"É preciso olhar para os números do desemprego com um olhar refrescado."
(Ministra do Trabalho, hoje, na Assembleia da República)
Temos tentado, senhora ministra. Acredite que temos tentado todos, com afinco, refrescar o olhar. Mas, apesar de até a chuva e o frio colaborarem há meses com esse seu belo desejo… fresca e leve, só mesmo a nossa carteira.
E se se deixasse de frescuras, senhora ministra?

Pois realmente com os numeros do desemprego a dispararem só o olhar refrescado da srª ministra. Deve ser de ainda estar de fresco no governo.
Mais um cromo no governo, pelos vistos.
Sendo que a Srª disse que o desemprego irá subir antes de começar a descer, volta venerando Thomaz, estás perdoado…
Deixe-o lá estar, Fernando. Não chame para cá mais um desempregado…
Inacreditável.
Mesmo.
Refresco e poesia. Uma ministra fresca no cargo e requentada na pose.
Segue a tradição dos ministros “entertainers” que este governo tem tido…
Por falar em “refrescar”, “fresca” (termo que me persegue), “frescura”, repito…
Com a brasa incandescente
neste churrasco penhorado,
o regabofe indecente
terá um fim depauperado.
O discurso descartável,
qual aragem refrescante,
tem sido tão lamentável
e pouco edificante.
Só posso dar-lhe razão,
cara Amêijoa-poeta.
De frescura (como não?)
tem a experiência completa!
🙂
Governo prepara-se, agora, para refrescar mais um pouco o número de desempregados, criando mais uns milhares sem qualquer tipo de apoio. Criminoso e criminosos!
IND – INSTITUTO DO DESPORTO, CRIA NOVOS DESEMPREGADOS
O governo de Sócrates, hipocritamente, com a nova legislação corporativa sobre a orientação desportiva, que não contempla direitos adquiridos, prepara-se para criar mais uns milhares de desempregados.
Desempregados que não terão direito a subsídios e que serão afastados das suas actividades de há dezenas de anos. Se se percebe a necessidade de rever formações para a prática de profissões, o bom senso aconselha a que a legislação só se aplique a novos treinadores e formadores. Quem esteja desempregado ou trabalhasse por conta própria actualmente ficará também aparente e definitivamente fora do mercado de trabalho. Numa altura em que se fala de reconhecimento de competências, pessoas com dezenas de anos de profissão são mortas “vivas.”
Os 100€ para a passagem dos novos certificados, anteriormente passados gratuitamente pelas federações, demonstra também a hipocrisia do governo e a sua responsabilidade no agravar da crise. Esperemos que o governo esteja preparado para abrir mais mão de mais rendimentos sociais de inserção ou preparar-se para revoltas populares.
Ainda vamos assistir à subida dos números do desemprego durante mais algum tempo. Todos os indicadores económicos o dizem, infelizmente. Por isso este discurso da ministra é ridículo, além de ser quase ofensivo.
Mais um disparate a juntar a vários outros proferidos por membros do Governo, ainda em funções ou exonerados há pouco. Tem sido uma colecção…
Pois é, cromos não faltam neste e no anterior governo. Cada tiro, cada melro.
é um disparate, mas um disparate ofensivo. a senhora devia ter um bocadinho mais de sensibilidade, num momento dramático como este.
Exactamente, Ana Margarida. Se a ideia é fazer com que as pessoas se sintam gozadas, a ministra acertou em cheio.
Quer-me parecer que quem está mesmo a precisar de uma boa refrescadela é esta senhora, que apesar de estar ainda de fresco no cargo, já aprendeu bem a fórmula mais que resseca, do discurso politicamente correcto.
Ó p’ra ela, cheia de “frescura”!…
Entrou depressa no delírio paradisíaco que é o discurso habitual deste governo, Luís. Já está sintonizada e fresca.
Ana
Essa frase foi mesmo dita… assim? Refrescado?
Incrível…
Assim mesmo, Ana, por incrível que pareça. Até já pus no post o link de uma notícia que saíu hoje no Público, que refere a frase da ministra.
Então não se chegou à conclusão que os Portugueses não conseguem aquecer as casas?
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/137 1446.html
Será também ali o caso.
Excepto nos dias em que os discursos aquecem entre alguns dos “assembláveis”
Talvez seja isso. Mas olhe que a ministra até conseguiu mais do que queria: recebeu vários olhares “gelados”, depois desta bela frase…
Ou gelados ou… fulminantes.
A propósito de refrescar. Os brasileiros dizem: “Vinagre no cú dos outros é refresco”.
Credo, essa nunca tinha ouvido…
Ana, das duas uma, a ministra está a chamar de “ramelosos” aos deputados e, assim sendo, sugere que esses refresquem as “vistas” (alguns sãos uns “sornas”) ou então de – desactualizados – isto é não estão a par da constante subida dos números do desemprego… Olhe que eu fiz uma leitura bem intencionada ou talvez ingénua…;))
De qualquer maneira esforcei-me por tentar perceber o que levou a senhora a usar frase tão infeliz…
Eu também tentei, Maria, durante para aí… 3 segundos. Depois rendi-me à evidência: a ministra devia ter ficado calada e deixar-se de frescuras, que fazia muito melhor.
Shiii… pegaste pesado, Ana. Mas pegaste bem. 🙂
Pesado e frio, mas foi a ministra que mandou…
🙂
É cá uma corrente de ar…
E a carteira é como diz: vento. Elas voam (as notas). Só fica mesmo a carteira por causa do peso do cascalho de moedas castanhas que inexplicavelmente quintuplicaram no último ano 🙂
Segundo a ministra, a solução é olhar para essas moedas com um olhar refrescado, Chloé. Talvez se transformem em notas, quem sabe…