Leituras


Pedro Correia,

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«Todos odiamos às vezes aquilo que mais amamos. O ódio passa, o amor fica.»

Manuel Vázquez Montalbán, Assassinato no Comité Central (1981), p. 252

Ed. Quetzal, 2025. Tradução de Manuel de Seabra. Colecção Serpente Emplumada

2 comentários em “Leituras”

  1. O Montálban preenche sozinho uma classe à parte no romance policial. Por vezes até me acontece descurar os crimes propriamente ditos, tão ricos de vida são os seus livros.

  2. Amor e Ódio é o que permanece, por serem duas faces da mesma realidade humana.
    Seja qual for permaneça, faz permanecer o seu inverso.
    Amor e Ódio é uma compreensão errada da Vida e do comportamento dos seres-humanos, baseada na ideologia do Dualismo.
    Quem constrói o Ódio é o Amor, e vice-versa. Foram essas duas partes inversas, opositivas, isomorficamente simétricas, que se inventaram a si-mesmas.
    Montalbán não conseguiu ultrapassar esse limite cognitivo.

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