Recomendo muito este romance. Tinha-me passado despercebido, só este ano o li: calhou pegar nele num alfarrabista. Conquistou-me logo nos parágrafos iniciais.
Chama-se “Directa” e faz sentido: a acção decorre em 24 horas e nesse período o protagonista não repousa sequer um minuto, envolvido com graves questões familiares e a militância política na oposição.
Este foi um dos escassos livros de ficção que “ficaram na gaveta” durante o salazarismo – juntamente com “Sinais de Vida” (de Sena) e “O Milagre Segundo Salomé” (de Miguéis), poucos mais.
Saiu mum tempo muito diferente, na ressaca do processo revolucionário, tinham passado 15 anos apenas mas era como se houvesse duas ou três gerações a separar a atmosfera política do livro da vida real.
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«O poeta é um fingidor.»
Fernando Pessoa
Recomendo muito este romance. Tinha-me passado despercebido, só este ano o li: calhou pegar nele num alfarrabista. Conquistou-me logo nos parágrafos iniciais.
Chama-se “Directa” e faz sentido: a acção decorre em 24 horas e nesse período o protagonista não repousa sequer um minuto, envolvido com graves questões familiares e a militância política na oposição.
Este foi um dos escassos livros de ficção que “ficaram na gaveta” durante o salazarismo – juntamente com “Sinais de Vida” (de Sena) e “O Milagre Segundo Salomé” (de Miguéis), poucos mais.
Saiu mum tempo muito diferente, na ressaca do processo revolucionário, tinham passado 15 anos apenas mas era como se houvesse duas ou três gerações a separar a atmosfera política do livro da vida real.