Limites


Ana Vidal,

 

 

Felizmente, esta esquizofrenia presidencial está mesmo a chegar ao fim. O meu lado alegre e nobre esteve quase, quase a sucumbir à vontade de armar em chico esperto, tirar um coelho da cartola sem dar cavaco a ninguém, e virar um defensor monárquico. Há limites para a resistência humana.

25 comentários em “Limites”

      1. Como já andava a reflectir levo-te uma pequena vantagem que não levarás a mal: comigo, pela primeira vez ao fim de 37 anos, não contam. Sinto que rejuvenesci. Mais tarde logo se vê.

          1. De facto, Ana. Mas a minha decência e sentido de cidadania são muito maiores do que a capacidade argumentativa – um género quase extinto, suponho. Assim falaremos melhor sobre isto mais tarde.

  1. Partilho inteiramente da sua angústia.
    Uma pessoa está a 5 mil kms de casa, liga a TV para se actualizar com o que se passa na terrinha e matar algumas saudades e é literalmente intoxicado com as presidenciais! Haja ponderação…

    1. Não há ponderação, Daniel. Nem vergonha, infelizmente. Se quer manter a sanidade mental e o amor pela terrinha, o melhor é não ligar a televisão…

  2. Não há dúvida que os apelantes à abstenção fornecem um contributo insubstituível para a solução do problema. Além, claro, de manifestarem fartos dotes de inteligência…

    1. Caro A. Peres Pimenta, focou uma questão muito pertinente. É que a nossa inteligência é mesmo de questionar desde logo quando não se percebe nem aceita a importância e peso das alternativas, como é o caso da abstenção face à mediocridade do que nos é proposto.

        1. Dê-me lá então uma ajudinha porque eu pouco inteligente me confesso. Qual é, na sua douta certeza, o contributo inteligente a dar face à conjuntura e contexto do cenário tão medíocre que nos propõem? Será o mal menor?

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