Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 24 de Outubro comemora-se O Dia Mundial da Informação Sobre o Desenvolvimento 

«Esta data pretende dar ênfase à importância da informação para fins de desenvolvimento num mundo cada vez mais globalizado. Promove também o papel das novas tecnologias nesta área.

Serve ainda de pretexto para renovar os apelos à cooperação internacional, visando o crescimento económico, a inclusão social e erradicação da pobreza.

Este dia foi instituído pela ONU em 1972.»

Os povos dos países ditos desenvolvidos não têm grande conhecimento ou informação sobre o desenvolvimento nacional, muito menos a nível global. Limitam-se às notícias que recebem nos smartphones ou que engolem com as refeições em cada serviço noticioso, que de informativo não tem muito, e a que vulgarmente chamamos telejornal. E a informação é importante. Para cada informação concisa e verificada existem um sem-número de fake news. Saber separar o trigo do joio e encontrar um consenso coerente na informação nem sempre é uma tarefa fácil, e nesta época de facilitismos o lema é o do menor esforço. 

 

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Nesta data assinala-se O Dia Mundial do Combate à Pólio

«Este dia visa erradicar a poliomielite, congregando esforços de pessoas de todos os locais do mundo. Também conhecida como pólio e paralisia infantil, é uma doença infecciosa viral que causa deficiências físicas, em especial nas crianças.

A vacina para a doença foi desenvolvida na década de 50, diBibliotecas Escolares, minuindo substancialmente as vítimas desta epidemia. Os esforços de vacinação, com o apoio da Rotary International, da OMS e da UNICEF devem conseguir travar a pólio, que poderá ser a segunda doença a ser erradicada à escala global (após a varíola).»

Quando um filho ou uma filha se casa, casamos todos de algum modo com a família do noivo. O meu genro mais velho tem uma família numerosa, com ramificações nacionais e internacionais, mas da família mais próxima fazia parte a tia Nené, irmã do seu pai, que tinha contraído poliomielite em criança. A tia Nené tinha aparelhos ortopédicos nas pernas e locomovia-se com a ajuda de muletas. Era uma pessoa muito optimista, já que, quando era criança e contraiu a doença em Luanda, os pais foram informados que não viveria mais de cinco anos e só para contrariar viveu até aos noventa. Muito religiosa, muito culta e sempre de bom humor, deixou este positivismo para a posteridade. Fez tudo o que podia e tentou até o que não podia. Muitas vezes conseguiu.

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Este é O Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

«O Dia Internacional da Biblioteca Escolar enaltece o trabalho que estes estabelecimentos têm realizado em todo o mundo. A Associação Internacional das Bibliotecas Escolares escolheu para este ano o tema “Aprender – Mais e Melhor na Biblioteca Escolar”. 

As bibliotecas escolares promovem as competências nas áreas da leitura, da literacia e da informação. Contribuem para criar nos seus utilizadores uma necessidade permanente de aprender ao longo da vida. O Dia Internacional da Biblioteca Escolar é celebrado todos os anos, na quarta segunda-feira de Outubro. O primeiro foi celebrado a 18 de Outubro de 1999.»

Quando saí debaixo das asas da minha excelente professora primária e fui para a escola preparatória, não ia feliz. Eram muitas salas, muitas professoras e sobretudo demasiadas colegas. Era uma escola com pavilhões exteriores, imensos corredores interiores, fria e desconfortável. Apenas tinha gostado da professora de desenho e trabalhos manuais e da professora de português. Cerca de uma semana depois do começo das aulas, fomos apresentadas à biblioteca de turma, que era apenas uma “caixa cheia de livros”, mas era a “caixa cheia de livros” da nossa turma. Todas as semanas eram sorteados livros pelas alunas, que na semana seguinte teriam de os entregar bem lidos o suficiente para poderem fazer uma redacção sobre o seu conteúdo. O meu primeiro livro da Bibliteca de Turma foi o Colégio da Ameixoeira, de Maria Paula de Azevedo, adaptação para português de Little Men, de Louise May Alcott. A partir daí, li o resto da colecção num ápice.

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Hoje celebra-se O Dia da Organização das Nações Unidas 

«O Dia da ONU é celebrado anualmente a 24 de Outubro. Comemora-se mundialmente com várias iniciativas para reafirmar os princípios e objectivos comuns que têm guiado esta organização, fundada em 1945.

Criada no contexto do final da II Guerra Mundial em que a Humanidade se reerguia e procurava a salvaguarda da dignidade humana e do desenvolvimento, a ONU dedica o essencial da sua actividade em prol da paz à escala global e da defesa dos direitos humanos. 

Esta data foi fixada pela Assembleia Geral da ONU, a 31 de Outubro de 1947.»

A paz e a defesa dos direitos humanos nunca se deveriam submeter a politiquices.

