Há ainda quem admita, como Vasco Pulido Valente hoje acentua no Público, que uma palavra de Manuel Alegre nas próximas eleições fará toda a diferença para o PS ter ou não maioria absoluta. É um falso dilema: como todas as sondagens vêm demonstrando, os socialistas estão cada vez mais longe da maioria absoluta. Diga Alegre o que disser, este dado dificilmente será alterado. A diferença só pode ocorrer no sentido inverso: a desvinculação – não desfiliação – do poeta deste PS capitaneado por José Sócrates, recusando um lugar nas listas eleitorais, dá uma acrescida caução moral aos habituais eleitores socialistas que se sentem tentados a mudar de voto. É um drama? Só para a actual direcção rosa. O País não se torna ingovernável por causa disso. É a vida, como diria um destacado socialista. Habituem-se, como diria outro.


A absurda coligação
entre as hostes socialistas,
faz lembrar uma agregação
de personagens irrealistas.
Neste filme horripilante
de conteúdo desertificado,
este socialismo ambulante
é de cariz mumificado.
Atento à actualidade
de um socialismo empacotado,
que medonha realidade
deixando o mexilhão espantado!
Era bom não era!
Mas o Manuel Alegre, ao contrário de muita gente, é um indefectível socialista.
Por isso, não pensem em golpes de teatro….
Daqui a uns meses falamos. Poucos.
Pedro Correia,
com todo o gosto.
Até me pode mandar as Boas Festas no Natal que eu retribuo,
Então fica combinado. Mas teremos certamente ocasião de trocar mais umas ideias sobre o assunto antes do Natal.
Boa foto. Waterloo?
É. ‘Jogging’ em versão napoleónica no pós-Waterloo. Em rigoroso exclusivo.
O panorama geral é deplorável, mas a verdade, Pedro, é que tudo o que seja um drama para a actual direcção do PS me parece animador…
Pareces o Manuel Alegre a falar, compadre.
A mim ninguém me cala!
Arte poética
A dicção não implica estar alegre ou triste
Mas dar minha voz à veemência das coisas
E fazer do mundo exterior substância da minha mente
Como quem devora o coração do leão
Olha fita escuta
Atenta para a caçada no quarto penumbroso
Sophia de Mello Breyner Andresen, o búzio de cós
Com chamada de atenção para o primeiro verso!
:)))
A minha vénia à arte poética tão a propósito, Maria do Sol.
Caro Pedro Correia
Lembrei-me porque tinha colocado num post há dias! Sabe, gosto de descontextualizar estas coisas (poesia, pintura, música) para que possam assumir outras leituras, se possível de acordo com o que se vai passando no dia a dia!
Mérito das palavras de Sophia de M. Breyner
:))
Mérito seu também por se ter lembrado de tão magníficos versos.