
A 30 de Setembro comemora-se O Dia Internacional da Tradução
O Dia Internacional da Tradução foi escolhido para esta data por este ser o Dia de São Jerónimo, padroeiro dos tradutores. Falecido num dia 30 de Setembro, este santo traduziu a Bíblia para o latim, tornando-a mais acessível às populações.
A Federação Internacional de Tradutores celebra esta data desde 1953, mas foi em 1991 que se lançou oficialmente o Dia Internacional da Tradução para promover a profissão de tradutor a nível mundial. É o tradutor que permite aproximar as pessoas, quebrando as barreiras entre as linguagens, já exemplificadas na Bíblia com a imponente Torre de Babel.
Além do papel fundamental para as empresas e para as pessoas nesta era de globalização, o tradutor estimula actividades tão diferentes como a literatura e o turismo, dá voz às minorias, permite a assinatura de contratos internacionais e possibilita a utilização de todo o tipo de aparelhos traduzindo manuais de instruções, entre outras relevantes contribuições.”
Traduzir uma língua estrangeira não é fácil. Não é possível chegar ao tradutor online, colar um texto e copiar a tradução na íntegra. Todas as línguas têm nuances, declinações, expressões idiomáticas, gíria e calão com os quais é necessário contar para podermos captar o sentido do texto original, sob pena de nunca chegarmos a entender o que o autor quereria verdadeiramente transmitir. As nossas traduções actuais infelizmente não se recomendam. Mas vendo pela positiva, não deixam de nos divertir com as bacoradas e os despautérios.

Hoje assinala-se O Dia Internacional do Podcast
“A data surgiu nos EUA em 2013 para promover o moderno meio de entretenimento e de educação que é o podcast.
Depois do sucesso do Dia do Podcast de 2014, foi renomeado Dia Internacional do Podcast para incluir todo o mundo na celebração. Neste dia realizam-se vários eventos para divulgar os podcasts e promover o contacto entre autores e ouvintes de podcasts. É atribuído um prémio mundial ao podcast com melhor avaliação, entre outras iniciativas.
O podcast é um termo abrangente que nasceu da junção das palavras “iPod” e “broadcast” em 2004. É um programa áudio digital que pode ser ouvido no computador, no smartphone, no leitor mp3 ou mp4 e no tablet. Rádios, televisões e universidades disponibilizam os seus programas e os seus conteúdos em podcast para quem quiser ouvir em qualquer altura. Também existem podcasts vídeo.”
Antigamente ser radialista era estar na ribalta do entretenimento nacional. Nem o advento da Televisão em Portugal em 1956 “matou” o radio star. Tiveram o seu período áureo e o declínio a que os ideais revolucionários os remeteram. Nem todos regressaram, nem sempre em força. Ser radialista não é para todos, mas a vingança de quem quis, merecia e nunca pôde, chegou com os podcasts. Emissões online onde todos podem falar de tudo, com a audiência a crescer mediante o interesse. Há muitos, como os chapéus, sobre os mais variados temas, e muitos de uma inegável qualidade.

Este é O Dia Nacional do Cancro Digestivo
“Esta data pretende chamar a atenção para a elevada taxa de mortalidade, que poderá ser atenuada com diagnósticos precoces. Em Portugal, os cancros digestivos mais frequentes são o do colo-rectal e o do estômago, registando-se milhares de novos casos por ano.”
Como todos os familiares deste mal, o diagnóstico precoce é fundamental.