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A 24 de Outubro destaca-se O Dia do Exército Português 

«O Exército Português é a vertente terrestre das Forças Armadas Portuguesas, responsável pela defesa militar de Portugal. Estas forças terrestres fizeram parte da luta pela independência do nosso país desde o seu início, estando intimamente ligadas à História de Portugal.

A data evoca o dia em que as tropas de D. Afonso Henriques, patrono do Exército Português, conquistaram Lisboa aos mouros. Após quatro meses, o cerco de Lisboa chegava ao fim, com a ajuda dos Cruzados. A tomada de Lisboa aconteceu em 1147.

Durante toda a semana, e não apenas hoje, ocorrem muitas actividades no país assinalando esta data. São iniciativas de cariz militar, desportivo, cultural e recreativo. E também exposições patrimoniais, exibições de capacidade militar, concertos, missas e cerimónias militares. Espírito de equipa, união e patriotismo são alguns valores que se tentam recuperar e incentivar neste dia.»

Só mesmo nas Forças Armadas poderíamos encontrar palavras tão caídas em desuso, como espírito de equipa, união e patriotismo, mas na sua verdadeira acepção. O meu genro é do Exército e o meu irmão da Força Aérea. Têm um código de conduta que se empenham em honrar. Pode parecer estranho, porque hoje ninguém honra seja lá o que for, mas é um facto, e um grande motivo de orgulho para com quem eles priva.

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Hoje assinala-se  O Dia Municipal para a Igualdade 

«Igualdade de género significa que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos e deveres, devem ser livres para fazer as suas escolhas e desenvolver as suas capacidades pessoais sem a interferência ou limitação de estereótipos.

As desigualdades e discriminações baseadas no sexo são ainda frequentes e persistentes, tanto no domínio público como no domínio privado, afectando não só as mulheres, como também os homens, de diversas formas.

O Dia Municipal para a Igualdade concretiza a medida 13 do V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação 2014-2017, que visa uma série de compromissos tendo em conta as seguintes áreas estratégicas:

> Integração da Perspectiva da Igualdade de Género na Administração Pública Central e Local;
> Promoção da Igualdade entre Mulheres e Homens nas Políticas Públicas;
> Independência Económica, Mercado de Trabalho e Organização da Vida Profissional, Familiar e Pessoal;
> Orientação Sexual e Identificação de Género;
> Organizações não-governamentais;
> Comunicação Social;
> Cooperação.

O V Plano Nacional para a Igualdade de Género pretende assim reforçar a intervenção nos domínios da Educação, Saúde e Mercado de Trabalho, considerando-se que estas áreas são merecedoras de maior investimento.»

Mais um dia para nos fazerem lembrar daquilo que já todos estamos mais do que cansados de saber e que se parece não ser levado em grande conta, é a penas devido à imensa agressividade  com que somos constantemente bombardeados com esta inovação na vida de todos nós,  porque é algo que toca a todos, não apenas a alguns iluminados e que todos temos que interiorizar e tolerar. É fundamental haver tolerância e respeito.

(Imagens Google)

12 comentários em “Hoje é dia de”

  1. «ó nu, porque não te vestes tu?» sapo gugu

    a geração do meu filho vacinou-se pela 1ª vez. erradicada

    meu 1º livro ‘os tambores de Fu-manchu’ na biblioteca familiar; depois o Botto aconselhado por colega.
    o país em 50 anos virou de pobre a miserável e endividado.
    faz falta o serviço militar obrigatório

    o género será sempre sexo, basta ler Simone de Beauvoir

    o desenvolvimento nesta republiqueta entrou há 50 anos (atrás) em marcha de caranguejo e continuará a enterrar a cabeça (dos dedos) na areia do deserto rural

    F.A. HAYEK in CAMINO DE SERVIDUMBRE
    Vol. I: La fatal arrogancia y los errores del socialismo

    ‘coisas do arco da idosa’

    1. As vacinas testadas e comprovada a sua eficácia, são fundamentais para evitar epidemias mortais. Eu sou pró vacinação, que cumpra os requisitos de segurança.
      Foi legislado e aprovado tudo o requeria legislação sobre Género. Ponto. Porque é que nos continuam a forçar a sonda gástrica diáriamente, caramba? Nós já não engolimos tudo o que havia para ingurgitar?

