Margarida Moreira, essa maga da palavra escrita, foi hoje, a propósito disto, particularmente cuidadosa e literária. Chamou “monoblocos” aos contentores e a esta magnífica ideia de dar aulas aos alunos de etnia cigana nos ditos contentores “projecto”. E é por isso que gosto tanto de eufemismos. Eles servem sempre para lavar a cara às palavras menos próprias ou prenhes de uma verdade incómoda, exactamente como eu agora, aqui à procura dum eufemismo para qualificar a Moreira, mas dado o adiantado da hora só me ocorrem impropérios. Onde estão os eufemismos quando precisamos deles?
Figuras de estilo
Leonor Barros,

A maga da palavra, não é? Costumava dizer o meu pai em casos destes: deu-lhes Deus o dom da fala…
Ora bem 🙂
Podes chamar-lhe maga patalógika, por exemplo. Ou talvez, para usar as palavras da própria, chamar-lhe “projecto de monobloco”. Parece-me que lhe assenta muito bem, e assim não se ofende um desenho animado com graça. 🙂
Projecto de monobloco? Gostei dessa!!! Projecto monoblóquico…
Acho que é mesmo um monobloco sem projecto 😉
Olhando para a figura veio-me um termo (que é, seguramente, um regionalismo, uma enorme corruptela e de uso muito plebeu): “desadreita” (escrevi tal como guardo a memória da sonoridade da palavra)
Vejamos como fica:
M&M: uma mulher desadreita!
:))
Cá para mim é mais desatorta 🙂
Eu tenho o impropério ideal para lhe chamar, Leonor: Margarida Moreira.
É sempre uma possibilidade para ofender alguém “És uma margarida moreira!”
Que falta de educação, compadre. Isso é coisa que se chame a alguém?
aqui à procura dum eufemismo para qualificar a Moreira, mas dado o adiantado da hora só me ocorrem impropérios.
eu, leonor, é mesmo a qualquer hora
O problema, Ana, é que à noite faltam-me mais os eufemismos e à medida que o ano lectivo avança também. Sócrates está a ser muito pouco inteligente a deixar a moreia -ai que se me foi o r… ;-)- ficar