A divergência — e a crítica — pública de Rui Rio tem dado muito que falar, como não poderia deixar de ser. A crítica, dura nos termos e expressa de forma muito clara, causou incómodo. José Pacheco Pereira, porém, não veio de imediato acusá-lo de criar um “facto” hostil a Manuela Ferreira Leite. Adiante. Não sei quais foram as intenções de Rui Rio, nem tal me parece especialmente relevante. O que sei é que Rui Rio não precisa de se ‘demarcar’ de Ferreira Leite para abrir caminho para a sua eventual candidatura, nem necessita de criar pretextos para o efeito. Julgo não ser necessário recorrer a grandes teorias de conspiração. Muito provavelmente, a explicação é simples e a expressão pública da divergência decorre da relevância que Rio atribui ao tema, nomeadamente por envolver a inversão do ónus da prova. Noutros tempos, noutros contextos, Pacheco Pereira manifestava a sua enorme preocupação com a inversão do ónus da prova. Desta vez, porém, o assunto não lhe mereceu uma linha. Um mísero bit.
Mudam-se os tempos…
Paulo Gorjão,

Rui Rio é economista. Muito rigoroso, ao que dizem. Deve saber, como muitos de nós, o que a casa (leia-se: Fisco) gasta.
Também Pacheco Pereira se fartou de denunciar quanto o Fisco exorbita indevidamente. Bons tempos…
Entretetido a esmiuçar as divergências ‘nuancés’ do PS, com Manuel Alegre e António Costa, Pacheco Pereira não tem tido uns minutinhos para espreitar o que se passa no PSD, esse partido que está de pedra e cal graças à firme liderança de MFL. Nem os seus múltiplos admiradores na blogosfera têm tido tempo para visitar as caixas de comentários dos blogues, provavelmente pelo mesmo motivo.