Ensina sim. Mas no sentido da compreensão. Porque, simultaneamente também se perde paciência para certas figuras. Mas do ponto de vista da largueza da compreensão, concerteza.
A propósito “E por tolerância, não entendemos aqui a piedosa inclinação para suportar o outro, sob genéricas alegações de humanidade ou de virtude, mas a capacidade para compreender para além das aparências imediatas, para compreender as motivações reais do comportamento alheio, e sobretudo, do nosso próprio comportamento. Por tolerância, não queremos significar a largueza de coração, mas acima de tudo, a largueza – possível – da compreensão.”
in “Tire a mãe da boca” de João de Sousa Monteiro, p. 55
Caro Pedro, depois de ter lido o comentário acima senti-me na obrigação de fazer uma declaração público-blogosférica :)) o Pedro é a pessoa na blogosfera mais tolerante que eu conheço. Estou à vontade para o dizer, desde logo porque estou muitas vezes em total desacordo com o que escreve, o que faz com que, quando estamos de acordo eu me sinta muito mais tolerante dentro da minha intolerância :)))
Pedro, boa sugestão de leitura – Não sou o que pode chamar uma grande leitora e, (disperso-me por muitos outros interesses) deste autor só o conheço e através a sua obra adaptado para televisão , na série , de boa memória – “Reviver o Passado em Brideshead “- mundialmente aclamada, gostei imenso na altura, gostaria de rever.. Não sou, como gostaria uma grande leitora, disperso-me por muitos interesses – o que eu sou mesmo é – “uma diletante” :)) Ariel , em sequência ao seu comentário e ao anterior – e inspirada na “citação” em rodapé do livro, também, o motivo do meu desabafo – espero muito em breve, após o meu “estágio” como leitora do DO , confirmar o que a Ariel disse sobre o Pedro quanto a ele ser uma pessoa tolerante – não faltará muito:))
Sem dúvida, Pedro. A vida ensina-nos isso, mas nem todos aprendem a lição: há muitos que endurecem, azedam e culpam o mundo inteiro por isso.
Mas a tolerância é um estado de espírito politicamente incorrecto hoje em dia, não sabias? Dizem que corresponde a um sentimento de superioridade, de desigualdade: tolerar é olhar de cima. Quanto a mim, não vejo mal nenhum nisso: quem aceita os outros como eles são, tem mesmo alguma superioridade. Que bom seria se todos fôssemos assim superiores…
Os que não aprendem a lição da vida é porque mataram o pai e a mãe só para dizer que são órfãos, querem os vivos no outro mundo daqui a dez anos e ficam a avaliar a profundidade aconselhável para uma morte por afogamento como deve ser.
Ainda bem que gostaste, Daniela. Estas nossas trocas de ideias nos blogues também servem para isso. O romance é uma obra-prima, tanto maior por ter dois finais substancialmente distintos. Uma marca de originalidade que coroa este impiedoso retrato da natureza humana onde só uma personagem se salva (num dos finais, no outro nem por isso).
O que a vida me tem ensinado ultimamente é que, por este andar, ainda tenho que fixar uma avença com o Pedro pelas dicas de leitura. 1939 leu-se num instante e agora vou tratar de morder um punhado de pó.
‘1939’, de facto, lê-se num instante. Agora a ler uma obra monumental: ‘A Segunda Guerra Mundial’, de Martin Gilbert. Um livro excepcional. Tem cerca de 1000 páginas, mas lê-se muito bem, Mike. Um terço já está lido.
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Acho uma grande verdade. Eu próprio tenho reflectido muitas vezes nisso mesmo.
você é tolerante ? se é, não me tinha apercebido…
Por acaso até é. Ainda ontem telefonei ao Miguel Relvas a perguntar e ele respondeu-me:
– O Pedro Correia?! É dos homens mais tolerantes que conheço.
Ainda bem que esta frase me apareceu no caminho. Já começava a achar o Tric intolerável.
Ensina sim. Mas no sentido da compreensão. Porque, simultaneamente também se perde paciência para certas figuras. Mas do ponto de vista da largueza da compreensão, concerteza.
