Dou a mão à palmatória; estava mesmo convencida que os programas de televisão se regiam por critérios de economia de mercado. Acabou-se o Jornal Nacional das sextas-feiras; confirma-se o ambiente de suspeição em relação ao longo braço deste governo PS. A relação deste PS com a democracia é cada vez problemática.
Inocências
Ana Margarida Craveiro,

Limpezas de Verão.
Ana Margarida,
Não sei se será a relação do PS, mas apenas a de algumas pessoas. Ovelhas negras há em todo o lado e os governos anteriores também não ficaram isentos desse mal.
Nem acabo de botar o comment na caixa anterior e pimba, cá está, de facto, era previsível, ou bem que os estrategas do PS são muito, muito burros ou bem que há «mão invisível» a teleguiar o episódio. Vou repetir-me: que timming!
É outra campanha negra, caro Carlos? Estrategas ‘burros’ só no PSD, que tudo fizeram em 2005 para permitir a Sampaio deitar abaixo a coligação PSD/CDS.
Patetice …!!!
Concordo, M. Coelho. «Patetice» decapitar uma administração e uma direcção de informação líderes de audiências. Lógica de mercado, não é. Só pode ser lógica política. Há cinco anos, por causa de coisas como estas, o PR da altura considerou que estava em risco o ‘regular funcionamento das instituições’.
Pedro Correia,
Tudo o que disse não invalida que as suspeições levantadas no post sejam uma PATETICE.
Saudações.
Inteiramente em desacordo consigo. Sobretudo com a linguagem utilizada.
Saudações
Eu não sei qual era a audiência do Jornal Nacional da Manela. Era muita?
De qualquer forma, seja por que motivos fôr, a Prisa é que é a dona da TVI e tem todo o direito de dar ordens nela. Se a Prisa manda acabar com o “Jornal” da Manela, os jornalistas só têm que acatar a decisão. Se não gostarem dela, despeçam-se e vão trabalhar para outro órgão de informação.
Eu se fosse jornalista ter-me-ia certamente recusado a trabalhar para o “Jornal” da Manela. Preferiria ter mudado de patrão a colaborar naquela porcaria.
Subscrevo, Luís Lavoura. Chamar àquilo jornalismo é um insulto. E uma jornalista não vem dar entrevistas como a que MMG dá hoje ao “Público” quando já sabe que vai ser despedida.
A quem aproveita o “crime”? Por favor, um pouco mais sofisticação, esta demasiado primária ….!
Tenho vergonha de conviver num mundo em que há gente com a mentalidade de alguns dos comentadores acima, que vêm aqui defender o indefensável, para mais dando-se ares de saberem o que estão a fazer.
Não seria melhor, em certos casos, terem continuado agarrados à rabiça do arado, como a origem do apelido parece denunciar?
É com gente desta que despontam e florescem as ditaduras.
O que é indefensável – que o patrão de uma empresa dê ordens nela e coloque nos lugares de chefia os trabalhadores em quem tem mais confiança?
Aqui há uns anos, quando a Prisa chegou à TVI, houve muitas profecias de que era uma manobra (internacional) dos socialistas para controlar a informação. Foi o que se viu. Mas, claro, o fracasso das profecias não desmobiliza os crentes em teorias da conspiração. Só por que sim, claro. Porque parece muito efectivo jogar com aparências.
Habituados a pressionar
em matérias delicadas,
pretende-se condicionar
opiniões entroncadas.
A Venezuela europeia
está em plena acção,
esta rosada melopeia
é de exangue audição.
“Sobre Manuela Moura Guedes ficar ou sair da TVI, José Eduardo Moniz referiu não ver “razão nenhuma para ela sair” e sobre a permanência do Jornal de Sexta acharia “um escândalo” se assim não fosse. “Não faz sentido eliminar um bloco informativo que hoje é referência em Portugal”.
realmente é um escandalo!! mas observe só como se branqueia um escandalo em Portugal nos proximos dias…é vêr a poderosa maquina de propaganda a funcionar! algo terá que acontecer para desviar as atênções …
Já sei, já sei: aquele programa televisivo vai ser suspenso pela ERC.
Ana:
Eu estou 100% de acordo com o que escreveu.
Verifico que alguns comentários por aqui duvidam da mãozinha socrática em mais esta trapalhada da maioria absoluta no caso poder absoluto.
Se isto que se passou não é interferência governamental (claro que irão negar) é o quê? Porque será que na vespera de irem sair mais umas novas do caso Freeport acontece isto? Coincidências dirão uns, eu digo com todas as letras CENSURA.
Talvez mais esta trapalhada possa servir para alguns Portugueses abrirem os olhos em 27 de Setembro, pelo menos assim espero.
Não deixa de ser curioso que venham agora acusar o PS de ser responsável pela demissão de MMG, previsível desde o momento em que José Eduardo Moniz anunciou a saída da TVI.
Ao ler hoje a entrevista de MMG , no “Público”, fiquei com a certeza de que ela já sabia o seu destino.
Intrigante ( por não saber se revela má fé ou apenas falta de memória) é manifestar tanta consternação com a demissão de MMG e esquecer o episódio do despedimento de Marcelo Rebelo de Sousa, da mesma TVI.
Como diz a Ariel, sejamos sérios!
Cara Ana,
Pensar que Sócrates deu ordem para sanear a “jornalista” MM Guedes a 20 dias das eleições é um guião de comédia, só pode. Muito há por onde criticar este governo, claramente esse não é o caminho. A Prisa parece ter escolhido apostar na credibilidade da estação em vez de ceder à tentação das audiências. Acredito que Mário Crespo encontrou a colega ideal para o jornal da 9 !
Sentido de humor é uma coisa, intelectualidade “Chiclets” é outra…!
Acabar com um produto daqueles devia alegrar quem faz do jornalismo profissão. Claro que os motivos pelos quais acaba são importantes. Mas estou com os comentadores que acham que a história não é linear.