Naturalmente, isto só dá razão ao que escrevi aqui: o Presidente da República ensaia, tarde e a más horas, uma estratégia de contenção de danos, confirmando implicitamente que agiu da pior maneira no caso das suspeitas sobre supostas escutas. Precisamente no momento em que o País precisa de um Chefe do Estado com maior autoridade moral e política, de Belém chegam-nos todos os sinais na direcção contrária.
Ler também:
– Lima despedido por Cavaco Silva. Do Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias.
– Alô? Estás-me a escutar? Do Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.
– Começou a campanha presidencial. De José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro.

O mote agora vai ser esse, está visto. Quem pode manda. Até domingo.
Esta tardia atitude dá apenas mais especulação. Cavaco deveria ter sido rápido e apagado o fogo assim que apareceu a primeira chama.
Cavaco só age agora depois de ter perdido quase por completo o espaço de manobra nesta matéria – e após a sua desastrada declaração de sexta-feira, em que lançava mais gasolina na fogueira. Perdeu a última ocasião de falar claro quando o ‘Público’ trouxe a lume a polémica manchete de 18 de Agosto. De então para cá, tem sido um festival de derrapagens. Sócrates agradece, pois claro.
Caro Pedro os benefícios obtidos pelo PSD com estas suspeitas suportaram 1 mês discursos de campanha e um programa demasiado omisso. Será que discutir o programa do PSD teria sido melhor para o PSD? Os próximos dias compensarão isso?
A 26 de Agosto escrevi (C)Karl Rove, Palin e bush na campanha em Portugal. A 2 de Setembro era visível um problema grave: Ética no PSD.
Continuo a achar está em causa a democracia portuguesa. A ética é fundamental na política e na vida dos partidos.
Faltam 4 dias de campanha. A manipulação das eleições está viva.
Daniel, não há noticia de incendiário que apague o incêndio sem intervenção dos bombeiros.
O actual PR é não só correlegionário de longa data mas também amigo pessoal próximo do subalterno que sugere a conspiração ao sr director do jornal do sr Belmiro.
Como dizia há dias, o ainda PR em resposta a uma jornalista – a senhora não é ingénua, pois não? Eu também não.
Infelizmente, Pedro, infelizmente…
O pior ainda está para vir Pedro. Que margem de manobra terá este descredibilizado presidente para arbitrar o dia seguinte a 27 de Setembro, se, como se prevê , não houver uma maioria estável? Isto está a ficar muito negro, não sei a que santo pedir…