
No dia 7 de Maio celebramos O Dia Mundial do Silêncio
“O principal objectivo desta data é conscientizar as pessoas dos males que a poluição sonora provoca, em diversos aspectos, para a queda da qualidade de vida.
Além de consequências físicas, o excesso de ruídos também prejudica a concentração e eleva os níveis de stress.
Por este motivo, o Dia do Silêncio convida a toda a população a separar uns minutos durante o dia e desfrutar do total silêncio!.
Meditar ou simplesmente estar num ambiente longe do barulho é uma das propostas do Dia do Silêncio.”
Vale ouro e mais do que mil palavras. E é tão difícil de encontrar como a chave dos números de qualquer lotaria.
Eu sou uma adoradora do silêncio. Ergo-lhe catedrais, venero-o como o deus que é e agradeço-lhe a paz que me dá.
Nem todos os dias encontro o silêncio de que necessito, por isso guardo religiosas gotas para que possa, pingo a pingo, colmatar a carência.
Quando o tenho em demasia, enebrio-me dele e danço-lhe surdos e inertes bailados de louvor.
Terno e fugaz é o silêncio que me envolve e que vejo partir com imperceptíveis abraços calados de paixão. Anseio já pelo seu regresso, agradecendo em suspiros abafados toda a paz que me dá.
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Silêncio divinal, eu te respeito!
Tu, meu Numen serás, serás meu guia
Se até ‘qui, insensato, errei a via
De Harpócrates, quebrando o são preceito,
Hoje à vista do mal que tenho feito,
Em ser palreira pega em demasia,
Abraçarei a sã Filosofia
Pitagórica escola de proveito.
Tenho visto que males têm nascido
Pelo muito falar: tenho sondado
Quanto é melhor calar, que ser ouvido.
Minha língua vai ter férreo cadeado.
Eu a quero enfrear, arrependido
De tanto sem proveito ter falado.
Francisco Joaquim Bingre

O silêncio é-me necessidade de prática diária. Tenho um lugar de silêncio a que não falto. Contudo, admito pertencer aos palradores.
Os meus dias são barulhentos e agitados, raros são os momentos que passo sem falar, Bea. Mas basta entrar no prédio e encerrar atrás de mim a pesada porta. Dias há em que fico minutos sentada no patamar a ouvir o silêncio. Dias há que dói, outros que diverte. Faz-me bem.
O único dia que Marcelo não comemora.
Seria uma comemoração deveras difícil
Se o silêncio fosse mesmo de ouro, as mulheres só enriqueceriam se fossem mudas de nascença.
Oh Carlos e o que dizer dos papagaios, hum?
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2 013/11/131117_mulheres_falam_mais_homens _lgb
Os papagaios não chegam nem lá perto.
Mas nem se discute que as mulheres falem mais! Se os homens fossem suficientemente inteligentes para entender à primeira, as mulheres não precisavam de dar tantas explicações. E por isso, claro, e muito bem, que os papagaios não chegam nem lá perto!

A máxima sobre o silêncio.
Em tempos, a dona duma taberna em Milfontes, pensando fazer incómodo no Verão a clientes banhistas, resolveu colocar na parede uma ardósia com o aviso
SILÊNCIO – É PROÍBIDO CANTARE.
Presumo que começavam todos a “cantare” após grandes pielas
Exatamente, dois alentejanos com os copos dá cante, um no alto outro no baixo, até haver mais alguns para o acompanhamento.
E foi um ver se te avias com o passar dos anos, para a “D. Maria do frango assado”. Em 2010 com o grande restaurante “A Tasca da Vila”, na avenida principal, já não há cante nem a necessidade de pedir SILÊNCIO.
Faz-me lembrar a tasca do “Manel das Andorinhas” na Calçada da Ajuda, one faziam os melhores pipis e caldo de camarão miúdo com eles ( e muitos) que eu já comi na minha vida.
Abriram um restaurante menos mau mais acima e fizeram obras frou frou na tasca, deixou de ter serradura e bancos e mesas de madeira lavadas com sabão.Passou a chamar-se “As Andorinhas” , com direito a Placa por cima da porta. Não durou muito tempo.
no andar de cima suporto há 8 dias a pior das obras quanto a BARULHO.
verdadeiro conserto de MARRETAS.
não se vive num país minimamente civilizado.
agora mesmo marretadas insuportáveis
Oh pampulha…. moro num prédio com 13 andares. TODOS osanos dois ou trêz vizinhos fazem obras… Às oito da manhã começa o terramoto e acaba às seis da tarde.É uma resignação que se adquire com o tempo…
Quando sinto falta de qualquer coisa ou que algo não vai bem: é o silêncio que me convém.
61 anos, filho único.
Pai de outro.
Os velhos hábitos, fenecem, raramente falecem.
Completamente de acordo Manuel