Idosa, excluída e morta


Fernando Sousa,

“Uma mulher idosa “bastante debilitada” entrou no Centro de Acolhimento de Xabregas numa sexta-feira à tarde para lá ficar o fim-de-semana. Dormiu e, no dia seguinte, não entregou a chave do cadeado do armário como obriga o regulamento. Nessa noite, não foi autorizada a entrar e “dormiu à porta”. “Foi encontrada morta. O INEM já nada pôde fazer.” (Diário de Notícias)

 

Um Presidente dito de todos os portugueses e com ambições a continuar no cargo devia perguntar ao Governo, já hoje, o que aconteceu no Centro de Acolhimento de Xabregas, questão que deveria interessar igualmente qualquer dos concorrentes às eleições do dia 23. Um Governo dito socialista e partidário da inclusão social não devia esperar sequer que alguém lhe perguntasse para explicar o que se passou. Uma Justiça à altura das suas obrigações não deveria esperar nem por um nem por outro.

11 comentários em “Idosa, excluída e morta”

  1. Ou quando de uma chave esquecida, nunca se sabendo se no bolso de um funcionário, é feita veículo cego para uma condenação á morte.

  2. Acho que o alegre pretendente a vetador-mór de tudo quanto belisque o seu “Estado social” deveria ser o primeiro a fazer essa pergunta ao Governo. Ou não?

  3. Não deveria esperar nem um segundo, sequer.
    Chegamos a um estado indescritível, sinto vergonha do local onde vivo, que é capaz de nomear comissões para estudar casos e não sabe nunca agir na hora.

  4. Provavelmente Cavaco Silva, à semelhança do que fez com aquela desgraçada que dele se abeirou a dar conta da sua desdita e que recebeu como conselho ir pedir esmola a uma dessas organizações de caridade privadas, terá aconselhado os familiares a dirigirem-se a um cangalheiro.

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