Felizmente, esta esquizofrenia presidencial está mesmo a chegar ao fim. O meu lado alegre e nobre esteve quase, quase a sucumbir à vontade de armar em chico esperto, tirar um coelho da cartola sem dar cavaco a ninguém, e virar um defensor monárquico. Há limites para a resistência humana.


Ana, aguenta-te. Estamos quase na segunda-feira e a democracia não se esgota nas eleições, nem nestas nem nas que se seguem.
Obrigada pelo apoio, Fernando. Foi um desabafo, já estou melhor…
🙂
Monárquica nunca. Só de pensar no herdeiro do trono temo o pior.
Pois é, também temo o pior desse lado. Ou seja, não há fuga possível.
Concordo com a Ana, a campanha foi indigente, frágil e periclitante. É perigoso para a democracia haver campanhas assim.
Pois, as peixeiradas democráticas não deixam de ser peixeiradas. E aquelas a que assistimos ultimamente foram vergonhosas.
Até ver só temos a dívida soberana…
Eu neste ‘dia de reflexão’ estou cheio de dúvidas soberanas…
Como já andava a reflectir levo-te uma pequena vantagem que não levarás a mal: comigo, pela primeira vez ao fim de 37 anos, não contam. Sinto que rejuvenesci. Mais tarde logo se vê.
Também estou quase nesse ponto, Fernando. Mas não deixa de ser uma “não solução”.
De facto, Ana. Mas a minha decência e sentido de cidadania são muito maiores do que a capacidade argumentativa – um género quase extinto, suponho. Assim falaremos melhor sobre isto mais tarde.
Entendo-te perfeitamente.
E ameaça subir, Rui, de soberana a imperial.
Esperai por uma segunda volta.
O povo é sereno…
O povo já mal respira, de fraqueza e de exaustão. É por isso que é sereno.
Partilho inteiramente da sua angústia.
Uma pessoa está a 5 mil kms de casa, liga a TV para se actualizar com o que se passa na terrinha e matar algumas saudades e é literalmente intoxicado com as presidenciais! Haja ponderação…
Não há ponderação, Daniel. Nem vergonha, infelizmente. Se quer manter a sanidade mental e o amor pela terrinha, o melhor é não ligar a televisão…
Pois o meu sentimento monárquico, Ana, tem-se fortalecido nesta campanha. Muito.
Eu não sou monárquica, Gi, nada a fazer. Mas percebo bem essa opção, perante a miserável demonstração de democracia a que temos assistido.
Não há dúvida que os apelantes à abstenção fornecem um contributo insubstituível para a solução do problema. Além, claro, de manifestarem fartos dotes de inteligência…
Caro A. Peres Pimenta, focou uma questão muito pertinente. É que a nossa inteligência é mesmo de questionar desde logo quando não se percebe nem aceita a importância e peso das alternativas, como é o caso da abstenção face à mediocridade do que nos é proposto.
Ora, aqui está um exemplo da mais subida inteligência…
Dê-me lá então uma ajudinha porque eu pouco inteligente me confesso. Qual é, na sua douta certeza, o contributo inteligente a dar face à conjuntura e contexto do cenário tão medíocre que nos propõem? Será o mal menor?
O Coelho vai ser uma surpresa para certos políticos e comentadores!
SOCORROOOOOOOOO