Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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No dia 14 de Julho assinals-se O Dia Mundial da Liberdade de Pensamento 

 

“A liberdade de pensamento é um direito consagrado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, em vigor desde 1948.   Segundo o artigo 18:

“Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou colectivamente, em público ou em particular.”

Ser livre para pensar é o expoente da liberdade individual.

Neste dia apela-se à reflexão sobre o significado de liberdade de pensamento e à extinção do fosso existente entre esta liberdade e a liberdade de expressão: entre os pensamentos interiores e as manifestações exteriores dessas visões pessoais. O artigo 19 da mesma declaração refere:

Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”

A data alude à Queda da Bastilha, que assinalou o início da Revolução Francesa.”

É a única liberdade que temos direito de usufruir sem imposto nem imposição. Sem prova concreta da existência telepática, o nosso pensamento é estanque,  inviolável e apenas nosso se o não quisermos partilhar. Está claro que cada pessoa gosta de expressar os seus pensamentos  principalmente a quem acredita que pensa da mesma maneira, porque uma salutar troca de ideias pode iluminar até um buraco negro. Mas pensar não é um mar de rosas, dá algum trabalho não ter pensamentos de esterco, ou pelo menos tentar que não sejam recorrentes. Mas o que seria de nós sem a nossa vozinha interior? O que aconteceria se algum dia deixássemos de pensar? Já pensaram nisso?

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Hoje celebra-se O Dia de França ou  Dia da Bastilha 

“O Dia Nacional de França remonta à data da tomada da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, durante a Revolução Francesa. 

Este é um dia de carácter patriótico e popular, que se comemora por toda a França há mais um século. São muitas as festividades que ocorrem no país. Duas das grandes atracções são o desfile militar nos Campos Elísios e a grande exibição de fogo-de-artifício na capital.”

Ultimamente aprendi, por força de maleitas mais ou menos incapacitantes, subsquente acamação e muita distracção televisiva, que França é muito, tanto, mas tanto mais do que Paris. O que mais me tem inspirado nos passeios é a vertente histórica de tudo em qualquer canto de França. Empolga a continuar a descoberta,  deixar de parte o sedentarismo à Defarge tricoteuse, perder a cabeça e ir por aí.

30 comentários em “Hoje é dia de”

  1. a extinção do fosso existente entre esta liberdade [de pensamento] e a liberdade de expressão

    Pelo contrário, esse fosso deve manter-se. Caso contrário seríamos todos como as mulheres, que automaticamente dizem pela boca fora tudo aquilo que lhes passa pela cabeça…

    1. Oh balio, bem que eu desconfiava que você tinha uma ( ou muitas) costela feminina. É que 90% dos seus comentários são autênticos disparates. E repare, que não sou a única a apontar-lhe esta, como dizer… feminilidade?

  2. Ao ler a sua publicação lembrei-me do Sr.º Dr.º Alberto João Jardim:

    «…O sistema político da Constituição de 1976 está gasto, transformou a Democracia,
    Esperança do 25 de Abril, num “ancien régime”.

    Transformou-A numa partidocracia subordinada a várias oligarquias, onde impera o
    poder do dinheiro e não o Primado da Pessoa Humana, nem a soberania do Povo.

    O Estado Social vem sendo descaradamente destruído e agravam-se as desigualdades sociais.

    Os menos esclarecidos julgam que os centros de decisão mais importantes ainda estão nos Partidos, e não, como agora, nas sociedades secretas cujos interesses financeiros, protegidos por uma desregulação selvagem, dominam o Estado.

    Portugal, por culpa da passividade e da incompetência, foi transformado num protectorado de uma Europa sem coragem de se autoconstruir, afundada no Relativismo e rejeitando Princípios, Valores e Ideologias.

    Está assim comprometido o Interesse Nacional e o Bem Comum dos Portugueses.

    Também a posse das máquinas informativas pelos poderes aqui denunciados, ajuda a
    convencer os Portugueses de que não há outro caminho de Regeneração, de Democracia e de Desenvolvimento Integral da Pátria, a não ser o deste percurso de “apagada e vil tristeza” por onde nos forçam os “velhos do Restelo” do século XXI português.

    Os socialmente mais débeis são os mais covardemente atingidos e sofredores, porque assim o escolheram as oligarquias e as sociedade secretas.

    A crise tinha de ser enfrentada, mas não desta maneira de genocídio social…»

    Fonte: «A Tomada da Bastilha» – Alberto João Jardim

    1. Não sou particularmente fã do Dr. Alberto João Jardim, mas esta publicação foca pontos muito interessantes, nomeadamente : “Também a posse das máquinas informativas pelos poderes aqui denunciados, ajuda a convencer os Portugueses de que não há outro caminho de Regeneração, de Democracia e de Desenvolvimento Integral da Pátria, a não ser o deste percurso de “apagada e vil tristeza” por onde nos forçam os “velhos do Restelo” do século XXI português.”
      Há sete anos, e a delapidar-se cada vez mais e mais, Figueiredo.

