Por falta de vontade, o que é grave, ou por falta de capacidade, o que é mais grave, o governo tem óbvia dificuldade para diminuir as suas despesas. Contudo, para grandes males, grandes remédios: se o governo não consegue de outro modo, mais valia ter cortado um ministério inteiro, que a poupança já seria jeitosa.
Com efeito, tratava-se apenas de decidir entre ter um Ministério do Ambiente e da Cultura ou um Ministério da Cultura e do Ambiente. Um e outro são tão transparentes que ninguém sentiria a falta nem daria pela diferença. Percebe-se, claro, que a decisão seria complicada. Afinal, se cortasse os dois teria poupado muito mais. E também ninguém daria por isso…

Épá, isso de cortar os dois até me deu arrepios…
E depois o que faziam à frota de automóveis, assessores e secretárias?
Penso que a questão se resolveria, não com cortes, mas talvez apenas com uma reformulação de dois em um. O problema pôr-se-ia na designação do novo ministério: – Ministério do Ambiente Cultural ou Ministério da Cultura Ambiental ?? Um caso para pensar…
A melhor maneira de diminuir as despesas é dispensar, em todos os Ministérios, metade dos acessores, e metade dos acessores dos acessores.
Acabar com as mordomias, afinal ganham bem demais bem podem comprar um popó e pagar a respectiva gasolina e manutenção!
Mas NUNCA dispensar a senhora dos cafézinhos!
É quem faz mais falta e de quem é mais notada a sua ausência!
Acessores? O que é isso, Virgínia?
Ups!
Obrigada Berbigão!
A palavra correcta é assessores.
Desculpem a calinada!!!
Havendo vontade, até se podia cortar mais um ou dois, mas o problema resolvia-se facilmente, cortando algumas mordomias. Que não são exclsivas dos ministérios, mas se estendem também a Direcçoes Gerais e Comissões imprestáveis, que só iteressam a quem anda por lá a ganhar uns dinheiritos.
Cá no meu entender, há mas é ministros a menos. Falta, por exemplo, o Ministro da Qualidade de Vida.
Infelizmente, é bem verdade. Nunca houve tanta falta de cultura do Ambiente, nem tão pouco ambiente para a Cultura. Temos um governo que só sabe contar tostões (cêntimos, melhor dito) e só está preocupado com o curto prazo. O dos votos, claro.