Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Este é O Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e sua Abolição 

“Esta data é um marco promovido pela Unesco. Celebra-se anualmente para assinalar uma revolta que ocorreu em 1791, em São Domingos, território que hoje corresponde ao Haiti e à República Dominicana, assinalando o início do fim da escravatura.”

Do que se sabe do Portugal negreiro, muito mais ficou por saber. Os dedos acusadores que se erguem e exigem com rectroactivos uma redenção retractada sem olhar à conjuntura sociocultural da época, além de agrilhoarem a opinião pública, escravizam as sociedades modernas ao segregacionismo dos seus ideais, que se afiguram mais racistas do que os dos negreiros.

 

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Assinala-se hoje O Dia Europeu em Memória das Vítimas dos Regimes Totalitários

“Este dia é um tributo a todas as vítimas dos regimes autoritários e totalitários. Assinala-se anualmente na Europa desde 2008, ano em que foi assinada a Declaração de Praga sobre Consciência Europeia e Comunismo.

O Parlamento Europeu instituiu este marco do calendário anual também para homenagear as vítimas das deportações e dos extermínios em massa na Europa. Dos 409 eurodeputados que assinaram essa declaração, 11 eram portugueses.

A 23 de Agosto de 1939, assinou-se o Pacto Molotov-Ribbentrop entre a Alemanha nazi, dirigida por Hitler, e a União Soviética comunista, liderada por Estaline, poucos dias antes do início da II Guerra Mundial.

A história repete-se. Estamos presentemente a assistir em loop a uma recorrência. Ao ditador, o fac-simile apenas altera a coloração pilosa e o pacto, esse foi feito com o Diabo, por um demónio totalitarista. É triste constatar que ninguém aprendeu coisa alguma com a história. 

 

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A 23 de Agosto celebra-se O Dia do Pão de Ló

Presente no mundo inteiro, o pão-de-ló agrada a diversos paladares. Por isso, é muito importante para a confeitaria. 

A maneira de o preparar mudou ao longo dos séculos. Mas conservou a característica de ser um bolo leve, macio e muito gostoso. 

Como surgiu o pão-de-ló?

Há duas versões.

Origem italiana

O pão-de-ló foi um presente criado em Génova, para o rei espanhol ernando VI. O seu criador foi Giobatta Carbona, enviado à corte espanhola pelo marquês Domenico Pallavicino, em 1747. O bolo fez parte de um banquete que Giobatta preparou para o monarca.

Origem portuguesa

Essa versão sobre a origem da sobremesa faz sentido, pois em Portugal há três receitas de pão-de-ló. O bolo teria surgido em conventos, criado por freiras.

Comida para enlutados, condenados e convalescentes

O pão-de-ló era, tradicionalmente, uma receita servida para famílias enlutadas e pessoas doentes. Era considerada uma comida que trazia conforto. Também costumava ser a última refeição dos condenados à forca, servido com uma taça de vinho. Existe a expressão “tratado a pão-de-ló”, quando alguém recebe excelente tratamento, com mimos e regalias.

Receitas portuguesas

Em Portugal existem três formas de fazer pão-de-ló. 

Alfeizerão

Há quase cem anos, era conhecido como “pão-de-ló da tia Amáli”a. Também há quem lhe chame “pão-de-ló húmido”.

Ovar

Típico da região de Aveiro, é servido principalmente no Natal e na Páscoa. Mais cru do que a massa de Alfezeirão, costuma ser envolto num papel.

Arouca

É vendido em fatias e preparado em formas rectangulares. Para quem gosta de doce, é um prato cheio, embebido em calda açucarada antes de ser embalado.

No Japão

Em terras japonesas, a sobremesa é chamada “bolo de Castela”. Foi para ali levado por missionários portugueses e lá ganhou sua própria versão. Os japoneses acompanham-no bebendo chá verde.

No Brasil

A versão brasileira é idêntica à receita original. Pode também ser a base de outras sobremesas, até mesmo bolos confeitados. Tem a massa mais seca e fofa.”

 

Com todas as informações negativas e proibições sobre o consumo de açúcar, faço cada vez menos bolos. Por norma, a minha confecção mensal começava com um bolo de chocolate na primeira semana, seguido de bolo de iogurte, bolo de noz e pão de ló. Este último saía-me invariavelmente bem, alto e fofo, com sabor a laranja, como a minha avó fazia. Só tinha um problema, que era comê-lo sempre sem grande moderação.

