“Os socialistas deixaram cair “Esta pessoa” antigamente conhecida por José Sócrates. Não por aquilo que sabem sobre a forma como exerceu o poder mas sim por o ter perdido.”
Frases que gostaria de ter sido eu a escrevê-las
Paulo Sousa,
“Os socialistas deixaram cair “Esta pessoa” antigamente conhecida por José Sócrates. Não por aquilo que sabem sobre a forma como exerceu o poder mas sim por o ter perdido.”
Portugal, terra de oportunidades apo.pt/land-of-opportunities-99763
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Boas leituras
Está mais que provado que em Portugal vergonha não é roubar – vergonha é ser apanhado.
Para o PS, vergonha é perder o poder.
Não me parece que seja exclusivo do PS, atendendo a alguns personagens que se agarram com unhas e dentes ao cargo não hesitando em demitir tudo e todos quando algo corre mal para se manterem no poleiro.
É a velha anedota: despede-se o porteiro ou o tipo da limpeza porque algum, ou ambos, é que são culpados, são até eles que tomam decisões.
Basta ver a cartilha vigente que temos em termos de governo e autarquias, nunca são responsáveis pelo que de mal acontece, é sempre alguém ou os antecessores.
Helena Matos, com quem nem sempre concordo, desta vez, tem toda a razão.
Não me lembro de nenhum proeminente elemento do aparelho Socialista ter alguma vez censurado publicamente o comportamento de José Sócrates, a todos os níveis deplorável, execrável, abominável e outras qualificações que não posso aqui escrever…
E sempre à vista de todos. O livro de João Miguel Tavares merece ser lido.
Não sei porque é que você está a fazer publicidade ao livro, se fosse mesmo amigo do Tavares devia era comprar 200 exemplares.
Há anos que o digo. O PS sempre foi muitíssimo mais um projecto de poder do que um projecto ideológico. E insisto no sempre.
Mário Soares lutou contra o Estado Novo, que tinha o poder; lutou contra a extrema-esquerda em 1975, porque percebeu que seria o próximo a ser eliminado (até aí convivera bem com a descolonização, as nacionalizações, os saneamentos e até com as ocupações selvagens na reforma agrária); lutou contra Eanes e o Conselho da Revolução porque pretendiam manter o poder; recusou a aliança que Sá Carneiro lhe propôs antes de formar a AD (Sá Carneiro sabia que precisava de 2/3 para mudar a Constituição e mandar os militares para os quartéis) porque sabia que com Sá Carneiro seria o segundo (mas depois de morrer Sá Carneiro, lutou no seu partido para votar com a AD porque considerava (e bem) Balsemão fraco e limitado por interesses económicos; para conservar o poder, não hesitou em “meter o socialismo na gaveta” e formar governo com o CDS que era então a extrema direita parlamentar. Queria a Europa e a democracia porque sabia que nela se poderia movimentar com êxito, como os seus amigos Bettino Craxi em Itália e François Miterrand em França.
Helena Matos foi clarividente. Sócrates perdeu o poder e o PS esqueceu-se dele (enganou-nos a todos, teve a lata de dizer António Costa, seu número dois de há anos que manteve e promoveu os dois mais visíveis peões de brega, Santos Silva e João Galamba) faz o possível por esquecê-lo e pretender que nunca existiu.
Hoje, sem o poder e sem o líder, o PS corre como uma galinha com a cabeça cortada, e arrisca-se a uma cisão ou ao destino do PASOK ou do PS francês.
Todos os partidos são projectos de poder. A proximidade com esse poder é que será comparável à das drogas aditivas. O PS é um agarrado em fase muito inicial de desmame. Ainda vai ter de tremer e transpirar muito.
Pois é, a “síndrome de abstinência” pode, de facto, ser muito tramada e causar, entre outros, sintomas como os que o Paulo refere…
“SUCIAlistas”, cara HelEna, “SUCIalistas” – de ambos os lados do Caia, aliás…
JSP