A 30 de Setembro assinala-se O Dia Internacional do Direito à Blasfémia
“De nome oficial Dia Internacional do Direito à Blasfémia, esta data é uma campanha mundial de liberdade de expressão, apelando à participação na luta por este direito fundamental. Durante a semana em que se insere o Dia da Blasfémia, as pessoas são encorajadas a criticar crenças religiosas e a exigir o fim das detenções daqueles que o fazem.
No Dia da Blasfémia realizam-se exibições de arte, concertos e manifestações. Todos são livres para exprimir críticas a qualquer religião e para organizarem um evento. A data foi criada em 2009 pela organização norte-americana Center for Inquiry. Foi escolhido 30 de Setembro em referência à publicação de desenhos satíricos de Maomé no jornal dinamarquês “Jyllands-Posten”, neste dia, em 2005, que originou um choque de culturas e de opiniões. A publicação foi apelidada de “blasfémia” pelos líderes muçulmanos e a polémica resultou na morte de 137 pessoas.”
Todos nós blasfemamos. Até sem darmos por isso. Quem é que nunca soltou um: “Ai,Valha-me Deus” na presença de, por exemplo, imagens, digamos, menos convencionais num filme? Quem nunca mencionou o “cu de Judas (que arrependido, foi santificado)” para exemplificar a lonjura? Felizmente a nossa religião tornou-se branda e pacífica com o tempo e já não corremos o risco de podermos ser lapidados por blasfemar.
(Imagens Google)

as pessoas são encorajadas a criticar crenças religiosas
Eu diria que isso é algo que não se deve encorajar.
As críticas a crenças religiosas devem ser moderadas e feitas sempre com respeito.
A religião sem liberdade é uma ditadura do altíssimo. Deve levar-se a sério e poder também levar-se a brincar, senão é uma prisão.
E o que é para si “respeito”?
Para algumas pessoas, mencionar os escândalos de pedofilia na igreja é desrespeito.
Para outras, fazer cartazes de Maomé é desrespeito.
Vamos mesmo por aí? Eu cá não tolero censuras.
“Traduttore, traditore.”
Ah! “A Vida de Brian”. Magnífico filme.
Disto, já não há…
Há uma certa (grande!) diferença entre perceber e falar medianamente uma língua estrangeira e traduzir de ou para uma língua estrangeira. Mas hoje em dia, também porque existe a ideia errada de que os tradutores automáticos são milagrosos, mete-se tudo no mesmo saco e qualquer pessoa acha que consegue fazer uma tradução “na boa”. Depois é o que se vê, traduções sem qualidade, algumas mesmo de bradar aos céus. Culpa de prazos apertados (depressa e bem, não há quem) e de políticas economicistas (para quê pagar melhor a um bom profissional se podemos ter o mesmo (apesar de menos bom) trabalho feito por quem cobra mais barato?). Mas está tudo bem, não vale a pena fazer ondas, é “só” uma tradução, a malta percebe na mesma…
Eu costumo exemplificar, e creio que já aqui o fiz, Ana, com um episódio do CSI original, numa cena em que o Grissom vai à morgue e pergunta ao Doc Robbins se, referente ao corpo em questão, ” do we have our COD ( cause of death)? O que foi alegremente traduzido como ” já temos o nosso bacalhau”. E há mais, muitas, tantas, e tantas são as vezes que damos uma gargalhada e no pasa nada.
Nas minhas memórias tenho “break a leg” (que qualquer criancinha sabe que é desejar sorte) traduzido como “cuidado não partas a perna” e “pubcrawl” como “saiu a rastejar do pub” . E se tomasse nota de tudo, já devia dar para escrever um livro
A maior blasfema possível, era o que minha vizinha dizia aos gritos, um pouco depois da meia-noite, como que fosse o pagamento duma promessa ‘ai meus deus, ó minha rica nossa senhora.’
Bom para ela.
Obrigado pela informação, Dulce. Confesso que, tendo como actividade principal a tradução, não fazia a menor ideia até agora de que 30 de setembro era o dia internacional da mesma. Mais uma virtude do Delito e desta série.
Sobre despautérios, lembro-me de há meses, no debate para as presidenciais francesas entre Macron e LePen, haver uma tradução simultânea em directo e de a certa altura ouvir “o rolo da França” (“le rôle (papel) da França”). Mas a tradução simultânea deve ser um desafio para os nervos, e eu, que nunca a pratiquei, talvez não tenha grande moral para falar dos seus profissionais. Que São Jerónimo os guie.