Lê-se no Público: "O PSD está irredutível na recusa do nome de Jorge Miranda, proposto pelo PS, para o cargo de provedor de Justiça. A decisão final foi tomada ontem na comissão permanente do partido e radica apenas no facto de não ter sido uma escolha dos social-democratas, uma posição de princípio de Manuela Ferreira Leite.". Se isto for verdade, é não apenas ridículo como absolutamente demolidor para a própria figura de Ferreira Leite, que anda há tempos a vender a ideia de que com ela a prioridade será sempre o país, e não os partidos. Esta era uma excelente oportunidade para mostrar objectivamente a tal imagem de credibilidade a que tantas vezes se refere, aceitando um nome com qualidades indiscutíveis para o cargo e libertando o país de um drama bizarro que se arrasta há meses, permitindo que se voltem a discutir as questões que realmente apoquentam a nossa sociedade. Prolongar esta polémica por querelas partidárias e "posições de princípio" assentes em meros joguinhos de poder é apenas (mais) um tiro no pé da líder do PSD.
Mais um prego no caixão laranja
José Gomes André,

A posição irredutível do PSD não abona muito a seu favor. Mas o PS, com ou sem a voragem de querer comer tudo, não abona mais sobre si próprio: trazer o nome de Jorge Miranda e das duas escolhas anteriores para a praça pública é o mesmo que dizer que a figura agora em causa é uma terceira escolha.
É suposto que nem Jorge Miranda aceitaria, como não aceitaria o cargo depois de ver o seu nome correr os cantos todos da praça pública…
Pois é, e depois vem a Avó Manuela sempre com aquela conversa do que é melhor «pó país».
O post é certeiro.
Mais um prego nos caixões LARANJA e ROSA:
Num jogo de irrelevâncias,
de carácter instrumental,
tantas são as insignificâncias
de baixo nível mental.
Por uma questão de direitos
de que pensam tutores,
de moralismos desfeitos
estes partidos são delatores.
Esta espécie de ouvidor
do mexilhão injustiçado,
este caso é revelador
de um moralismo desengonçado!
Tens toda a razão, José. E a expressão é mesmo essa: mais um prego no caixão laranja.
O que muda aqui? O admitir que se ‘vota’ contra por não ter sido uma escolha nossa? Estes braços de ferro infantis são o pão nosso de cada dia no mundo da política. Ninguém pensa no país, mas sim no que fica melhor, nos votos que dá, no passo que se pode dar em relação ao poder. Triste.