comprometido como está com a actual direcção do PSD, o mais certo será JPP classificar este post , outros de semelhante teor que venham a ser escritos em blogues , ou artigos publicados em jornais, com elevada pontuação no índice de situacionismo.
De uma coisa não há dúvida, custe-lhe o que lhe custar: Paulo Rangel constrói mais ideias do que Pedro Passos Coelho.
Eu estava tentado a concordar. Mas tenho medo que ele se esqueça do que constrói…
Paulo: este seu “coelhismo”, um vírus que ataca a partir de Massamá passando por Campo de Ourique, só lhe fica mal. Não há meio de V. distinguir o trigo do joio e de não comparar o incomparável. Como tenho escrito a propósito dos nossos pobres monárquicos, não há bom vento para quem não conhece o seu porto (Séneca). Veja lá se atina e não corra atrás de mimetismos socráticos. Não lhe basta o original?
Caro João, não é comparável? Essa agora…! Isto, claro, assumindo que estamos a falar da mesma coisa, o que para mim não me parece claro. Entretanto, pode V. Ex.cia estar descansado que na altura apropriada saberei distinguir o trigo do joio.