

O ESTRANGEIRO (1942)
Autor: Albert Camus
Realizador: Luchino Visconti (1967)
Marcello Mastroianni encarna Mersault, personagem fulcral da ficção do século XX. Filme rodado na Argélia, com abundantes cenários naturais, interroga-nos sobre os labirintos da condição humana em assumida fidelidade ao texto original e sem as desajustadas alusões políticas da fita de Ozon, muito posterior. Camus teria apreciado esta versão de Visconti, mal amada por quem desvaloriza cinema e detesta literatura.

Sou grande fã, tanto do livro como do filme – das poucas adaptações de um livro ao cinema que não me desiludiram.
Visconti foi um dos cineastas que mais potenciaram e valorizaram obras literárias transpostas para o cinema. Lembro outras, além desta: Obsessão (adaptando O Destino Bate à Porta, de James M. Cain), Noites Brancas (da novela homónima de Dostoievski) e O Leopardo (obra-prima equivalente ao romance homónimo de Lampedusa).
Pelo menos estes.
Acrescento: Morte em Veneza.
Não mencionei de propósito porque tenho reservas em relação ao livro e sobretudo em relação ao filme.