      1. Alberto João Jardim – assim como Rui Rio – é dos últimos verdadeiros políticos em Portugal.

        Fazem parte da escola da Política Real («Realpolitik» em Inglês), são Patriotas, Republicanos, e trabalham em prol do Interesse Nacional.

        Ambos produziram uma obra notável de desenvolvimento económico, laboral, social, cultural, e identitário, na Madeira como na Cidade do Porto; infelizmente o legado deixado pelo Presidente Rui Rio na Invicta foi completamente destruído de 2014 até à presente data, deixando os cidadãos Portuenses numa grave e difícil situação nestes últimos nove anos.

        Tenho pena que o Sr.º Dr.º Alberto João Jardim não se tenha candidatado a Presidente da República e o Sr.º Dr.º Rui Rio não ter sido eleito Primeiro-Ministro, lamentavelmente por culpa da deslealdade e pulhices que lhe fizeram dentro e fora do Partido Social Democrata (PSD).

        Portugal atravessa um tempo sombrio, a mediocridade é geral, os criminosos continuam impunes a destruir e a roubar o país e os cidadão Portugueses, mas também não se vislumbra uma alternativa.

        O Prof.º José Hermano Saraiva afirmava que a única entidade capaz de mudar os regimes em Portugal é o Exército, e tem razão, a nossa História assim o demonstra.

        1. Tem razão em dizer que a mediocridade é geral, mas estes governos nunca tiveram oposição à altura. Dizem os antigos que quem tem unhas é que toca guitarra e, não obstante ter sido um bom presidente da câmara na Invicta, o Dr. Rui Rio não foi capaz de mostrar que poderia ser alternativa, porque não foi a oposição que se impunha. E acredite que lamento ver o PSD, e também o CDS, à deriva no oceano do estado a que isto chegou.

          1. Não concordo.

            Convido a Senhora a assistir às inúmeras intervenções efectuadas pelo Sr.º Dr.º Rui Rio na Assembleia da República (AR), onde, e par de uma excelente oratória, o mesmo fez uma forte, firme, e clara oposição aos Governos do Partido Socialista (PS).

            Faça uma pesquisa, penso que existem os vídeos dos discursos do Presidente Rui Rio na Internet.

            1. É a sua opinião, Figueiredo. Este postal que comemora a liberdade de pensamento é a prova provada que temos o direito de pensar como quisermos, o que quisermos, onde quisermos.
              Não ponho em causa que o Dr. Rui Rio seja um excelente político, apenas não soube ser oposição quando era premente e por isso deixou de ser alternativa. O futuro poderá mudar esta perspectiva, mas no presente é o que se me afigura e não vou pensar o contrário. Estou no meu direito verdade?

  3. “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”

    A RT foi proibida na União Europeia…

    1. Terá que “procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”
      Não me perece bem que se limite acesso seja ao que for, mesmo aos chorrilhados de mentiras. Com estas proibições só se beneficia o infractor.

    2. > A RT foi proibida na União Europeia…

      Perante o silêncio tonitruante dos Voltaires que por aí temos. Parece que essa história de exigir liberdade e tolerância é só para quando se está na mó de baixo. Surpresa.

        1. O maior problema como diz o passante é o Poder neste caso a União Europeia censurou – ou seja violou um Direito Humano da ONU- e ninguém protestou.

          Já tinha sido o mesmo com o Covid.

  4. nesta republiqueta de treta temos diariamente
    ‘a tomada da pastilha’.

    segundo as tvs a republiqueta passa o dia a ‘EVACUAR’.

    a culpa do fogo é de Prometeu

    liberdade de pensamento?
    póço dizer o que axo?

    1. Mas como não há liberdade de pensamento, se o entulho pensa e diz sempre o que quer e aquilo em que acredita? Eu não bloqueio ninguém, por muito inconveniente que seja. Ordinarices e vernáculo é que não são conversa e isso sim, é outra coisa.

      1. refiro-me ao poder dito político.
        «por detrás duma moita está outra»

        nem faz ideia das ‘corridas em oso’ que tenho sofrido,
        tenho sofrido tanta colhida apesar de ser como os toureiros pronto a dar um passo ao lado

        Bastilha 71
        fui convidado por um grupo de Brasileiros para repor o ordenada duma empregada da casa do Brasil a quem roubaram o ordenado. na esquina do Boul mich com o S. Germain do lado Cluny. eles tocavam e cantavam, eu pedia com um chapéu

  5. > O que aconteceria se algum dia deixássemos de pensar? Já pensaram nisso?

    Se calhar papagueava-se só o que vem na comunicação oficialmente autorizada pelo regime como pensamentos apropriados para o segmento demográfico respectivo.

    Já pensou como se pode distinguir esta situação hipotética da realidade?

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