Filmes que marcam


Ana Vidal,

 

Passo de raspão pela TVI e não resisto: fico, uma vez mais, "agarrada" ao filme A raiz do medo, que já vi e revi mais do que uma vez. Há filmes que nos marcam indelevelmente, este é um dos meus: fez-me descobrir uma paixão irredutível por Edward Norton, um dos mais geniais actores de sempre, na minha modesta opinião. E até me fez reconciliar, de certa forma, com Richard Gere, actor com quem sempre embirrei e que nunca tinha respeitado como tal. Dizer que o argumento é excelente e que nos traz ensinamentos preciosos, ou que o momento em que o Barco Negro (na voz da Dulce Pontes) nos afaga os tímpanos portugueses, é apenas acrescentar cerejas ao topo de um bolo já de si irresistível.

 

E agora, com vossa licença, volto ao filme.

 

19 comentários em “Filmes que marcam”

        1. Grande filme, de facto. Quando acabei de o ver no cinema, uma das primeiras coisas que disse foi “este miúdo (o Edward Norton) ainda vai dar que falar”… E nem de propósito, já na altura saltava à vista a enorme qualidade daquele actor 🙂

          O diálogo final é mesmo excelente:

          Roy : Mr . Vail , will you tell Ms. Vandable , that I’m sorry about her neck.

          I Marty : You said you don’t remember , that you black out , so how do you know about her neck?

          Roy : Well … good for you …. Martin . You was looking so happy right now , I was thinking hmmmm ‘? But I’m glad you figured it because I have been dyin ‘ to tell ya ! I just didn’t know you wanted to hear it from , Aaron or Roy or Roy or Aaron . Well I’ll let you on a lil’ secret , a kind of client attorney kind of secret . It don’t matter who you hear it from its the same story ! I ju- I just had to kill Linda, Mr . Vail , that cunt just got what she deserved . But … cuttin ‘ up that son of a bitch Rushman ? That was just a fuckin ‘ work of art!

          I Marty : You are good , you are really good .

          Roy : Yeah I did get caught though didn’t I?

          I Marty : So there never was a Roy ?

          Roy : Oh Jesus, I Marty if thats what you thought , I’m disappointed I don’t mind saying . There never was an Aaron , counselor .

  1. Ana, não apanhei o filme e fico com pena. Também foi nele que descobri o talentosíssimo Edward Norton. Quanto ao Richard Gere, excluindo a primeira fase «American Gigolo», gosto. É um homem que a idade tem apurado – … como certos vinhos … – e que sempre me deu a impressão de se divertir imenso com o acto de representar. Tornou-se, como diria a Zezinha Nogueira Pinto, um «valor seguro». 🙂

    1. Também acho, Luísa. Como o vinho do Porto, só ganhou com a idade. Acho que comecei a respeitá-lo como actor quando passou dos papeis de gigolo para os de marido enganado… 😉

  2. Ana,
    Partilho inteiramente da admiração por este filme, pelo argumento e pelo Edward Norton!
    Não posso tanto concordar com o Richard Gere mas também não é isso que interessa aqui.
    Também me aconteceu o mesmo ontem… passei os olhos pela TVI e não consegui sair dali até que o filme acabasse!
    E também me senti embalado pela Dulce Pontes no final.. aliás ao longo do filme há momentos em que a música é iniciada e que quem a conhece não consegue deixar de reconhecer imediatamente.

    1. 🙂 Eu também não gosto da Dulce Pontes, Leonor. Reconheço que tem um aparelho vocal fabuloso, mas não sabe muito bem o que fazer com ele: meteu na cabeça que tem de exibir, de A a Z, todos os malabarismos que é capaz de fazer com a voz em cada canção que canta. O resultado é um circo vocal de muito mau gosto.
      Mas sabe bem ouvir música portuguesa em filmes de Hollywood, é tão raro… e neste caso a excepção deve-se ao próprio Richard Gere, que se encantou de tal maneira com o cd da Dulce Pontes que até arranjou maneira de expô-lo numa cena do filme, a sair de uma loja com o dito na mão.

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