Um Presidente dito de todos os portugueses e com ambições a continuar no cargo devia perguntar ao Governo, já hoje, o que aconteceu no Centro de Acolhimento de Xabregas, questão que deveria interessar igualmente qualquer dos concorrentes às eleições do dia 23. Um Governo dito socialista e partidário da inclusão social não devia esperar sequer que alguém lhe perguntasse para explicar o que se passou. Uma Justiça à altura das suas obrigações não deveria esperar nem por um nem por outro.

Subscrevo inteiramente, Fernando.
Sei que sim, Leonor. Tenho-te lido. Esta história atinge-me – atinge-nos a todos.
E quantas mais não haverá assim, Fernando. Angustiante.
Ou quando de uma chave esquecida, nunca se sabendo se no bolso de um funcionário, é feita veículo cego para uma condenação á morte.
Acho que o alegre pretendente a vetador-mór de tudo quanto belisque o seu “Estado social” deveria ser o primeiro a fazer essa pergunta ao Governo. Ou não?
Não deveria esperar nem um segundo, sequer.
Chegamos a um estado indescritível, sinto vergonha do local onde vivo, que é capaz de nomear comissões para estudar casos e não sabe nunca agir na hora.
Que vergonha.
Assino por baixo.
Excelente apontamento, Fernando. Em poucas linhas disseste tudo.
Obrigado, Pedro. Passou-se debaixo do meu nariz. Vamos a ver se isto não passa despercebido no meio da histeria presidencial.
Provavelmente Cavaco Silva, à semelhança do que fez com aquela desgraçada que dele se abeirou a dar conta da sua desdita e que recebeu como conselho ir pedir esmola a uma dessas organizações de caridade privadas, terá aconselhado os familiares a dirigirem-se a um cangalheiro.