
«Uma guerra não se limita a matar uns quantos milhares ou centenas de jovens. Mata qualquer coisa num povo que nunca mais se pode recuperar. E se um povo atravessar suficientes guerras, daí a nada a única coisa que resta é a besta.»
John Williams, Stoner (1965), p. 37
Ed. D. Quixote, 2023 (9.ª ed). Tradução de Tânia Ganho

Realmente a guerra não “mata qualquer coisa”. A guerra destrói tudo o que é caro para dar espaço a que floresça a selva de betão da reconstrução e o negócio das próteses.
E o povo recupera sim, recupera. É só mudar o nome das avenidas, arranjar mais uns tachos, e em 20 anos estão todos a votar nos mesmos que os meteram na guerra, mas com mais tiques moralistas.
A besta é o estado natural do tuga quando lhe dão um megafone ou uma bandeira.
A guerra não cria bestas, legitima-as.
Vi este video ontem e é a confirmação dessa frase. bUbM_iTHF
https://youtu.be/ItnRJGMGqJA?si=oMARvMR
Só mesmo na Rússia.
A Rússia de Ivan o Terrível, Rasputine, Lenine, Estaline e Putin.
“Pentagon Tells Congress It Doesn’t Know Who It’s Killing in Latin American Boat Strikes
War Department officials don’t know the identities of the 61 people who have been extra-judicially executed in US military strikes on boats in the waters near Venezuela and in the Eastern Pacific Ocean, POLITICO reported on Thursday, citing House Democrats who attended a classified briefing on the campaign.”
FONTE: on-tells-congress-it-doesnt-know-who-its-k illing-in-latin-american-boat-strikes/
https://scheerpost.com/2025/11/01/pentag
Obviamente, ZERO críticas e ZERO sanções dos vassalos corruptos europeus contra o seu dono em Washington.
E, claro, ZERO ajuda militar ou sequer humanitária para os países vítimas disto.
Só mesmo no ocidente.
A Alemanha de Hitler e Scholz e Merz, Espanha de Franco e Aznar e Rajoy, Portugal de Salazar e Costa e Montenegro, Itália de Mussolini e Draghi e Meloni, Ucrânia de Stepan Bandera e Poroshenko e Zelensky, França de Vichy e Macron, Reino Unido de Churchill e Thatcher e Boris e Starmer, EUA de Bush, Obama, Biden, Trump, a UE/NATO da Leyen, Kallas, Rutte, Stoltenberg, a “israel” de Netanyahu e companhia.
Todos imperialistas, colonialistas, em vários sabores de fascismo, todos terroristas, criminosos de guerra, xenofobos, invasores ilegais, violadores de direitos humanos, provocadores de fomes, e GENOCIDAS.
Ou seja, a “democracia e liberdade” ocidental.
NOTA: peço desculpa pela comparação com Hitler. De facto, é incomparável, pois ao menos Hitler tinha vergonha e tentou esconder o genocídio dos Eslavos/Comunistas (27 milhões) e dos Judeus NÃO-sionistas (7 milhões). Já os nazis actuais (“democratas” Liberais), transmitem um GENOCÍDIO em directo, chamam-lhe “defesa”, chamam “reféns” aos reservistas das SS israelitas, e ainda se regozijam do extermínio de mulheres e crianças indefesas em frente às câmaras!
Não se limita a matar uns quantos milhares ou centenas de jovens, não. Também mata anciãos, crianças e animais em doses redobradas.

E no fim resta a besta, a única condição humana que se trouxe à nascença e que verdadeiramente sempre nos acompanhou.
Nos primeiros 500 anos de existência quantas vezes Portugal teve paz?
John Williams … mente.
Como se à destruição, não se seguisse a criação, e novamente a reconstrução.
A Natureza desmente este John Williams.
Adorei o livro
Gostei muito também – e recomendo-o.
Num encontro do Círculo Literário deliberamos sobre o romance do americano John Williams (1922-1994) Stoner, divulgado após 50 anos de esquecimento.
Fizeram muito bem.
Pedro Correia põe um texto em que se questiona “o que resta” quando se morre.
E os comentários fogem a sete pés de debater essa importante questão, que já tinha preocupado Heraclito e Parménides, numa discussão em que se puseram em campos opostos.
Têm medo de debater a questão?
“o que resta” quando se morre
Resta o corpo, ao qual tem que se dar um destino, para que ele não fique por aí a apodrecer, causando doenças.
E restam as memórias dos vivos, claro, as quais são crescentemente imprecisas e evanescentes.
Certo.
Mas como podem restar memórias se aquele que as tinha já não tem senão um corpo morto?
Haverá um qualquer ‘resto’ (uma qualquer ‘coisa que resta’) do Ser quando o seu Corpo morre? Ou não?
Essa é a parte difícil da questão. Que tem perseguido esse debate desde o início da Humanidade (por ex. entre Parménides e Heraclito, ou, modernamente, entre Ph. Descola e Dan Sperber, entre muitos outros).
Se houver qualquer ‘coisa que resta’ depois do corpo se ir, então, Descartes tem razão. E quem afirma que Descartes errou, cometeu um erro.
Quando Williams escreveu isto os EUA estavam a atravessar a guerra do Vietname, após terem atravessado a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Coreia. Daí a nada a única coisa que restaria dos americanos seria a besta.
mas é isso mesmo que resta
são umas bestas , os americanos , hoje em dia.
são umas bestas , os americanos , hoje em dia
Eu não disse tal coisa… Só escrevi que, se Williams estivesse certo, então os americanos por volta do ano 2000 seriam, maioritariamente, umas bestas.
eu sei que não disse , quem o disse e pensa sou eu: os americanos são umas bestas , a epitome é o trump.

