
«As guerras são ganhas por actos e não por palavras.»
C. S. Forester, Afundem o Bismarck! (1959), p. 70
Ed. Círculo de Leitores, 1981. Tradução de João Inácio Imaginário

«As guerras são ganhas por actos e não por palavras.»
C. S. Forester, Afundem o Bismarck! (1959), p. 70
Ed. Círculo de Leitores, 1981. Tradução de João Inácio Imaginário
Mas as guerras vencem alguma coisa?
Não serão sempre derrotas?
Os derrotados Japão e Alemanha, 50 anos depois, são derrotados ou vencedores?
Os russos já perceberam. Cada um faz as operações especias que quer, pode e sabe fazer.
Para destruir lanchas rápidas com droga não era preciso o maior porta aviões do mundo, nem F-22 ali à mão de semear. Enquanto todos olhavam para aquele gigantesco espetáculo bastou o modesto navio de assalto USS Iwo Jima.
Agora os russos já dizem que: “os EUA aumentaram a sua existência por vários séculos, a nossa vai acabar num mês”. Com o barril a 50 dolars…
Ps. Há muito tempo que não se via o Zelensky sorrir. Quem deixou de sorrir foram o chinas.
Tanta soberba e prosápia, subvalorizando os Outros, não será um sinal de desespero dos EUA e ‘UE’? Porque vão à Venezuela mostrar que são valentes, e não vão à China ou à Rússia fazer o mesmo?
Para a Rússia e China o petróleo é uma coisa do passado, que vai ser irrelevante daqui a 10 anos. Razão pela qual a China já exporta mais carros eléctricos do que a Tesla, e a Rússia já aplica energia nuclear a simples fábricas, data-centers, armas, e demais usos, sendo o país onde o estudo e a aplicação de energia nuclear está mais avançado.
O desespero, por nos próximos 3 anos a China passar a ser a 1.ª economia do mundo em PIB, e a Índia a 3.ª, está pôr histéricos os europeus e os trumps.
É o Relatório do FMI que o diz…
Se as palavras não ganham guerras, para que serve a propaganda? Para que serve a diplomacia? Se fossem só os “actos”, não precisávamos de generais, bastava mandar uma manada de búfalos com raiva.
Quem diz isto esquece-se que as guerras começam, mantêm-se e terminam com canetas. O ato de puxar o gatilho é só o fracasso final de quem não soube usar o dicionário.
É uma frase de quem vê muitos filmes do Stallone. É a apologia do “fazer” de quem, geralmente, não faz nada a não ser partilhar citações motivacionais foleiras no LinkedIn.
Resumo: É uma afirmação gira para imprimir numa t-shirt apertada e ir para o ginásio, mas na vida real, um tratado bem escrito mata mais depressa do que um batalhão de broncos que nem sabem ler um mapa.
Bom filme.
Os actos são comandados por palavras que dão razão á guerra.
Exactamente.
P. S.: Quando a diplomacia falha, a guerra é uma fatalidade..
João Barros da Costa
No fim do P. S. falta um ponto.
É assim: (…) fatalidade…
João Barros da Costa
Já Clausewitz o postulou: a guerra é a continuação da política por outros meios. O que as palavras e a diplomacia não conseguem, tentam conseguir os actos.
Tentam, porque muitas vezes também não conseguem, face à resistência subestimada; ou porque em outras tantas ocasiões o objectivo perde pura e simplesmente interesse, ainda que tarde demais para as pilhas de mortos e de escombros que deixa atrás.