Leituras


Pedro Correia,

300x.webp

 

«A felicidade não se encontra na auto-contemplação; só é sentida quando se reflecte numa outra pessoa.»

Samuel Johnson, Páginas Escolhidas, p. 142

Ed. Qutezal, 2014. Tradução de Miguel de Castro Henriques. Colecção Série Clássica

9 comentários em “Leituras”

  1. É isso mesmo. Amanhã, comece com uma foto de uma moça arrebitada a tomar o primeiro banho do ano na praia de Carcavelos.

  2. será para quem precisa da aprovação de outrem, comtemplar o meu reflexo só se fosse narcisista.
    suponho que a auto contemplação dá ferramentas para navegar o mundo em velocidade de cruzeiro.

  3. e fui ali e já voltei :

    “Si tu paz depende del exterior, vives en manos ajenas; si depende de tu trabajo interno, nadie puede exiliarte de ti.
    No esperes nada de nadie, no encadenes tu ánimo a la gratitud ajena. Da porque eliges dar, ama porque decides amar, construye porque ese es tu Tikkun. Agradecerán algunos, traicionarán otros; habrá flores y habrá piedras. Pero tu felicidad —esa paz que no se compra con elogios ni se rompe con críticas— no viene de lo que el mundo te debe, sino de lo que tú decides ser en medio de un mundo imperfecto. Y en esa decisión reside la auténtica libertad.”
    Prabhuji

  4. O Samuel Johnson (“Doctor” “Doc” “Dr. Johnson”) (1709-1784)
    foi um lexicógrafo, um crítico e um poeta inglês. Nasceu em
    Lichfield, Staffordshire, England, Great Britain. Filho de um
    livreiro, estudou em Lichfield e em Oxford, mas deixou os estudos
    sem obter um grau académico. Tornou-se professor. Em 1737
    foi para Londres e trabalhou como jornalista. A partir de 1747
    trabalhou, durante oito anos, no seu Dictionary of the English Language,
    fundou o jornal moralista The Rambler (1750), e escreveu a sua prosa
    sobre a Abissínia (Etiópia), Rasselas (1759). Em 1762 recebeu uma pensão
    da Coroa, o que o ajudou a ser árbitro de trabalhos literários e de personalidade
    social, nomeadamente no Literary Club, do qual foi membro fundador (1764).
    Em 1765 publicou a sua edição de Shakespeare. A partir de 1772 engajou-se no
    panfletarismo político. Em 1773 foi viajar pela Escócia, com o homem de letras
    e seu biógrafo James Boswell (1740-1795), nascido em Edinburgh, Scotland.
    Escreveu Lives of the Poets (1779-1781). A sua reputação como conversador
    e, até mesmo, como pessoa, vão mais além do que a sua reputação literária.
    Graças a Boswell, o seu trabalho na sociedade ficou mais conhecido.
    A sua biografia pode ser apreciada em Life of Samuel Johnson (1791).

    “A felicidade não se encontra na auto-contemplação; só é sentida
    quando se reflecte numa outra pessoa.”
    (Samuel Johnson, Páginas Escolhidas, p. 142, Quetzal, Lisboa, 2014)

    A frase é dúbia.

    João Barros da Costa

  5. Daí o grande sofrimento que um afecto não correspondido provoca. Tanto que, não sendo possível reflectir a felicidade, muitas vezes se tende a fazer reflectir na outra pessoa a infelicidade sentida.

  6. A citação da capa também não está mal, os googles encontraram-me o parágrafo:

    “Censure is willingly indulged, because it always implies some superiority: men please themselves with imagining that they have made a deeper search, or wider survey than others, and detected faults and follies which escape vulgar observation. Criticism is a study by which men grow important and formidable at very small expense.”

  7. Seria uma ‘felicidade’ totalmente dependente do outro, e irremediavelmente perdida para o si-mesmo. Seria a destruição, para sempre, do Eu pelo Outro.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *