Em tarde outonal, recebo com mágoa a inesperada notícia de que a voz de Gal Costa se calou para sempre. Ela foi a doce e calorosa intérprete de algumas das canções da minha vida. Com um timbre único. De uma sensualidade transbordante. Em discos que nunca me cansarei de ouvir: Fa-tal – Gal a Todo o Vapor, Índia, Cantar, Doces Bárbaros…
Associada a canções inscritas no meu património afectivo: Índia, Volta, Que Pena, Pontos de Luz, Meu Nome é Gal, Vatapá, Atiraste uma Pedra, Balancê, Força Estranha, Modinha Para Gabriela, Chuva de Prata, Só Louco. Com as sílabas arrastadas, a afinação exemplar, aqueles agudos que tocavam o tecto, tornando-a inconfundível.
Romperam o tecto e chegaram ao céu. Ao Olimpo da Música onde a partir de hoje ela mora. Cantará só para os anjos, não mais para os pecadores como qualquer de nós.

Índia, Só Louco, Gabriela, Como um dia de Domingo, ainda as canto de cor… Gal passou ao firmamento, mas a doçura ficará para sempre, Pedro.
Deixo este imortal tema do Caymmi como evocação da bela Gal, Dulce. Tema de uma telenovela que fez história e marcou uma época: ‘O Casarão’.
Vai ser hoje, não.
Primeiro vem Meu nome é Gal, com aquele vestido preto, justo ao corpo, a seguir Índia.
Agora é que vai ser, não nem agora.
Qual será a razão de nem uma única palavra sobre os bolsonistas, que até entrava como protesto da Gal Costa contra censura da Índia pela ditadura militar.
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Ditadura é no Irão, imbecil. 1 men-idAFKBN2RW09A
Onde os aitaolás preparam uma “lei” que autoriza a execução dos manifestantes que ousam insurgir-se contra o regime totalitário que lá persiste há quase 44 anos.
https://www.iranintl.com/en/20221108703
https://www.reuters.com/article/iran-wo
Nem tu nem os teus camaradinhas soltam um vagido contra isto.
Era capaz de vos cair a dentadura.