
«De uma maneira ou outra, o velho general ficava fora de jogo, uma peça caída no xadrez do Portugal revolucionário. Nessa noite [11 de Março de 1975], a casa de Spínola, na Rua Rafael de Andrade, foi invadida e saqueada por elementos da UDP.»
Bruno Vieira Amaral, António de Spínola, p. 119
Ed. Sábado, 2025

Estive a ler o “livro do apocalise” como lhe chamou e não desgostei: https://leiturasimprovaveis.blogs.s apo.pt/os-engenheiros-do-caos-de-giulian o-da-193251
Em relação a Spínola, cruzei-me com ele en passant, no final de vida, no HUC em Coimbra.
Boas leituras
Vai a tempo de descobrir o extremismo do centro.
Será que o BVA conseguiu escrever um livro sem falar uma única vez no Benfica? Não acredito.
Como de costume nestes processos revolucionários em curso, os reformistas que abriram a brecha são dos primeiros a ser devorados pela enxurrada. Sem o livro Portugal e o Futuro, que Spínola publicou em Fevereiro, provávelmente não teria havido Abril de 1974, mas em Outubro já estava arredado.
O PCP estava impante com o sucesso do guião “Petrogrado 1917”, e apontou ao ponto seguinte – a dissolução da Assembleia Constituinte e “todo o poder aos sovietes”. Mas a sublevação da tropa que deu a cidade a Lenine em Novembro de 1917, em Portugal já tinha sido gasta inicialmente e não pode ser repetida …
Spínola foi outro a perceber tarde de mais que o povo não é de confiança.