Leituras


Patrícia Reis,

 

"Separar a questão principal das questões secundárias é a primeira tarefa da mente organizada."

Hercule Poirot, em Testemunha Muda, de Agatha Christie

(ASA, 2006)

14 comentários em “Leituras”

  1. desde que se estipule à priori o que é o essencial e o que é o acessório 😉 nem sempre fácil ..

    (e não me cites Saint Exupéry s.f.f.) ;))

  2. Hercule Poirot é um grande detetive fictício e protagonista da maioria dos livros de Agatha Christie, comparável apenas a Sherlock Holmes, famoso detetive da ficção policial. Um grande número das obras onde Poirot aparece se tornaram filmes, séries de televisão, rádio e teatro. Foi vivido no cinema por Albert Finney e por Sir Peter Ustinov e na série televisiva por David Suchet.
    De nacionalidade belga (embora muitos o julguem francês), Poirot é uma personagem extremamente extravagante. Usa bigode e tem sempre uma aparência elegante e impecável com um grande charme. O seu nome é deliberadamente absurdo, pois Hercule relembra o herói Hércules da mitologia grega, porém o detetive é um homem pequeno. O sobrenome Poirot tem origem em poireau , que em francês significa alho-porro ou verruga . O personagem apareceu pela primeira vez em 1920, no romance “O misterioso caso de Styles” (The mysterious affair of Styles).
    Poirot é um grande fã da ordem e do método, daí estar sempre impecavelmente vestido. Chega, em certos momentos, a ser rabugento. Costuma dizer ao seu amigo Hastings que: “o seu crime de sonho seria realizado com método e ordem…” e acredita que “se houvesse um criminoso assim, seria impossível, incluindo o próprio Hercule Poirot, descobrir o verdadeiro culpado”.
    Ao contrário dos outros grandes detetives da Scotland Yard, Poirot diz que pode resolver um crime estando “apenas sentado na sua poltrona”. Ele compara os seus colegas a “cães de caça humanos”, pois eles usam as pequenas pistas no chão, as pegadas e as impressões digitais como método de trabalho; enquanto que Poirot usa, como único meio, a psicologia humana e o que ele chama de “massa cinzenta”. Não é um detetive de ação, mas meramente dedutivo.
    Poirot diz que a mente humana não tem nenhuma originalidade, pois quando um criminoso comete um crime, o seu método psicológico é sempre o mesmo.

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