
«Todos odiamos às vezes aquilo que mais amamos. O ódio passa, o amor fica.»
Manuel Vázquez Montalbán, Assassinato no Comité Central (1981), p. 252
Ed. Quetzal, 2025. Tradução de Manuel de Seabra. Colecção Serpente Emplumada

«Todos odiamos às vezes aquilo que mais amamos. O ódio passa, o amor fica.»
Manuel Vázquez Montalbán, Assassinato no Comité Central (1981), p. 252
Ed. Quetzal, 2025. Tradução de Manuel de Seabra. Colecção Serpente Emplumada
O Montálban preenche sozinho uma classe à parte no romance policial. Por vezes até me acontece descurar os crimes propriamente ditos, tão ricos de vida são os seus livros.
Amor e Ódio é o que permanece, por serem duas faces da mesma realidade humana.
Seja qual for permaneça, faz permanecer o seu inverso.
Amor e Ódio é uma compreensão errada da Vida e do comportamento dos seres-humanos, baseada na ideologia do Dualismo.
Quem constrói o Ódio é o Amor, e vice-versa. Foram essas duas partes inversas, opositivas, isomorficamente simétricas, que se inventaram a si-mesmas.
Montalbán não conseguiu ultrapassar esse limite cognitivo.