Ao afirmar, por estes dias, que o caso Freeport é um assunto de Estado, Cavaco Silva quis, certamente, dizer alguma coisa importante. O quê, não se sabe bem. E, por isso, bem andou Jerónimo de Sousa em pedir satisfações. De outro modo, ficamos sem saber o que pensa o PR sobre a questão.
O assunto é de Estado porque Cavaco acha que Sócrates está envolvido no esquema? Ou será que Cavaco entende que envolver um PM num escândalo destes é de tal forma abusivo que se torna, por isso, assunto de Estado? E, se assim é, quererá dizer o PR que a liberdade de imprensa tem sido ilegitimamente exercida neste caso, porque põe em causa o normal funcionamento das instituições e lança um inaceitável labéu de desconfiança sobre um governante sem indícios relevantes? Ou quererá Cavaco dizer que a justiça não cumpriu o seu papel de perseguição de criminosos num caso que envolve poderosos que põem em causa os pilares do Estado? Ou pretenderá Cavaco salientar que estamos perante um inadmissível atentado de uma agência inglesa à soberania nacional? Ou será que o PR quis criticar a forma desajustada como as autoridades judiciárias têm respondido às questões que têm vindo a ser suscitadas? Ou será que Cavaco nos quis dizer que os pilares que sustentam o regime estão de tal modo corroídos pela corrupção que se impõem medidas drásticas?
O "camarada" Jerónimo quer saber. Eu também. E não devemos ser os únicos.

Também eu. Todas estas questões são muito pertinentes.
Ainda bem, Pedro. Se formos muitos a querer saber, pode ser que “isto” ainda se salve.
É que estou de todo. Ainda pensei que fossem os ares da capital que me tolhiam as vistas… Vou guardar este título e este comentário do caríssimo, em particular.
“Ou será que Cavaco nos quis dizer que os pilares que sustentam o regime estão de tal modo corroídos pela corrupção que se impõem medidas drásticas?”
Será, caríssima, essa a preocupação de Cavaco?
Sabe JC, pra falar sério o que eu penso mesmo é que se fala demasiado neste País de gente pequenina.
A imprensa faz os julgamentos e aquilo que podia ser prova é espalhado pelas ruas e por nossas casas
Qualquer dia ainda os vejo à procura de documentos cá em casa ou no elvador
Ou então, dispo a beca. É muito mais giro ser jornalista de investigação.
Assim como assim, já está tudo tão misturado que isto deve ter que ver com a tal interdisciplinariedade de funções .
Só espero é nunca ser apanhada no meio de uma confusão e ver o meu nome por ai em praça pública se mais aqueles.
Nesse dia JURO que processo quem me difamar.
Há situações em que se fala demais e situações em que se fala de menos. E num e noutro caso, há quem vá aproveitando. E foi assim que aqui chegámos.
Sabe, Cleópatra, o J.C. costumava ser eu. Tem dormido mal?
João.
O JC, diz bem, costumava ser o João.
Mas para mim o JC é o Coutinho Ribeiro. Lamento.
Se tenho dormido mal?
Não.
Tenho trabalhado muito e o pouco que durmo tenho dormido MUITO BEM!
🙂
Folgo com isso. Muito pouco e muito bem há muito pouco quem (adaptação livre de dito popular). Espero que ainda dê para despir a beca…
Eu respondia-lhe mas, Vexa não me conhece e iria fazer um juízo errado. : -)
Não fui eu que falei em tirar a beca nem em dormir pouco. Apenas lhe peguei na palavra.
Vejo que não costuma ler-me. É natural. Porém, se me lesse, jamais encontraria motivo para começar por me tratar pelo primeiro nome e vir agora com isso. Sei gracejar, mas não sei ser grosso.
Queira continuar a aparecer, que não estarei cá para importuná-la.
Então se sabe gracejar e, não me conhecendo, pergunte sobre mim ao JC- vulgo anónimo.
Assim respondo-lhe:
“Espero que ainda dê para despir a beca…”

Resposta:
_ E não só!!
Vá lá, não se zanguem!
Não. Nada! Diz o JC que era Jc que está a gracejar.
Limitei-me a responder à altura! ;-))
JC- eu nunca me zango. Qdo me zango…não apareço.