
Hoje lemos Hugo Pratt: “A Balada do Mar Salgado”
Passagem a L’ Azular: “Quando era pequeno, percebi que não tinha linha da sorte, por isso, com a lâmina de barbear do meu pai, fiz uma como queria.”
Usar do livre arbítrio para enfrentar o destino que vem escrito desde o nascimento em cada palma da mão, é um direito e seguramente um dever. Porque afinal o futuro somos nós e as nossas decisões.
Um livro fantástico (aliás como todos os do autor) com um início fantástico e auspicioso:
“Sou o Oceano Pacífico e sou o Maior. É assim que me chamam há já muito tempo, embora não seja verdade que eu seja sempre pacífico.” Como toda a gente, aliás.

a história de fuzilamento dum capitão no Pacífico durante a IGG não era possível no Próximo Oriente ou Levante atual.
«diz o roto ao nu, porque te não vestes tu?»
Pode não ser possível se tiver grande mediatismo, ou pelo contrário, será possível e exequível pelo mesmo motivo.
Ah, ah, ah. Não acredito em nada disso, nem nas linhas da mão por si mesmas, nem nessa capacidade de decisão que supõe pela autodeterminação do sujeito que seja ele e ele só o executor da sua vida. Dois pontos de vista já debatidos à exaustão. A cada um sua verdade
Bom fim de semana
Mas há que conceder que o Corto é expedito, Bea.
Bom fim de semana.
“Sou o Oceano Pacífico e sou o Maior.
Aqui está bem presente a modéstia da senhora dona Maria Dulce Fernandes. Já eu, um simples plebeu, rendeu-me as evidências de um pequeno tanque na varanda da minha casinha, que me serve de piscina para me banhar nos dias de maior calor.
Fica bem patente a pressuposta “imodéstia” do Oceano Pacífico, talvez. Seria bom ler com atenção, ou apenas ler o que está escrito, antes de tirar conclusões, não concorda?
Bom fim de semana.
Estamos num tempo em que a imodéstia é fazermo-nos de vitimas.
É como olhar num espelho e ver o inverso das imagens.
Já o Manelito merceeiro, amiguinho pelintra da burguesa Mafalda, nas férias ia a banhos no lava-louças, imaginando-se na praia…
Só a Zebra para me fazer rir, neste Sábado complicado. Obrigada.
Um livro fantástico, diz muito bem. Mas, para mim, a mais fantástica de todas as fantásticas aventuras do Corto Maltese continua a ser a “Fábula de Veneza”, aquela dos dois títulos, qualquer deles a servir perfeitamente para o H. Pratt, que no entanto condescendia em que nós, leitores, escolhêssemos o nosso… É, de facto, uma maravilha de imaginação e um inesquecível passeio por Veneza. Que, creio lembrar-me, a prezada Maria Dulce chegou a replicar numa das suas viagens…?
É verdade, Zebra. Já aqui escrevi sobre essa viagem. O meu marido que não é leitor de BD, nunca entendeu muito bem o meu interesse por poços, leões, vielas escuras e estreitas, pátios, portas, varandas, muitas pontes, candeeiros, ficar sentada na praça de S. Marcos às 6 da manhã,
só a olhar e a respirar o encanto que me chegava em golfadas de sol … enfim, são os gostos de cada um.
Um dos meus heróis.
O meu herói n⁰ 1, Sérgio. Bom Domingo.