a epitome é o trump
Talvez não… antes dele tivemos Clinton, que derramava sémen nos vestidos azuis de uma estagiária (nem sequer sabia onde se deve largar o sémen, o parvo) e depois, para fazer o povo esquecer isso, se pôs a bombardear a Sérvia de forma selvagem.
Vítima de envenenamento por chumbo, tal como aventei em comentário mais abaixo.
Há também a teoria de que por volta do ano 2000 os americanos seriam vítimas em massa de envenenamento por chumbo, o qual causa desarranjos mentais e potencilmente tendências violentas.
A história é simples, os americanos pintavam as suas casas (maioritarimente feitas de madeira) com tintas contendo chumbo. Com o tempo essas tintas iam descascando e o chumbo que elas continham ia parar ao ar. Para piorar a situação, a gasolina era aditivada com um composto de chumbo (o tetracloreto de chumbo, salvo erro) para lhe dar mais octanas. A gasolina queimada também libertava chumbo para o ar.
Consequência, a concentração de chumbo no sangue dos americanos veio sempre a subir até por volta do ano 2000. Os americanos sofriam maciçamente de taras provocadas pelo envenenamento por chumbo.
Pois, pois, desculpas… Se não são os hambúrgueres é o chumbo, se não são os hambúrgueres nem o chumbo são os atavismos que ficaram da Conquista do Oeste ou da Corrida ao Ouro – quando ainda não havia hambúrgueres nem mixórdias com chumbo e já a “tara” americana da violência (e da ganância) era infecciosa.
Guerra…
Cumpri o Serviço Militar Obrigatório em 1982 e em 1983,
durante dezasseis meses. Percurso feito no Exército,
em três quartéis: Regimento de Infantaria de Beja (Beja),
Batalhão de Caçadores 5 (Lisboa) e Chesmati – Chefias
do Material de Instrução (Lisboa), neste último durante doze meses.
Portugal participou em muitas guerras desde que existe.
Guerras próprias e alheias. Enumerá-las seria fastidioso
e iria originar uma longa lista com datas, locais, nomes,
resultados e as razões. Para além disso, quem se interessa
pela História de Portugal, sabe onde está essa informação
(não me estou a referir à Internet).
Quanto ao John Williams, autor que nunca li, pela curta
transcrição, não vai merecer a minha leitura…
Nem sei se a tradução foi bem feita…
“Uma guerra não se limita a matar uns quantos milhares
ou centenas de jovens. Mata qualquer coisa num povo
que nunca mais se pode recuperar. E se um povo atravessar
suficientes guerras, daí a nada o que resta é a besta.”
(John Williams, “STONER”, 1965)
Claro que uma guerra mata jovens, aos milhares ou às centenas.
Mulheres grávidas com os seus fetos, bebés, crianças,
adolescentes, adultos jovens, adultos de “meia-idade” e adultos
idosos (m/f) morreram em guerras.
Uma guerra mundial mata milhões e de todas as idades, como
já aconteceu.
Mas será que o John Williams se referiu apenas a jovens por
serem a garantia da continuação de um Povo? Creio que sim.
A seguir, o John Williams escreve “qualquer coisa” (“something”).
Mas “qualquer coisa”, para o John Williams, é o quê?
A última palavra, na transcrição, é “besta”.
Mas qual “besta”?
A “besta” do Apocalipse (BÍBLIA)?
Aparentemente, para o John Williams, um povo
pode ser uma espécie de ser único e indivisível.
Para mim, é…
Cumprimentos.
João Barros da Costa
A essência do pragmatismo é a praticidade. Sejamos então práticos: a luta pela egemonia mundial é clara. EUA e China procuram a supramacia. A federação russa não quer ficar para trás.
Como ocidental, a escolha é óbvia: Somos nós contra eles. Os defensores de regimes como o chinês ou o russo, habitam numa zona errada.