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Hoje assinala-se O Dia de Aniversário da Plataforma Blogger

“O Blogger acaba de comemorar 23 anos. A plataforma mais conhecida e mais influente na generalização dos blogues nasceu a 23 de Agosto de 1999 pelas mãos dos técnicos da Pyra Labs, empresa que foi adquirida pela Google quatro anos depois.

Não há uma definição consistente para blogue, mas é normalmente referido como um diário online, um site pessoal ou colectivo para colocação de conteúdos ordenados cronologicamente. Mais difícil é a tradução de blogger: aquele que bloga, blogueiro ou bloguista?

O termo weblog foi usado inicialmente em 1995 mas só se generalizou nos Estados Unidos com o lançamento do Blogger. Desde aí, a evolução foi enorme.

Actualmente, escrevem-se 270 mil palavras por minuto no Blogger. Dois terços deste tráfego é liderado pelos seguintes países: Brasil, Turquia, Espanha, Canadá e Reino Unido. 

A Google promete novas funcionalidades, uma necessidade premente para a plataforma tecnológica gratuita cujos endereços estão alojados no domínio blogspot.com (ou em domínios próprios, na versão profissional) desde Setembro de 2000. Dois meses depois, já tinha mais de 10 mil registos.

O “momento principal do nascimento dos blogues” foi o 11 de Setembro de 2001, com os ataques aos Estados Unidos, lembrou a revista Wired, porque uma “maior audiência, não apenas família e amigos, podia ler” os relatos pessoais da tragédia. A blogosfera tornou-se incontornável na rápida divulgação de relatos multimédia em primeira mão, dos tsunamis na Ásia aos atentados terroristas em Londres e Madrid.

Nestes 23 anos, o espaço pessoal dos blogues passou da divulgação praticamente livre a algum controlo nos conteúdos. Apesar das leis que gerem o mundo real se aplicarem aos blogues, existiu alguma condescendência que parece estar a terminar.”

Em 2012 comecei no Blogger uma despretensiosa página pessoal, ou blogue, como lhe queiram chamar. Consegui mantê-la durante alguns pares de anos, mas como devem saber, muitos por experiência própria, um blogue dá mais trabalho a cuidar do que um filho, com a única vantagem de que se pode terminar. Republiquei no Delito muitos dos meus Ditos & Escritos, pelo suponho que a minha “bloguice” continua activa. Se se recomenda ou não, já é outra história. 

(Imagens Google)

10 comentários em “Hoje é dia de”

  1. Havendo tanto a celebrar, bem sei que a abolição da escravatura e as vítimas de regimes totalitários merecem a nossa atenção, que o bloguer está sempre subentendido e activo nesta forma de comunicação, mas vou pelo dia do pão de ló. Com e sem ló. É um bolito que me agrada – acompanhando um chá, por exemplo. Os portugueses são muito dados ao pão de ló, basta ver os diferentes tipos que criámos. O de Arouca agrada-me menos pelo excesso de doce, mas o de Alfeizerão…quem mo dera aqui à mão. A minha imitação caseira convence.

  2. Se a senhora Dulce fosse politicamente honesta e não quisesse propositadamente enganar quem a lê escreveria que o tratado Ribentrop- Molotov é a sequência do tratado de Munique entre a Inglaterra e a Alemanha que abre caminho à ocupação da Polónia depois de já terem engolido a Checoslováquia, de resto sempre houve deste lado da Europa a esperança de que a Alemanha derrotasse a União Soviética mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podem fazer as releituras da história que quiserem, os factos ninguém os pode apagar. As mentiras da realidade actual são a sequência da mentiras sobre o que se passou nos anos quarenta do século passado.

    1. As mentiras Comunistas do Anónimo….
      As Forças Armadas Soviéticas eram bem maiores que as Alemãs,
      E deve ser pelo medo que os sindicatos Comunistas sabotaram as fabricas francesas e inglesas, tinham tanto medo dos Nazis que ajudaram Hitler a ser vitorioso na sua guerra aos Franceses/Belgas/Holandeses/BEF…

  3. Aldous Leonard Huxley (1894–1963) — That men do not learn very much from the lessons of history is the most important of all the lessons that history has to teach.
    Cumps

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