A propósito
“E por tolerância, não entendemos aqui a piedosa inclinação para suportar o outro, sob genéricas alegações de humanidade ou de virtude, mas a capacidade para compreender para além das aparências imediatas, para compreender as motivações reais do comportamento alheio, e sobretudo, do nosso próprio comportamento.
Por tolerância, não queremos significar a largueza de coração, mas acima de tudo, a largueza – possível – da compreensão.”
in “Tire a mãe da boca” de João de Sousa Monteiro, p. 55
Muito bem. Clap-clap-clap…
Mais clap clap, Maria do Sol.
É só mimo Ana. Obrigada.
:)))
Clap clap clap também daqui.
Caro Pedro, depois de ter lido o comentário acima senti-me na obrigação de fazer uma declaração público-blogosférica :)) o Pedro é a pessoa na blogosfera mais tolerante que eu conheço. Estou à vontade para o dizer, desde logo porque estou muitas vezes em total desacordo com o que escreve, o que faz com que, quando estamos de acordo eu me sinta muito mais tolerante dentro da minha intolerância :)))
Sem brincadeira nenhuma. Subscrevo completamente a observação da Ariel.
:))
As meninas estragam-me com mimos… Concordem ou discordem são sempre bem-vindas. E gosto que sintam que esta casa também é vossa.
Pedro, boa sugestão de leitura – Não sou o que pode chamar uma grande leitora e, (disperso-me por muitos outros interesses) deste autor só o conheço e através a sua obra adaptado para televisão , na série , de boa memória – “Reviver o Passado em Brideshead “- mundialmente aclamada, gostei imenso na altura, gostaria de rever..
Não sou, como gostaria uma grande leitora, disperso-me por muitos interesses – o que eu sou mesmo é – “uma diletante” :))
Ariel , em sequência ao seu comentário e ao anterior – e inspirada na “citação” em rodapé do livro, também, o motivo do meu desabafo – espero muito em breve, após o meu “estágio” como leitora do DO , confirmar o que a Ariel disse sobre o Pedro quanto a ele ser uma pessoa tolerante – não faltará muito:))
O comentário está tal mal egendrado.
Desculmem.
O meu comentário está tal mal engendrado.
Desculpem.
Tá descurpada.
Sem dúvida, Pedro. A vida ensina-nos isso, mas nem todos aprendem a lição: há muitos que endurecem, azedam e culpam o mundo inteiro por isso.
Mas a tolerância é um estado de espírito politicamente incorrecto hoje em dia, não sabias? Dizem que corresponde a um sentimento de superioridade, de desigualdade: tolerar é olhar de cima. Quanto a mim, não vejo mal nenhum nisso: quem aceita os outros como eles são, tem mesmo alguma superioridade. Que bom seria se todos fôssemos assim superiores…
Os que não aprendem a lição da vida é porque mataram o pai e a mãe só para dizer que são órfãos, querem os vivos no outro mundo daqui a dez anos e ficam a avaliar a profundidade aconselhável para uma morte por afogamento como deve ser.
É isso, é isso…
🙂
Inteiramente de acordo, Ana.
Adoro este livro. Aliás, devo a leitura deste livro ao Pedro que quando foi da feira do livro postou um texto sobre este livro.
Ainda bem que gostaste, Daniela. Estas nossas trocas de ideias nos blogues também servem para isso. O romance é uma obra-prima, tanto maior por ter dois finais substancialmente distintos. Uma marca de originalidade que coroa este impiedoso retrato da natureza humana onde só uma personagem se salva (num dos finais, no outro nem por isso).
O que a vida me tem ensinado ultimamente é que, por este andar, ainda tenho que fixar uma avença com o Pedro pelas dicas de leitura. 1939 leu-se num instante e agora vou tratar de morder um punhado de pó.
‘1939’, de facto, lê-se num instante. Agora a ler uma obra monumental: ‘A Segunda Guerra Mundial’, de Martin Gilbert. Um livro excepcional. Tem cerca de 1000 páginas, mas lê-se muito bem, Mike. Um terço já está lido.
Pedro, depois das 1.500 páginas de Diplomacia do HK, estou capaz de me atirar à Segunda Guerra Mundial. Mas para já vou apanhar pó. Abraço.
Ora bem. Parafraseando um conhecido ‘slogan’ do Maio 68, debaixo do pó, os livros.