Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 11 de Outubro assinala-se O Dia Mundial de Sair do Armário

Nesta data pretende-se sensibilizar a população sobre a importância da sexualidade, respeitando diferentes orientações e identidades de gênero. A ideia partiu de dois activistas sexuais: o psicólogo gay Robert Eichberg e a activista lésbica Jean O´Leary em 1988, nos EUA. Aí foi criado este dia para dar visibilidade aos LGBTQIA+ e lutar contra a homofobia. No primeiro ano recebeu o apoio de 18 Estados americanos. Em 1990 já se comemorava nos 50 Estados e em sete outros países.

Em 1867, o escritor e jornalista alemão Karl-Heinrich Ulrichs foi o primeiro homossexual assumido a falar publicamente em defesa dos direitos dessa comunidade quando solicitou ao Congresso de Juristas Alemães, em Munique, que apoiasse a eliminação das leis que os discriminavam. Foi vaiado e não viu o seu desejo realizado, mas escreveu diversos ensaios sobre o tema, como “Pesquisas sobre o Enigma do Amor Entre Homens” e “Uma Psique Feminina Confinada Num Corpo Masculino”. Em 1870, publicou o livro “Araxes: um Apelo à Libertação do Uraniano das Leis Penais”, sendo “uraniano” uma metáfora para  se referir a si próprio.”

Sair do Armário é uma expressão muito limitativa, redutora até. É certo que quando uma pessoa nasce num corpo que não reconhece como seu, já nasce em cativeiro. Um cativo vive encerrado numa cela, agrilhoado a si próprio,  limitado por grades ou barreiras físicas e mentais, mas nunca arrumado como uma mercearia. Ficaria muito mais interessante se se chamasse O Dia de Sair de Si, até O Dia de Abrir a Porta, mas isto do armário na minha humilde opinião não tem jeito algum.

       

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Hoje comemora-se O Dia Internacional da Rapariga

“Esta data visa sensibilizar toda a gente para as questões de igualdade e violência de género, bem como apelar à reflexão sobre preconceitos e estereótipos que colocam entraves na vida escolar e pessoal das raparigas. Procura, também, dar ênfase ao papel activo que elas podem ter enquanto agentes de mudança social.

O tema deste ano é ‘Geração digital. A nossa geração’. Em comparação com os rapazes, as raparigas parecem menos susceptíveis de utilizar e possuir dispositivos electrónicos, bem como de ter acesso a empregos relacionados com as novas tecnologias.

Este ano comemora-se o 26.º aniversário da Declaração e Plataforma de Acção de Pequim. Este documento introduziu na agenda internacional a noção de igualdade de género e sublinhou a importância de concretizar tal meta, reafirmando os direitos das mulheres. A data foi instituída em 2011, pela ONU.”

 

Diz no segundo parágrafo que “as raparigas parecem menos susceptíveis de utilizar e possuir dispositivos electrónicos, bem como de ter acesso a empregos relacionados com as novas tecnologias”… Quem escreveu isto ou quer rotular as raparigas indirectamente de burras, ou não sabe do que está a falar. 90% dos problemas relacionados com o uso de telemóveis no local de trabalho, por exemplo, acontecem com raparigas. Os rapazes nestas coisas são mais cumpridores, acatam melhor as chamadas de atenção e não tentam contornar as situações… ou talvez as raparigas sejam mais inteligentes e consigam mais facilmente dar a volta ao texto, quem sabe?

 

(Imagens Google)

47 comentários em “Hoje é dia de”

  1. actualmente o armário anda muito desarrumado.
    « del latín armarium, derivado de arma, armorum ‘arma’. Antiguamente designó el ‘lugar donde se guardan las armas’, posteriormente se generalizó para designar el mueble que sirve para guardar los objetos más diversos.»
    ou seja abriu a caça aos gambozinos em plena cleptocracia.

      1. são os seres humanos bem educados que suportam toda a espécie de enxovalhos.
        felizmente ‘Castelo do Bode’ não tem outro nome. deve ser dos Templários

        1. Definicão: “Peixes ou pássaros imaginários, com que, por brincadeira, se logravam os pacóvios, convidando-os ou mandando-os á pesca ou á caça dêsses peixes ou pássaros”. E tão gambozino é um logra-pacóvio e os pacóvios são sempre os outros, é assim?

