Melhores livros de 2008


Patrícia Reis,

Quais foram os melhores livros que li em 2008? Das edições do ano, destaco 1808, do jornalista brasileiro Laurentino Gomes – recriação dos 12 anos que a família real portuguesa passou no Rio de Janeiro, transferida a corte de Lisboa para o outro lado do Atlântico por força das invasões estrangeiras. É uma viagem saborosíssima à época em que se forjou a independência brasileira, unindo as duas coroas na mesma família – uma obra escrita num estilo ágil e atraente, que nos prende da primeira à última linha.

Ainda de um autor brasileiro, embora já não de 2008, adorei Chega de Saudade – a história da bossa nova, desde os seus primórdios, com a assinatura prestigiada de Ruy Castro. Houve três romances que me tocaram muito: Expiação, de Ian McEwan, O Homem em Queda, de Don DeLillo, e A Mancha Humana, de Philip Roth. Ainda a excelente biografia do general De Gaulle, escrita pelo seu filho Philippe – De Gaulle, Mon Père. E Não Percas a Rosa, originalíssimo diário da abortada revolução portuguesa de 1975 – reedição da obra há muito esgotada de Natália Correia. E um clássico de todos os tempos: Miguel Strogoff, de Júlio Verne, que foi uma das minhas melhores leituras de Verão.

12 comentários em “Melhores livros de 2008”

  1. Li e gostei muito do Chega de Saudade, Pedro. Do Ruy Castro também gostei de Estrela Solitária (a história de Garrincha muito bem contada). Sabe que mais? fiquei curioso com Expiação e nem sei explicar porquê.

    1. Ah, eu sei explicar. Foi pelo mesmo motivo que eu: vi o filme e corri para o livro. Acertei, Mike?

      O Ruy Castro é um autor de que gosto muito. Adorei o livro dele sobre o Rio de Janeiro, que por acaso li pouco antes de viajar para lá, e a excepcional biografia de Vinicius de Moraes, uma das melhores obras do género que já li.

    1. Simplesmente inesquecível, tal como outros livros de Verne – ‘Cinco Semanas em Balão’, ‘O Náufrago do Cynthia’, ’20 mil Léguas Submarinas’, ‘Viagem ao Centro da Terra’, ‘A Volta ao Mundo em 80 Dias’ e um de que se fala menos mas que acho também fabuloso – ‘A Mulher do Capitão Branican’.

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