
«Nada é mais violento do que a política; se os militares só combatem quando estão em guerra, os políticos estão em guerra o tempo todo.»
Giuliano da Empoli, A Hora dos Predadores (2025), p. 64
Ed. Gradiva, 2025. Tradução de Jorge Pereirinha Pires

«Nada é mais violento do que a política; se os militares só combatem quando estão em guerra, os políticos estão em guerra o tempo todo.»
Giuliano da Empoli, A Hora dos Predadores (2025), p. 64
Ed. Gradiva, 2025. Tradução de Jorge Pereirinha Pires
Estão em guerra mas não fazem feridos nm mortos. É uma grande vantagem.
o mundo entregue a velhos ditadores ultrapassados.
eleição em lugar de revolução.
Na trincheira da política, onde a guerra é perpétua e os combates não dão tréguas, o político é um combatente incansável. Com um sorriso forçado e um fato impecável, ele
lança discursos como granadas e promessas como rajadas de metralhadora. Os seus olhos, outrora cheios de idealismo, agora refletem a fadiga de quem vive em constante batalha. No meio do caos, entre balas de retórica e estilhaços de ideologias, ele agarra-se ao poder como um soldado à sua arma, pronto para mais uma missão nesta guerra sem fim, rumo à vitória final.
“os políticos estão em guerra o tempo todo.» , sendo que as vitimas diárias somos nós , que eles são almirantes e não sujam as mãos.
adoro o titulo , diz tudo.
E mesmo quando os militares combatem, fazem-no em guerras decididas por políticas de gente que de político tem pouco ou nada, apenas obsessões de poder e taras de domínio.
Mas quando é que na História não foi a “hora dos predadores”? Que se volte à barbárie quando se tinham enfim encontrado equilíbrios de coexistência civilizada, e nos vejamos obrigados a restaurar em marchas forçadas um belicismo defensivo, sob pena de perdermos a paz tão duramente aprendida, é verdadeiramente chocante pela intrínseca insensatez.
Insensatez de uns, pela insistência em satisfazem as bestialidades de machos alfa à custa da vida e da morte dos seus semelhantes. E dos outros, por terem andado a dormir na forma e a acreditar em almoços grátis pagos por predadores, apesar dos muitos sinais e avisos do(s) perigo(s) iminente(s).
Porque este livro, sendo um livro pertinente, de um bom autor, também mais não é do que uma constatação de factos já conhecidos, ou facilmente presumíveis, sobre as realidades da realpolitik e do desconcerto do mundo que só não vê quem não quer ver.
Mas enfim, o conhecimento fundamentado nunca é excessivo; e quanto mais se souber menos se pode alegar ignorância sobre os predadores e suas horas…