  2. Cara Maria Dulce,
    As tropas de D. Afonso Henriques não conquistaram Lisboa. E ainda bem.
    As tropas da II cruzada eram maioritáriamente de Bouillon(*), bávaros de Munique e britânicos (comandados por 10 “condestabres” e foi por esta ordem que entraram em Lisboa. Portugueses nem vê-los.
    De facto, Santarém já havia sido conquistada por uma artimanha e D. Afonso Henriques nunca teria foras para sozinho conquistar Lisboa. Acresce que os reis de Portugal até 1580 tinham uma relação quase contratual com os concelhos que, de acordo com forais, forneciam tantos homens (peões, depois arqueiros, depois também arcabuzeiros) por tanto tempo. Esgotado o tempo, D. Afonso Henriques, quando da tomada de Lisboa, já tinha muito menos homens que no início do cerco que, alías não foi o primeiro.
    E disse ainda bem, porque a tomada de Lisboa foi uma vergonha, com assassínios estupros e roubos generalizados. Não escaparam as jóias sacras ds Sé nem o bispo cristão, um ancião de mais de 70 anos foi poupado.
    (*) Bouilon era um pequeno ducado, situado entre a hoje Bélgica e França de que, não se sabe bem porquê Godofredo, duque herdeiro da Baixa Lorena (Unterlöthringen) tomou o título. Aliás o chefe das forças em Lisboa, o conde d’Aerschot era sobrinho de Godofredo de Bulhões.

    1. Esta lição de história é para mostrar que os exércitos( portugueses, neste caso) são uma vergonha? Era assim há quase 900 anos, mas creio que ganhamos civilidade.
      E bem vistas as coisas, Lisboa foi tomada com a ajuda dos Cruzados que saíram de Darthmouth com destino à Terra Santa , fizeram escala no Porto e foram persuadidos a irem para sul em auxílio do rei, que tentava ganhar mais uma cidade para a Cristandade. E todos sabemos do que a Cristandade é capaz.
      Curioso que os Russos continuem com um atraso civilisacional de 900 anos… ou mais.
      Bom, como o saber não ocupa lugar, será que o foi Godofredo de Bulhões que deu o nome ao mercado da Invicta? Capaz de peixeirada seria ele!

      1. Nunca ofenderia o Exército Português. Apenas quis mostrar como uma narrativa histórica destinada a exaltar a nacionalidade – como foi assumidamente a política do Estado Novo e sendo João Ameal o historiador que melhor incarnou esse espírito – pôde levar a uma má escolha de uma data comemorativa.
        Mas esse foi apenas um azar ou uma falta de conhecimento do(s) decisor(es) do Exército. De resto, a verdade crua que expuz só foi conhecida há poucas dezenas de anos quando foi descoberta uma longa carta de ou a um cruzado Osborn que esteve no cerco de Lisboa.
        Já a lenda do Martim Moniz que se atravessou na porta, é uma total fraude perpetrada dois ou três séculos depois por um tal Coelho, fidalgote que queria enfeitar os antepassados. Precisamente o mesmo que inventou a história de Egas Moniz, o Aio, que foi redimir a promessa de baraço ao pescoço. Um excelente mentiroso (pelo menos com mentiras bem apessoadas) e que não destoaria como primeiro-ministro hoje em dia.
        E não, Godofredo de Bulhões, nada teve a ver com o mercado do Porto. Mas a passagem de um sobrinho por Lisboa, deu origem a mais uma fraude, desta vez ligada à família de Santo António de Lisboa-Pádua, nascido Fernão de Bulhões e que parentes perpetuam até aos nossos dias. Não se conhece a origem do Bulhões (Bullom, Bulons etc., etc.) mas as melhores hipóteses são uma origem de Bulhão (grafia actual) um pequeno punhal e que, por semelhança de uso, se aplicava a um homem conflituoso ou brigão; ou um toponímico, pois havia, nessa época, uma Quinta (importante) com esse nome, próximo de Vila Franca de Xira.

        1. Ena, resumindo, as fraudes já vêm de longe!
          O que querer dizer que andamos a ensinar as lorotas que nos foram impigidas às criancinhas, para elevar o patriotismo? Então e o dia da raça, que é o nosso jaez ?
          Em perigos e guerras esforçados – Portugal e S. Jorge!
          Audaces Fortuna Juvat – Mama Sumae
          Ex Mero Motu!
          Etc. Etc.

      2. No tempo de D. Afonso Henriques, aqueles é que eram tempos.
        Vamos correr com os mouros e aquela terra fica para nós, teria dito o D. Afonso.
        Bulhão, o mercado do Porto é do Bolhão devido a uma grande bolha de água que se formava no lamaçal onde foi construído e não por haver grandes bulhas.
        Bouilon passou a Bulhão por o ou se ler u em romance e em francês.
        Interessante é existir uma moeda medieval bulhão, e Martinho de Bulhões ser descendente de Godofredo ou ter sido cobrador de bulhões. Seu filho Fernando de Bulhões, seria mais tarde Santo António de Lisboa.
        O que se passa agora como há 900 anos, já se passou há poucos anos na ocupação da Palestina por Israel.

        1. Não se pode esquecer que antes de ” tirarmos” a terra aos mouros, o Tarique já tinha aproveitado um desentendimento entre os visigodos e conquistado a cidade. Isto quer dizer que, no fundo Alusbuna nunca foi árabe de raiz. Aliás diz a mitologia histórica que Ulisses é que era o antigo DDT!

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