Em tempos de crise, o português mostra-se igual a si próprio: lamenta-se!
Ser português é mesmo assim. É maldizer a sua sorte, rezar a S. Judas Tadeu, fazer uma promessa a Nossa Senhora e cruzar os braços à espera que a crise passe ou o milagre aconteça. Os mais crentes apostam no Euromilhões. Alguns com sucesso, reconheça-se…
Prefiro acreditar que este ano vai ser bem melhor do que muitos pintam e, se não for, pelo menos satisfaço-me a pensar nas conquistas que Abril nos trouxe. Depois olho para o lado, vejo 2 milhões de portugueses a viver no limiar de pobreza e vou tentar ajudá-los. Foi assim que se fizeram as grandes Nações. Com trabalho e não em coros de lamentos e trocas de acusações, à espera de milagres, ou de dinheiro caído do céu.

Muito bem, Carlos. Náo sei porquê, mas também acho que o ano não será tão dramático como andam a pintá-lo. E, se for, cá estamos a contrariar as coisas e a apoiar quem estiver pior.
Talvez tenhamos os três apreendido alguns ensinamentos na nossa estadia pelo Oriente. Eu sinto que, apesar de continuar a ser pouco optimista em relação à vida e à sociedade actual, recolhi muitos ensinamentos positivos na filosofia de vida daqueles povos.
Muito bem, Carlos. Plenamente de acordo.
No meio desta ‘confusão toda’, não nos podemos esquecer de olhar para o nosso vizinho e tentar ver se ele necessita de ajuda.
A ‘pobreza envergonhada’ é muito maior do que nós podemos supor.
Oh Carlos, esta nossa lamentação crónica é uma doença de pele. Alastra.
Olhe aqui para o lado, um país com uma crise gravíssima às costas e veja lá se os espanhóis ‘de la calle’ são iguais a nós?