      2. Considérons le brin d’herbe : il est mangé par le ruminant, disons le buffle ou la gazelle. La gazelle est mangée par son prédateur, en l’occurrence le lion. Le lion laisse les reliefs de son repas aux vautours, hyènes et autres charognards, puis aux
        espèces détritivores telles le lombric. À leur tour interviennent bactéries et autres
        micro-organismes « décomposeurs », lesquels enrichissent l’humus mais peuvent
        eux-mêmes être la proie de protozoaires…
        ‘é a vida!’

  2. Uma Psique Feminina Confinada Num Corpo Masculino

    O que raio é isso de “uma psique feminina”?

    Cada um/cada uma tem a psique que tem, e a psique não é feminina nem masculina. Os órgãos genitais é que são femininos ou masculinos.

      1. É verdade que as hormonas influenciam a psique. Mas isso não é razão para dizer que uma qualquer psique é feminina e que outra é masculina. Cada pessoa tem a psique que tem, a qual não é nem feminina nem masculina, é a psique dessa pessoa e só dela. Ninguém tem nada que classificar a sua psique com adjetivos como “feminina” ou “masculina”, porque esses são adjetivos apropriados somente para os órgãos genitais.

          1. Ninguém tem nada que “identificar o seu género na sua própria cabeça”. Ninguém tem nada que se identificar com um estereótipo (de género, ou qualquer outro) qualquer. Cada um é aquilo que é, e prontos.
            O melhor mesmo é abandonarmos os estereótipos. O estereótipo de “mulher”, o estereótipo de “homem”, e os outros todos.

            1. Hum… estou em crer que a LGBTQIAPN+ não concorda consigo. E os géneros já não se resumem a dois, masculino e feminino, como sabe. E depois existe a liberdade de cada um poder pensar o que quiser na sua própria cabeça, identificar-se com o que o deixa feliz…

            2. estou em crer que a LGBTQIAPN+ não concorda consigo

              Eu não concordo com a LGBTQIAPN+.

              Os géneros são um estereótipo como outro qualquer. Deve ser abandonado. Não há géneros; há somente órgãos genitais, os quais podem ser masculinos ou femininos (ou, nalguns casos raros, uma mistura ou sobreposição de ambos). E há pessoas, indivíduos livres de serem aquilo que são, que não têm nada que obedecer a um qualquer estereótipo nem que se identificar com um qualquer estereótipo.

            3. « Fazer gênero
              Procurar distinguir-se, afetando personalidade ou hábitos que não se têm. »

          2. Género, que eu saiba, temos – os humanos – um: homo. E sexos, dois. Assim o afirma a ciência. Depois haverá a orientação sexual de cada um (e nada a dizer, em princípio quanto a isso). A ideologia, que mais do que uma vez mandou às urtigas a ciência, tinha que o fazer novamente e se apropriar do género. A geral ignorância, fascinada pela “novidade” e pelo “moderno”, aplaude.

        1. « Paraíba masculina. Muié macho, sim sinhô. Quando a lama virou pedra. E Mandacaru secou. Quando a ribaçã de sede. Bateu asa e voou

  3. as raparigas parecem menos susceptíveis de utilizar e possuir dispositivos electrónicos

    Depende de qual o dispositivo. Se falamos de jogos de computador, sem dúvida que são os rapazes quem os prefere. Mas se falamos de telemóveis e telefones inteligentes, eu diria que as raparigas os utilizam mais que os rapazes.

      1. Há mulheres e há homens capazes de tudo. Há mulheres que escalam montanhas e há homens que fazem crochet. No entanto, há coisas que são mais feitas por mulheres, e outras que são mais feitas por homens.
        É claro que há raparigas que são peritas em jogos de computador. Mas isso não invalida que haja mais rapazes do que raparigas a dedicar-se a essa atividade.

      1. Mas sabe que os antigos não se coibiam, certo? O cheiro nem devia ser assim tão mau, comparado com o da falta de higiene.
        E no UK os puns são algo normal. E que em certas culturas não arrotar é falta de educação.

  4. Esse dia de “sair do armário” deve ter dedo não do afamado “lobby gay” mas do influente lobby do mobiliário, que como se sabe se reúne em Paços de Ferreira.

    Calculo que o Dia Mundial da Rapariga, no Brasil, seja traduzido por Moça, já que rapariga tem por lá um significado menos simpático do que por cá.

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