
«Outra consequência do 11 de Março [de 1975] é a suspensão do Partido da Democracia Cristã (PDC), liderado por José Eduardo Sanches Osório, um major do Exército com intervenção no 25 de Abril que, falhado o golpe, fugira com Spínola para Espanha. O CDS havia celebrado com o PDC uma plataforma com vista a uma candidatura conjunta às eleições para a AC [Assembleia Constituinte], que teriam lugar a 25 de Abril seguinte, mas o eclipse do parceiro não só obriga os centristas a desfazer a coligação como a reformular as listas de candidatos em apenas cinco dias, de forma a cumprir o prazo de entrega, o que os leva a arregimentar todo o tipo de gente ao alcance para colmatar as lacunas, incluindo empregados domésticos, caseiros, motoristas ou seguranças.»
Joaquim Vieira, Freitas do Amaral, p. 76
Ed. Sábado, 2025

incluindo empregados domésticos, caseiros, motoristas ou seguranças
Fazia parte das funções de todos eles darem o nome e a assinatura para as listas de candidatos.
Se não cumprissem teis funções, eram despedidos.
Tivessem sido ‘democráticos’. Tivessem perguntado ao Povo em julho de 1974.
Fizessem eleições democráticas no «25 de Abril», em vez de terem assaltado os meios de comunicação social, posto lá os seus militantes marxistas-socialistas-leninistas, e só depois as terem feito.
E ainda falam em ‘democracia’, e em Putin, Trump, Xi, Netanyahu, ‘UE’, e outros… São piores do que eles.