Sentado no estúdio da SIC-Notícias, Ruben de Carvalho acaba de lamentar que tenham passado 26 (salvo erro meu) anos que morreu Ary dos Santos e que só «algumas rádios e a Antena-2» o tenham assinalado. Seria fastidioso listar as figuras da literatura, da cultura em geral, da política, etc., já desaparecidas e que não me lembro de ver Ruben de Carvalho assinalar. Mesmo que só nestes 26 anos mais recentes.
Muro das lamentações
João Carvalho,

Creio, João, que são 25 anos. Ary foi um dos nossos maiores poetas contemporâneos. Tive oportunidade de o conhecer, porque ele frequentava um boteco que tive em Lisboa. Era uma pessoa generosa e possuidora de um talento e sensibilidade imparáveis. Quando hoje ouvi a notícia na rádio, tive a mesma reacção do rubende Cravalho. Como é possível que 25 anos depois da sua morte, quase ninguém o evoque. Tenho uma opinião, mas como não quero que façam juízos errados fico com ela para mim. Digo apenas: é por estas e por outras ( como semos sectários em questões culturais) que continuamos uma lástima como povo.
Entendo, Carlos, e respeito. Só que me pareceu que o Ruben se agitou em excesso.
“Ary foi um dos nossos maiores poetas contemporâneos”.
Acho que media 1,73 m., mais coisa menos coisa.
Francamente…
Épá, mas o casaco de cabedal da feira de Carcavelos do gajo e as suas camisolas até ao pescoço, mesmo em dias de Verão, são impagáveis.