Legislativas (9)


Patrícia Reis,

 

CONTRA O CÓDIGO GENÉTICO DO PSD

 

Durão Barroso venceu o congresso de Viseu em 2000, contra Pedro Santana Lopes e Luís Marques Mendes – um congresso muito dividido e disputado. O passo seguinte era unir o PSD, estendendo pontes para os dois derrotados. Foi o que Durão fez, com um balanço largamente positivo: Santana avançou como candidato do partido à Câmara de Lisboa, que venceu em Dezembro de 2001, e Mendes encabeçou a lista eleitoral laranja pelo distrito de Aveiro às legislativas de Março de 2002, ganhas pelos sociais-democratas. A mensagem de unidade interna dada por Durão Barroso favoreceu assim o PSD em dois combates eleitorais.

Nessa altura foi assim. Agora, com outra liderança e outras cabeças a definir a estratégia, os sinais vão no sentido oposto: fragmentar em vez de unir, congregar fiéis em vez de estimular o pluralismo interno que faz parte do código genético do partido fundado por Francisco Sá Carneiro. Estamos em plena contagem decrescente: faltam 54 dias para conhecermos os resultados.

6 comentários em “Legislativas (9)”

  1. “(…)fragmentar em vez de unir, congregar fiéis em vez de estimular o pluralismo interno que faz parte do código genético do partido fundado por Francisco Sá Carneiro.”

    quer dizer que foi a Drª Manuela Ferreira Leite é que anda a fragmentar o partido!? Desde que a Drª Manuela Ferreira Leite é lider, o clã de Pedro Passos Coelho de tudo fez para a derrubar , mas nesse caso, pode-se dizer, que Pedro Passos Coelho estimulava o pluralismo interno… e agora querem-no fazer aparecer como uma VITIMA ! é preciso não ter memoria

  2. Nunca vi um lider, promover os seus opositores !!!!
    Ainda para mais, com a possibilidade de formar um governo minoritario….

    Os “alegres” fazem falta é no PS…

    Que sejam todos corridos, aqueles que desejaram a sua queda arduamente ! Coelhinhos, fica para a proxima !

  3. Parece tão óbvio que nem se acredita. Não é a primeira vez que o tema aqui surge, designadamente assinalado por ti. Não passaria pela cabeça de nenhum líder que, com combates à vista, não procurasse unir todos em torno de um projecto congregador.
    Não passaria pela cabeça de nenhum líder, mas passa pela cabeça de um proclamado estratega chamado Pacheco Pereira, a quem já ouvi incitar à fragmentação, mesmo depois da vitória nas Europeias. Não tenho nada com isso, mas é de bradar aos céus.

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