“If you fool me once, shame on you. If you fool me twice, shame on me.”


José Gomes André,

A história é conhecida: Pacheco Pereira, baseando-se numa notícia, criticou na "Quadratura do Círculo" António Costa e a Câmara de Lisboa pelos custos elevados da realização do Red Bull Air Race em Lisboa (3,5 milhões de euros versus 800 mil euros no Porto-Gaia). Costa reagiu com indignação, ameaçou abandonar o programa, falou em calúnias e garantiu que não seria pago nem mais um tostão em Lisboa do que em anos anteriores.

Pois parece que afinal o evento custará mesmo aquela verba e que, sendo assim, as críticas de Pacheco Pereira eram plenamente justificadas e a indignação de Costa um mero bluff. Quanto a credibilidade pessoal e política estamos conversados. A partir de agora, só acreditam em António Costa os distraídos ou os fanáticos.

12 comentários em ““If you fool me once, shame on you. If you fool me twice, shame on me.””

  1. Na verdade o Costa tem que fazer as contas bem feitas e ver onde pode gastar a massa dos munícipes. Até porque o orçamento camarário precisa de incluir mais varredores para manterem a cidade limpa. Com a invasão de madrilenhos para virem à praia a cidade tem que estar mais apresentável.

  2. Sinais dos tempos…

    A falta de honestidade
    é, sem dúvida, condenável,
    caindo na boçalidade
    de natura abominável.

    No meio deste cretinismo
    de jogadas falaciosas,
    emerge o oportunismo
    com verborreias viciosas.

  3. “…Pois parece que afinal o evento custará mesmo aquela verba…”. Há tanta coisa que parece e não é…embora também haja ‘parecenças’ que se confirmam. Só espero que o meu amigo não seja jornalista…

    Basear análises em parecenças tem desde logo a vantagem de, se a “parecença” se confirmar, alvorar-nos a grandes analistas, se a parecença não se confirmar, podemos sempre manter o silencio e esperar que as nossas palavras não mais sejam lembradas.

    Se e quando esta “parecença” se confirmar, farei por estar na primeira linha da condenação.

      1. al.vo.rar verbo

        1. alvorar- transitivo e intransitivo (de: alvor)

        Não se trata pois de um neologismo.

        No entanto onde surge o 1º ‘l’ deveria surgir um ‘r’. Aqui fica a correcção, esperando que ela seja do seu agrado.

    1. Meu caro, assim ninguém vai entendê-lo. Repare:

      – António Costa garantiu que Lisboa não pagaria mais do que o Porto pagou antes (400 mil euros);

      – sabendo que custaria mais e tentando conter a participação de Lisboa, António Costa envolveu o Turismo de Lisboa e a câmara de Oeiras (por artes mágicas, Isaltino passou a ser um interlocutor acreditadíssimo), a qual ainda garante a construção de uma pista e respectivos ‘hangares’ fora do contrato;

      – agora põe o evento em causa, admirado por a Red Bull pedir 3,5 milhões de euros e por o contrato estar escrito em inglês.

      O que é que o meu amigo conclui? Por certo, também há-de parecer-lhe que a história está mal contada des o início e há-de parecer-lhe que vai de mal a pior. Certo? É o que parece.

      Ora, como o que mais há é coisas que parecem erradas e que não têm de se conservar no segredo dos deuses até ser tarde de mais, nada melhor do que falar delas dizendo o que elas parecem. Não consta que seja preciso calar o que parece, não é verdade?

      Ainda há dias falei de uma coisa que me parecia outra e, apesar de ser um caso de somenos, escrevi um ‘post’ com igual destaque para dizer que me enganei. Estamos agora de acordo?

  4. “A partir de agora, só acreditam em António Costa os distraídos ou os fanáticos”.

    Pela minha parte, há vários anos que lhe dou tanto crédito como ao falso engenheiro.

  5. Honestamente, penso que António Costa é mais ignorante do que mentiroso. Penso que ele não tem bem a noção do acordo que foi assinado. E agora que descobriu que afinal o valor é aquele, vai ter de encontrar uma solução…

    Eu cá me vou rindo, depois de todo o espalhafato feito com a questão dos “aviõezinhos”…

  6. Nem mais. – « Quante volte dobbiamo perdonare ? A questa domanda il buon senso umano ha risposto così la prima volta si perdona , la seconda si condona , la terza si bastona !»

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