Regresso agora do primeiro jantar do nosso blogue. Gostei muito. Éramos nove à mesa – e ninguém ligou ao facto de este encontro inaugural acontecer numa sexta-feira, 13. O cenário do repasto foi um dos melhores de Lisboa: o Clube de Jornalistas, que volta a afirmar-se como referência gastronómica. Em jeito de anfitrião, tínhamos o Carlos Barbosa de Oliveira, insuperável na escolha do menu: entrada de raviolo de ananás e morcela, legumes marinados, mel e poejos; lombo de bacalhau confitado, batatas anisette e espargos verdes como prato principal e um delicioso bolo Gazeta, à base de chocolate, a dominar o painel de sobremesas. O André Couto levou o seu computador portátil para mostrar a alguns mais avessos à tecnologia como se inserem fotos e vídeos no blogue. A Cristina Ferreira de Almeida, tolerante adepta do clube da águia, sensibilizou-me com oportunas palavras de conforto pelos mais recentes desaires sportinguistas, certamente também apreciadas pelo António Manuel Venda, único que aqui me acompanha na militância verde-e-branca. A Teresa Ribeiro desenvolveu uma interessante teoria sobre a diferença entre blogues masculinos e femininos. A Leonor Barros mencionou o diálogo nem sempre fácil entre os autores de um blogue e os respectivos comentadores, com um balanço largamente positivo nesta nossa casa colectiva. O Coutinho Ribeiro, representando muito bem a galhardia do Norte, demonstrou ser um exímio praticante da arte de conversar. E o Jorge Assunção, outro ás da tecnologia, assumiu a magna tarefa de ligar o blogue ao Twitter. Alguns dos ausentes, como os nossos ilhéus João Carvalho e Marta Caires, enviaram calorosas saudações.
Satisfeitos por termos ultrapassado a Tertúlia Benfiquista em número de páginas consultadas diariamente na blogosfera, brindámos a duradouros delitos. Ou muito me engano ou isto é o princípio de uma boa, sólida e memorável amizade.


Obrigado, Pedro.
É bom confirmar que não estamos juntos por acaso. Afinal, até parecia que todos nos conhecíamos há muitos anos.
Brindo, também, à amizade.
Pois parecia, meu caro Joaquim. Brindar à amizade nunca é de mais.
Um grande abraço
1. Morcela com ananás é uma entrada de São Miguel.
2. A minha representação tripeira esteve depositada no Joaquim.
3. À nossa!!!
Hip, hip…
Polémica nos Açores in http://maquinadelavax.blogspot.com/
Também gostei muito, venha o próximo. Entretanto, sem demora, apresento em versão alfa:
https://twitter.com/delitodeopiniao
Isso é que é eficácia!
Upa-upa, Jorge!
Os laços de amizade são extensíveis aos comentadores fiéis?
Muitos e bons delitos. À vossa!
Para mim há muito que ultrapassaste o estatuto de “fiel comentadora”. À nossa!
És uma querida, Leonor.
À nossa, então. E um beijo aos delinquentes.
Tu mereces, Ana. À nossa claro!
Conhecer a cara por trás da escrita pode ser uma desilusão, ontem foi exactamente o oposto, confirmando que estamos muito bem juntos nesta aventura blogosférica e além dela.
Digo exactamente o mesmo.
«O princípio de uma boa, sólida e memorável amizade», é a frase que me fica deste post, a mesma que já tinha guardado comigo no regresso do jantar.
Agora só falta mesmo resolver aquele problemazito no Sporting, António.
Há algum problema no Sporting, compadre?
Há. Como diria o outro, tudo se resume a uma só palavra: Paulo Bento.
Então posso afirmar numa só palavra: que raio de chatice, hem?
E nada como rematar esta bela crónica com uma frase de um dos meus – arrisco a dizer nossos – filmes de estimação!
E é mesmo.
beijinhos a todos. espero mesmo estar presente no próximo!
Sendo assim, até eu me permitirei o luxo de viajar de propósito para o próximo. Sentir-me-ei compensado por ter amigos que providenciarão onde me arrumar uma noite.
Vais gostar, tenho a certeza.
Fiquei contente por saber que tudo correu bem e que para a sobremesa, tiveram a feliz ideia de encomendar um delicioso bolo Gazeta, à base de chocolate, em vez do “space cake” de que nos fala o Joaquim no post seguinte. Gente fina é outra coisa…
Gd. abraço.
Tinha de correr bem: começaram com uma entrada micaelense…
Ora ainda bem que se divertiram: esta Ana (Cláudia) aproveita para reiterar o comentário da outra Ana (Margarida). Abraços a todos.
Espero que tu, Ana (Cláudia), e tu, Ana (Margarida), apareçam da próxima vez. Vão gostar. E nós também.
Seja qual for o futuro do Delito de Opinião, uma coisa é certa: o jantar de ontem serviu para demonstrar que quando os valores são comuns, se pode construir um projecto com pessoas que não se conhecem.
Foi uma grande satisfação acrescentar, a ti e à Teresa Ribeiro, mais um naipe de pessoas que passaram a fazer parte do meu círculo de amizades.
Fizeste uma aposta arriscada na criação deste blog,mas já é possível concluir que tinhas a razão do teu lado. Tenho a certeza que, a partir de agora, iremos viver momentos ainda mais agradáveis. Parabéns pela audácia e um grande abraço para todos
Tenho também a certeza disso, Carlos. Aliás sempre tive. Abraço
estou a sentir-me pequeno… mas isso sou eu que sou um exagerado.
Força com o blogue e aquele abraço.
Obrigado, Daniel.
Que esses laços continuem a dar origem a delitos… de opinião. Eu fiquei curioso sobre a tal teoria da Teresa Ribeiro. 🙂
É uma autêntica teoria da conspiração, Mike. Até porque eles e elas andem aí :)))
E mais adiante havemos de tornar estes jantares extensivos a alguns dos nossos melhores leitores.
Muito boa ideia, Pedro. Em cada jantar, um comentador. Apoio.
Vamos tratar disso, Cristina.
Olá a todos!
Fico feliz pelo vosso primeiro jantar de convívio do blogue ter sido tão especial.
Eu não sou ninguém; adoptei-os a todos como meus amigos.
Um dia, também gostaria de ir a um dos vossos jantares.
A todos, um abraço do tamanho do mundo!
«A Leonor Barros mencionou o diálogo nem sempre fácil entre os autores de um blogue e os respectivos comentadores, com um balanço largamente positivo nesta nossa casa colectiva.»
Confirmo. Será o blogue onde mais gosto do diálogo com os autores (tirando um ou outro blogue individual onde criei algumas ligações de amizade). Sempre me senti confortável a conversar (nem digo comentar) aqui.
Abraço e espero que a digestão tenha sido agradável. (pelo menos os sportinguistas sempre viram uma vitória e a derrota do meu Benfica…)