Frescuras


Ana Vidal,

"É preciso olhar para os números do desemprego com um olhar refrescado."

(Ministra do Trabalho, hoje, na Assembleia da República)

 

Temos tentado, senhora ministra. Acredite que temos tentado todos, com afinco, refrescar o olhar. Mas, apesar de até a chuva e o frio colaborarem há meses com esse seu belo desejo… fresca e leve, só mesmo a nossa carteira.

 

E se se deixasse de frescuras, senhora ministra?

 

31 comentários em “Frescuras”

  1. Pois realmente com os numeros do desemprego a dispararem só o olhar refrescado da srª ministra. Deve ser de ainda estar de fresco no governo.

      1. Sendo que a Srª disse que o desemprego irá subir antes de começar a descer, volta venerando Thomaz, estás perdoado…

  2. Por falar em “refrescar”, “fresca” (termo que me persegue), “frescura”, repito…

    Com a brasa incandescente
    neste churrasco penhorado,
    o regabofe indecente
    terá um fim depauperado.

    O discurso descartável,
    qual aragem refrescante,
    tem sido tão lamentável
    e pouco edificante.

  3. Governo prepara-se, agora, para refrescar mais um pouco o número de desempregados, criando mais uns milhares sem qualquer tipo de apoio. Criminoso e criminosos!

    IND – INSTITUTO DO DESPORTO, CRIA NOVOS DESEMPREGADOS
    O governo de Sócrates, hipocritamente, com a nova legislação corporativa sobre a orientação desportiva, que não contempla direitos adquiridos, prepara-se para criar mais uns milhares de desempregados.
    Desempregados que não terão direito a subsídios e que serão afastados das suas actividades de há dezenas de anos. Se se percebe a necessidade de rever formações para a prática de profissões, o bom senso aconselha a que a legislação só se aplique a novos treinadores e formadores. Quem esteja desempregado ou trabalhasse por conta própria actualmente ficará também aparente e definitivamente fora do mercado de trabalho. Numa altura em que se fala de reconhecimento de competências, pessoas com dezenas de anos de profissão são mortas “vivas.”
    Os 100€ para a passagem dos novos certificados, anteriormente passados gratuitamente pelas federações, demonstra também a hipocrisia do governo e a sua responsabilidade no agravar da crise. Esperemos que o governo esteja preparado para abrir mais mão de mais rendimentos sociais de inserção ou preparar-se para revoltas populares.

    1. Ainda vamos assistir à subida dos números do desemprego durante mais algum tempo. Todos os indicadores económicos o dizem, infelizmente. Por isso este discurso da ministra é ridículo, além de ser quase ofensivo.

  4. Quer-me parecer que quem está mesmo a precisar de uma boa refrescadela é esta senhora, que apesar de estar ainda de fresco no cargo, já aprendeu bem a fórmula mais que resseca, do discurso politicamente correcto.
    Ó p’ra ela, cheia de “frescura”!…

  5. Ana, das duas uma, a ministra está a chamar de “ramelosos” aos deputados e, assim sendo, sugere que esses refresquem as “vistas” (alguns sãos uns “sornas”) ou então de – desactualizados – isto é não estão a par da constante subida dos números do desemprego… Olhe que eu fiz uma leitura bem intencionada ou talvez ingénua…;))
    De qualquer maneira esforcei-me por tentar perceber o que levou a senhora a usar frase tão infeliz…

    1. Eu também tentei, Maria, durante para aí… 3 segundos. Depois rendi-me à evidência: a ministra devia ter ficado calada e deixar-se de frescuras, que fazia muito melhor.

  6. É cá uma corrente de ar…
    E a carteira é como diz: vento. Elas voam (as notas). Só fica mesmo a carteira por causa do peso do cascalho de moedas castanhas que inexplicavelmente quintuplicaram no último ano 🙂

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *