Impressões alemãs (21)


Cristina Torrão,

2010-05-14 Detmold 007.JPG

Castelo-Palácio Residencial, em Detmold (Fürstliche Residenzschloss – Princely Residence Castle)

Apesar de ser propriedade privada, o Castelo-Palácio Residencial de Detmold está aberto ao público e vale uma visita. Assim como o centro pedonal da cidade.

2010-05-14 Detmold 052.JPG

Detmold fica a sudoeste de Hannover, perto da Floresta de Teutoburgo. Pensa-se que foi nesta floresta que se deu uma batalha decisiva entre uma aliança de vários povos germânicos e os romanos, no ano 9 DC. As tribos germânicas, chefiadas por Armínio (ou Arminius; Hermann em alemão), emboscaram e dizimaram três legiões romanas. Tornarei a falar do assunto num outro postal. Hoje, deixo mais algumas fotografias de Detmold.

2010-05-14 Detmold 061.JPG

Os centros pedonais são fantásticos para passear, apreciar edifícios e frequentar lojas, com calma e sem barulho de motores.

2010-05-14 Detmold 053.JPG

Inscrição em cima: “construído em 1674; renovado em 1981”. A inscrição de baixo inclui as palavras: “Tenho o Senhor sempre diante dos olhos (…) A bênção do Senhor protege-me de inquietações”.

2010-05-14 Detmold 044.JPG

Torre de igreja, em Detmold

19 comentários em “Impressões alemãs (21)”

    1. Não sei pormenores. Também não tenho a certeza se há descrições tão detalhadas, porque historiadores e arqueólogos continuam à procura de pistas que permitam saber melhor o que realmente se passou. Mas não há dúvida de que foi uma derrota pesada para os romanos, a ponto de influir nos seus planos de conquistas. Na próxima semana torno ao assunto.

      1. Eu perguntei porque julgo que o conceito de “dizimar” começou nas legiões romanas “mal-comportadas” em que como castigo matavam um em cada dez legionários, conceito particularmente atroz que os chefes reconheceram passado algum tempo como pouco apropriado. O conceito foi depois alargado a castigos colectivos de aldeias sob jugo inimigo. Mas o significado mais comum é de mortandade importante de uma população, que pode também ser a de um exército.

  1. Cristina,
    Gosto muito desta série.
    Nunca visitei a Alemanha e fiquei com vontade de visitar.
    Excelente a última foto, é o meu tipo de foto preferida, com vários planos, o céu, a torre da catedral, a árvore (qual árvore, não consegui identificar pela foto e “irrito-me” um pouco quando isso acontece ).
    Parabéns à escritora e ao fotógrafo

    1. Muito obrigada, Pedro.
      A Alemanha vale bem uma visita. E não só a Baviera e as cidades grandes

      Também não sei de que árvore se trata. Hoje sou mais atenta a esses pormenores, mas esta não dá realmente para perceber pela fotografia. Não se vê o tronco e as folhas estão ainda a rebentar, estávamos em Maio. O Inverno aqui é longo.

      1. as folhas estão ainda a rebentar, estávamos em Maio. O Inverno aqui é longo

        Não é por o inverno ser longo. A época de rebentação depende da espécie de árvore. Aqui em Portugal, os carvalhos americanos (Quercus rubra) também só rebentam em maio.

    1. Não se vê pardieiros como em Portugal. Praticamente todas as casas estão devidamente cuidadas, mantidas, e são utilizadas.
      Nas cidades portuguesas, por cada três prédios em estado razoável há um pardieiro em semi-ruína. (Nas aldeias o panorama ainda é pior.)
      Em parte isto deve-se a os alemães morarem quase todos em casas arrendadas. Os prédios para arrendamento dão lucro aos seus proprietários, que têm portanto todo o interesse em mantê-los em bom estado. Praticamente todas as casas na Alemanha estão habitadas, ao contrário do que acontece em Portugal.

      1. Exactamente. Essa é apenas uma das razões pela qual são duas “europas” diferentes. A outra (vivi em Köln/Colónia vários anos) é por serem duas Culturas totalmente diferentes. Para a maioria dos alemães os “europeus do Sul”… não são totalmente europeus.

        1. Eu, tendo vivido dois anos na Alemanha e três na Pensilvânia, tenho a opinião contrária: a cultura alemã é muito similar à portuguesa. A americana é que é radicalmente diferente de ambas. A Europa é uma; a América é muito diferente dela.

          Também discordo que os alemães tenham opinião peculiar dos europeus do sul. Eu nunca senti, na Alemanha, que os alemães não me considerassem como europeu.

          Aquilo de que os alemães não gostam, decididamente, é de pessoas que não falem a sua língua. Para os alemães, as pessoas dividem-se em duas: as que falam alemão minimamente bem, e as que não. Sendo que os segundos são uns atrasados mentais.

          Outra coisa: as alemãs são muito diferentes (muito mais abertas e tolerantes) dos alemães.

  2. Note-se que a casa com dizeres tem janelas duplas, uma coisa que também é muito frequente em Viena. Como não deixam os proprietários colocar janelas modernas, termicamente mais eficientes mas esteticamente em conflito com o resto da casa, eles optam por colocar no interior uma segunda janela – uma solução menos eficiente e menos agradável, mas mesmo assim preferível.

    1. Aqui onde vivo , é obrigatório os vidros das janelas serem
      duplos e por vezes triplos para guardar o aquecimento e para
      a economizar energia.

      1. Sim. Mas os vidros duplos exigem uma caixilharia própria. As janelas tradicionais (históricas) eram feitas em madeira e não suportam vidros duplos.
        Em Viena mas parece-me que também nestas casas tradicionais de Detmold, porque não se quer substituir a caixilharia histórica em madeira, não é possível usar vidros duplos. Então, o que os proprietários fazem, para isolar minimamente as casas, é instalarem uma segunda janela, interior e que portanto não se vê bem da rua. A casa fica com duas janelas, uma tradicional do lado de fora, outra nova do lado de dentro.

        1. Certamente. Os vidros duplos não representam só vantagens
          também podem ser muito perigosos em caso de incêndio ,rebentam como
          verdadeiras bombas , devido ao gás que se encontram entre eles.
          Só recentemente tive conhecimento desse pormenor.

      2. Sim, as janelas são muito importantes. Mas também o isolamento das paredes. Em Portugal, bastava isolar melhor e pôr janelas em condições para que as pessoas não tivessem tanto frio, no Inverno. Num país onde os ordenados são tão baixos, devia haver mais cuidado em tudo o que significasse poupar energia. As construções ficariam um pouco mais caras, mas as famílias teriam mais poder de compra. Uma economia saudável também depende disso.

  3. Cristina,
    Armínio foi o comandante germânico que guiou os germânicos à derrota das legiões romanas. Tem um monumento em sua honra em Bielefeld.

    João Moreira

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *